25/abr/2014, 9h10min

Os 40 anos da Revolução dos Cravos, que pôs fim a 48 anos de ditadura em Portugal

Capa do República de 25 de abril de 1974 (Clique para ampliar)

Milton Ribeiro

Durou décadas a ditadura em Portugal. A rigor, foram 48 anos entre os anos de 1926 e 1974. Só Antônio de Oliveira Salazar governou por 36 anos, entre 1932 e 1968, e a Constituição de 1933, que implantou o Estado Novo nos moldes do fascismo italiano com seu Partido Único, permaneceu até o último da ditadura, tendo durado 41 anos.

A ditadura acabou em 25 de abril de 1974 numa revolução quase sem tiros. Morreram apenas quatro pessoas pela ação da DGS (Direção-Geral de Segurança), ex-PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), espécie de DOPS português. A adesão aos militares que protagonizaram o golpe na ditadura foi tão grande que as cinco mortes mais pareceram um desatino final. O nome de “Revolução dos Cravos” foi devido a um ato simbólico tomado por uma simples florista. Ela iniciou uma distribuição de cravos vermelhos a populares e estes os ofereceram aos soldados, que os colocaram nos canos das espingardas.

Tudo fora bem planejado. A ação começou em 24 de abril de forma musical. Um grupo militar anti-salazarista instalou-se secretamente em um posto no quartel da Pontinha, em Lisboa. Então, às 22h55, foi transmitida por uma estação de rádio a canção E depois do adeus, de Paulo de Carvalho. Este era o sinal para todos tomarem seus postos. Aos 20 minutos do dia 25, outra emissora apresentou Grândola, Vila Morena, de José Alfonso. Ao contrário da primeira canção, que era bastante popular, Grândola estava proibida, pois, segundo o governo, era uma clara alusão ao comunismo.

Passados 40 anos, todos reclamam em Portugal. Tendo no centro do cenário a atual crise econômica, a esquerda considera que o espírito da revolução se perdeu, assim como várias das conquistas dos primeiros anos, enquanto a direita chora as estatizações do período pós-revolucionário, afirmando que esta postura prejudicou o crescimento da economia. O ex-presidente Mário Soares afirma  que tudo o que ocorreu nos últimos 40 anos pode ser discutido e reavaliado, mas que a comparação entre o passado e o presente é comparar “um passado de miséria, de guerra e de ditadura” com um país onde há “respeito pela dignidade do trabalho, pelos sindicatos e pela democracia pluralista”.

Deus, Pátria e Família (Clique para ampliar)

A ditadura

A ditadura iniciou em 1926 com o decreto que nomeou interinamente o general Carmona para a presidência da República. Após a dissolução do parlamento, os militares ocuparam todas as principais posições do governo. A ditadura teve o condão de unir todos os partidos que antes disputavam entre si. Eles enviaram uma declaração conjunta às embaixadas dos EUA, Inglaterra e França, informando que não reconheciam o novo governo. Em resposta, a repressão policial foi acentuada e todos os que assinaram a declaração foram presos em Cabo Verde, sem julgamento.

Todas as revoltas foram sufocadas, enquanto os militares se viam às voltas com uma crise econômica. Havia duas correntes: uma representada pelo ministro das finanças, o general Sinel de Cordes, que desejava recorrer a um empréstimo externo e outra, de um professor de finanças da Universidade de Coimbra, Antônio de Oliveira Salazar, que pensava não ser necessário o empréstimo externo para resolver a difícil situação financeira do país. O empréstimo não foi feito em razão de que as condições exigidas eram inaceitáveis – quase as mesmas que a “troika” (FMI, Banco Central Europeu e Comissão Européia) exigiu e levou em nossos dias. O resultado final do episódio foi o pedido de demissão de Sinel de Cordes e o convite a Salazar para a pasta das finanças.

O ditador solitário

Salazar impôs austeridade e rigoroso controle de contas. Obteve o equilíbrio das contas de Portugal em 1929. Na imprensa, controlada pela censura, Salazar era chamado de “o salvador da pátria”. O prestígio ganho junto ao setor monárquico e católico, além da propaganda, consolidaram pouco a pouco a posição de Salazar, abrindo espaço para sua ascensão. Ele se tornou o esteio dos militares, que o consultavam para tudo, principalmente para as reformas ministeriais. Enquanto a oposição era dizimada, Salazar recusava o retorno ao parlamentarismo e à democracia da Primeira República, criando a União Nacional em 1930, uma preparação para a instalação do regime de partido único.

