31/out/2016, 14h43min

Simpa diz que buscará diálogo com Marchezan, mas que não aceitará parcelamento de salários

28/06/2016 - PORTO ALEGRE, RS - Assembleia dos municipários, na Casa do Gaúcho. Foto: Guilherme Santos/Sul21

Assembleia dos municipários, na Casa do Gaúcho, em junho deste ano | Foto: Guilherme Santos/Sul21

Luís Eduardo Gomes

Em seu primeiro discurso como prefeito eleito, Nelson Marchezan Jr. (PSDB) afirmou que a Prefeitura deve, nos próximos quatro anos, enfrentar sua pior situação financeira nas últimas décadas. Por outro lado, em diversos momentos da campanha e em debates, mesmo quando não perguntado diretamente sobre o assunto, ele disse que não iria ceder a pressões de sindicatos caso fosse eleito. Para os servidores do município, fica o temor de que, assim como ocorre com o funcionalismo estadual, os salários sejam congelados e até pagos parceladamente nos próximos anos.

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Alberto Terres, um dos diretores-gerais da direção recém-eleita do Sindicato Municipários de Porto Alegre (Simpa), afirma que a entidade irá buscar o diálogo com o próximo prefeito e terá o compromisso de garantir e ampliar direitos dos 25 mil trabalhadores (entre ativos e inativos).

“A categoria dos municipários é bastante ativa. Nos últimos anos, a partir do sindicato, tem tentado dialogar com o prefeito, mas também é uma categoria que se mobiliza. Eu acredito que o Marchezan tenha falado que não vai aceitar pressão dos trabalhadores, mas isso para nós é uma fala dele. Queremos dialogar com o prefeito sobre as demandas da categoria. Não é uma questão de pressão ou não. Da nossa parte, nós vamos dialogar e discutir todos os problemas da categoria”, disse Terres.

Nos últimos anos, o Simpa tem se caracterizado por fazer uma intensa mobilização em sua campanha salarial e rejeitado as primeiras propostas da Prefeitura de parcelamento da reposição da inflação. Em 2016, a categoria ficou 16 dias parada.

Neste domingo, o próprio Marchezan, atribuindo a falas do prefeito José Fortunati, trouxe à tona a possibilidade de os salários dos municipários serem pagos em parcelas ainda em 2016. Para Terres, no entanto, não há cabimento para o parcelamento dos salários uma vez que os servidores representariam apenas 42% das receitas líquidas da Prefeitura, abaixo do limite estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (54%).

“Pelas informações que nós temos, o gasto com os funcionários públicos municipais é de 42% da receita, ou seja, bem abaixo do limite prudencial. Se a Prefeitura de Porto Alegre tem problemas financeiros, nós entendemos que os funcionários do município não podem ser os primeiros a serem prejudicados. Qualquer prefeito terá que dialogar com a categoria e dizer que, se a intenção dele é parcelar ou cortar salários, explicar porque irá cortar dos funcionários e não em outros setores da administração”, disse. “Para nós, não se justifica qualquer ameaça de parcelamento de salário”.

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