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25 de setembro de 2019
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20:08

Ibope: maioria desaprova e desconfia de Bolsonaro, que tem maior rejeição desde janeiro

Por
Sul 21
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Ibope: maioria desaprova e desconfia de Bolsonaro, que tem maior rejeição desde janeiro
Ibope: maioria desaprova e desconfia de Bolsonaro, que tem maior rejeição desde janeiro
É o maior índice de reprovação de um início de governo desde Sarney (1986). Foto: Marcos Corrêa/PR

Da RBA

Nova pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada na tarde desta quarta-feira (25) mostra que a popularidade, a confiança da população e a aprovação popular ao governo de Jair Bolsonaro não param de cair. Todos os indicadores pesquisados ficaram ligeiramente abaixo dos registrados na pesquisa anterior, realizada em junho, quando já havia sido registrada queda ante a pesquisa feita em abril, a primeira do Ibope no governo Bolsonaro.

O levantamento divulgado hoje foi realizado entre os dias 19 e 22 de setembro e mostra que a avaliação positiva (ótimo e bom) do governo era de 35% em abril, caiu para 32% em junho e agora está em 31%, a menor de sua gestão.

A avaliação negativa (ruim e péssimo) subiu de 27% em abril para 32% em junho e, em setembro, chegou a 34%. Os que consideram o governo “regular” são agora 32% – eram 31% em abril e os mesmos 32% em junho. Os que não sabem ou não quiseram responder somaram 3%.

Os brasileiros que desaprovam a maneira de Bolsonaro governar, segundo o Ibope, são 50% da população; eram 40% em abril e 48%, em junho. Aqueles que aprovam somam 44% (eram 51% e 46% nas pesquisas anteriores).

A confiança em Bolsonaro também vai sendo reduzida a cada novo levantamento. Em abril, esse percentual era de 51%, caiu em junho para 46% e chega agora a 42%. Por outro lado aumenta a desconfiança no presidente: 55% dizem agora “não confiar” em Bolsonaro (eram 45% em abril e 51% em junho).

Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria dos brasileiros tem percepção negativa sobre as ações do governo nas áreas de educação (52%), meio ambiente (55%), saúde (58%) e combate ao desemprego (59%), todos sentimentos negativos que vêm crescendo entre dois e dez pontos percentuais desde o levantamento anterior, em junho. É o maior índice de reprovação de um início de governo desde Sarney (1986), e também a menor taxa de aprovação.

O Ibope ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima e para baixo.

 


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