Em 1932, foi discutida uma nova Constituição que seria aprovada no ano seguinte. Nela, foi criado o Estado Novo, um regime que dizia defender “Deus, a Pátria e a Autoridade”, principalmente a terceira, que depois foi alterada para Família. A ditadura portuguesa foi muitíssimo pessoal e revelava claramente o caráter de seu chefe.

Salazar era uma estranha espécie de misantropo que governava um país ao mesmo tempo que amava a solidão e posava de inacessível. Suas palavras são surpreendentes, mesmo para um ditador. “Há várias maneiras de governar e, a minha, exige isolamento… O isolamento muito me ajudou a desempenhar minha tarefa e permitiu-me, no passado como hoje, concentrar-me, ser senhor do meu tempo e dos meus sentimentos, evitar que fosse influenciado ou atingido”. Muito católico, Salazar nunca casou e vivia entre padres. O cardeal de Lisboa, D. Manuel Gonçalves, disse dele: “é um celibatário austero que não bebe, não fuma, não conhece mulheres”, mas, a fim de afastar qualquer inclinação homossexual, ressaltou: “mas ele aprecia a companhia das mulheres e a sua beleza sem, no entanto, deixar de levar uma vida de frade”.

Salazar e Franco: colaboração e frieza

Tal como fazia na vida privada, Salazar criou uma curiosa política e um bordão não menos. Praticava uma política de isolacionismo internacional sob o lema Orgulhosamente sós. Atuava de forma tortuosa. Apoiou Franco na Guerra Civil de 1936, mas manteve com este uma relação fria e desconfiada. Durante a Segunda Guerra Mundial, agarrou-se à neutralidade como se disto dependesse sua vida. Talvez tivesse razão. Próximo ideologicamente do fascismo italiano, Portugal não hostilizou o eixo Roma-Berlim-Tóquio, apesar de ter tornado ilegais os movimentos fascistas, prendendo seus líderes. Comprou armas, mesmo durante a Guerra, tanto na Alemanha quanto da Inglaterra, evitando o confronto e a adesão. Acendendo uma vela para cada um dos lados, Salazar aceitava dar vistos a judeus em trânsito vindos da Alemanha e da França. Também concedeu aos Aliados uma base nos Açores.

Dentre as muitas curiosas decisões deste isolacionista, está a de proibir a Coca-Cola em Portugal. O país só veio a conhecer a bebida em 1977. A lenda diz que, em 1928, um publicitário chamado Fernando Pessoa — sim, o poeta — criou o seguinte slogan para o lançamento da bebida no país: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”.  O austero e poderoso ministro das Finanças proibiu a bebida com o argumento peculiar de que os americanos visavam criar “habituações” (vícios) nos portugueses. Pessoa não ficou ressentido, apesar de detestar Salazar, tanto que o homenageou:

Antonio de Oliveira Salazar

Antonio de Oliveira Salazar

Três nomes em sequencia regular…
Antonio é Antonio.
Oliveira é uma árvore.
Salazar é só apelido.
Até aí está bem.
O que não faz sentido
É o sentido que tudo isto tem.

Este senhor Salazar
É feito de sal e azar.
Se um dia chove,
A água dissolve
O sal,
E sob o céu
Fica só azar, é natural.

Oh, c’os diabos!
Parece que já choveu…

Coitadinho
Do tiraninho!
Não bebe vinho.
Nem sequer sozinho…

Bebe a verdade
E a liberdade,
E com tal agrado
Que já começam
A escassear no mercado.

Coitadinho
Do tiraninho!
O meu vizinho
Está na Guiné,
E o meu padrinho
No Limoeiro
Aqui ao pé,
Mas ninguém sabe porquê.

Mas, enfim, é
Certo e certeiro
Que isto consola
E nos dá fé:
Que o coitadinho
Do tiraninho
Não bebe vinho,
Nem até
Café.

Após a Segunda Guerra Mundial, manteve a política do Orgulhosamente sós, mas nem tanto assim, pois Salazar desejava permanecer orgulhosamente só, mas com suas colônias. Desde o final da Segunda Guerra Mundial, a comunidade internacional e a ONU passaram a defender políticas de autodeterminação dos povos em regiões colonizadas. Salazar ignorou o fato, levando o país a sofrer consequências negativas tanto do ponto de vista econômico como culturais.

