3/jul/2011, 15h27min

Vampiros: sangue e sexo – segunda parte

É já no início do século XIX que o vampiro ganha conotações sensuais. Em 1816, no mesmo ano que Frankenstein veio ao mundo (na verdade, foi inclusive na mesma ocasião), nasceu o romance O Vampiro.

Conta a história, que num verão chuvoso às margens do lago Leman na Suíça, um grupo singular formado pelos poetas Lord Byron e Percy Shelley, acompanhados respectivamente, o primeiro pelo médico pessoal, Jonh Polidori, e o outro por sua jovem namorada, Mary, depois, Mary Shelley. O grupo fez uma aposta sobre quem criaria a mais horripilante história de horror. Sabemos que o vencedor foi a jovem Mary com seu Frankenstein, e sabemos que os dois escritores consagrados nada deixaram para a posteridade nesse sentido. Contudo, o romance de Polidori também veio ao mundo e, afirmam muitos críticos, foi ele quem primeiro deu a feição do vampiro suas características de aristocrata, seu refinamento, sua mais absoluta, cruel, sedutora e perigosa humanidade. Sua inspiração, ninguém menos que o soturno e irresistível Lord Byron. Diga-se de passagem, o belo Byron inspirou toda uma geração de românticos que deram origem ao real gótico do século XIX. Para quem não conhece, abaixo um de seus poemas.

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