Charge de 1957, publicada em jornal clandestino

Internamente, a violência da democracia de fachada de Salazar não ficava nada a dever a suas congêneres latino-americanas. O Estado Novo tinha sua polícia política, a PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado), a qual era antes chamada de PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado) e depois de DGS (Direção-Geral de Segurança). Em comum, a perseguição e morte aos opositores do regime. O regime autoritário, mas sem violência é uma fantasia que muitos católicos portugueses gostam de manter, pois a Igreja Católica sempre era citada por ele. Até hoje, alguns saudosos de Salazar misturam fascismo e catolicismo.

Em março de 1961, ocorreu uma chacina de colonos civis no norte de Angola. A resposta de Salazar foi uma Guerra Colonial chamada Para Angola rapidamente e em força. Depois, novas guerras em Guiné e Moçambique, sempre com o propósito de permanecer orgulhosamente só, mas com as províncias ultramarinas sob sua bandeira. As Guerras Coloniais tiveram como consequências milhares de vítimas e forte impacto econômico sobre o país, tendo sido uma das causas da queda do regime.

Salazar foi afastado do governo em 27 de Setembro de 1968, após uma grave queda em casa, o que lhe causou uma trombose cerebral. Seu fim foi digno de opereta: naquele 1968, o então Presidente da República, Américo Tomás, chamou Marcello Caetano para substitui-lo. O curioso é que, até morrer, em 1970, Salazar continuou a receber “visitas oficiais” como se fosse ainda o presidente do país, nunca manifestando sequer a suspeita de que já o não era. Tudo para não contrariar o homem.

Marcelo Caetano não quis unir-se ao movimento mundial de descolonização e sustentou a tese de que Portugal era um Estado pluricontinental e plurirracial. Dizia que os territórios situados fora da Europa não eram colônias, mas, sim, parcelas integrantes do território nacional, e, como tal, inalienáveis. Este argumento não obteve a aprovação da opinião pública internacional, que via os territórios ultramarinos portugueses como simples colônias, sujeitas, portanto, ao mesmo processo de descolonização já realizado por outras nações africanas de língua inglesa, por exemplo. Esta recusa de Portugal em aceitar a realidade dos fatos tornou o país objeto de sanções cada vez mais duras por parte das Nações Unidas.

Negociações para a rendição da PIDE/DGS, no dia 26 de Abril de 1974. Fotografia de Joaquim Lobo.

O longo inferno externo e interno foi finalizado pelo 25 de Abril, tal como o conhecem os portugueses. O Movimento das Forças Armadas (MFA) foi composto por oficiais intermediários da hierarquia militar. Na maioria, eram capitães que tinham participado na Guerra Colonial e que foram apoiados por oficiais e estudantes universitários. Este movimento nasceu por volta de 1973, baseado inicialmente em reivindicações corporativistas das forças armadas envolvidas nas guerras coloniais, acabando por se estender a protestos contra a ditadura. Sem grande apoio e com a adesão em massa da população à Revolução dos Cravos, a resistência do regime foi praticamente inexistente, registrando-se apenas cinco mortos em Lisboa pelas balas da famigerada DGS.

Após o 25 de abril, foi criada a Junta de Salvação Nacional, responsável pela nomeação do presidente da República. Assim, em 15 de Maio de 1974, o general António de Spínola foi nomeado presidente.

Estabilizada a conjuntura política, prosseguiram os trabalhos da Assembleia Constituinte para a nova constituição democrática, que entrou em vigor no dia 25 de Abril de 1976, o mesmo dia das primeiras eleições legislativas da nova República.

 

Revolução dos Cravos

Comemorações de hoje

A Revolução dos Cravos será celebrada com eventos culturais e conferências, promovidos pela Presidência da República, o parlamento e os partidos.

A Presidência da República já anunciou que vai assinalar o 40º aniversário do 25 de Abril de 1974 com uma conferência internacional sobre a data, centrada “no espírito da democracia, a cultura de compromisso e os desafios do desenvolvimento”. A conferência, que integra os Roteiros do Futuro da Presidência da República, tem como tema as Rotas de Abril e convida os portugueses a refletirem “sobre os novos caminhos que se pretendem trilhar, de forma a concretizar o espírito que presidiu à instauração da democracia em Portugal”. João Lobo Antunes será o comissário da conferência.

Na Assembleia da República, o gabinete da presidente, Assunção Esteves, disse que é ideia é a de estender as comemorações “ao longo de uma semana” e incluir cinema, exposições, concertos e teatro abertos ao público, assim como um “ciclo de conferências com universidades e centros de reflexão e ideias”.

Entre os partidos, o PSD vai comemorar duplamente os 40 anos da revolução dos cravos e os 40 anos do partido. “Decorrerão várias comemorações e eventos em que comemoraremos Abril, a democracia e também o PSD e a social-democracia”, disse à Lusa o secretário-geral do partido, Matos Rosa.

Os comunistas festejarão o centenário de Álvaro Cunhal e os 40 anos do 25 de Abril. Entre as iniciativas previstas, está previsto o lançamento, pelas edições Avante!, do tomo V das obras escolhidas de Álvaro Cunhal, “que incide no período em torno do 25 de Abril”. A festa do Avante! será “um momento privilegiado das comemorações”, que contarão também com um “conjunto de iniciativas temáticas sob a ideia dos valores de Abril no futuro de Portugal”.

O Bloco de Esquerda quer que os 40 anos do 25 de Abril sejam um momento de festa, mas também de reflexão e produção de “pensamento crítico”, disse o gabinete de imprensa do grupo. Os bloquistas promovem um encontro cultural em torno do tema da ‘Revolução’, que reunirá personalidades nacionais e internacionais do meio artístico e cultural, historiadores, ativistas, entre outros.

Tanto Mar, de Chico Buarque

Sei que está em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor no teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, que é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto de jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim

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  • Olavo

    Ótima matéria.

  • marianomonkey

    ainda bem que os comunistas nunca desejam partido único, controle da imprensa e totalitarismo de um ditador…

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  • ulysses freire da paz jr.

    “(…) Ausländische Preeseberichten zufolge hattten die Bilderberger bei dem Umsturz vom 25 April 1974 nicht nur ihre Finger im Spiel, sie spielten sogar eine ganz entscheidende Rolle bei diesem Unternehmen. Wie die in Paris erscheinende ,, Permanences“(Nr. 112, August/September 1974) schreibt, ist der Vernichtung des ,, Faschismus“ in Portugal eine Flut umstürzierischer und pornographischer Literatur gefolgt. Filme und Zeitschriften mit ,, Sex“ wurden in dem endlich ,,befreiten“ Land massenweise verbreitet und sobald sich der Gesetzgeber damit befassen kann, werden Pille, sexuelle Aufklärung, Familienplanung, ,,freie“ Abtreibung und Ehescheidung folgen. ,,Ja, Portugal ist … in den Strudel der moralischen, sozialen und politischen ,, Befreiung“ gestürzt … in der Erwartung, in die totalitäre kommunistische Ordnung einzutreten … Ist das eine speziell portuguiesiche Entscheidung oder eine Episode der Verschwörung internationaler Interessen?“
    Die schwedische Zeitung ,, Dagens Nyheter“ hat diese Frage zu einem guten Teil beantwortet, wenn sie schreibt: ,, Die hohe internationale Finanz und die Kreise der portugiesische Banken haben eine bedeutende Rolle beim dem Staatsstreich vom 25. April 1974 gespielt.“ Und die dänische Zeitung ,, Politiken“ stellte fest: ,, Die Vereinigten Staaten haben eine entscheidende Rolle bei dem Militärrevolte gespielt“. Auch das ist eine Teilwahrheit.
    Um welche Rolle es sich dabei handelte, hat die Madrider ,,ABC“ am 5. Juli 1974 in einem Artikel über ,,die mysteriöse Zusammenkunft des Bilderberg-Clubs“ enthüllt. Gemeint ist das Treffen in Megeve vom 19. Bis 21. April 1974, von dem gesagt wird, daß hier das Schicksal der westlichen Welt entschieden wurde.
    Die Anwesenheit der NATOsschiffe vor Lissabon in den ersten Stunden des Staatsstreichs sollte ein Element der Ablenkung für jene ,, General-Ultras“ sein, die eine Anwandlung von Opposition gegen den Putsch hätten bekommen können. Jedermann in Lissabon konnte beobachten, daß Einheiten der NATO am 24 April diskret im Hafen der portugiesischen Hauptstadt eintrafen. Diese Schiffe und Unterseeboote, die bestimmten der elf Länder der NATO, angehörten, sollten an dem großen Luft-und Seemanover Dawn Petrol 1974 teilnehmen, das für den 26. April im Mittelmeer und an der atlantische Küste geplant war. Englische und amerikanische Flugzeuge waren – immer im Rahmen des Manövers – auf dem Flugplatz vom Montijo stationiert, 30 Km von Lissabon entfernt. Aber kurz bevor die ,, Junta“ über das Fernsehen den Regierungswechsel bekanntgegeben hatte, wurden die atlantischen Manöver abgeblasen.(…)”
    Quelle: Seite 50 u. 51 des Buches „DIE SÖHNE DER FINSTERNIS“ vom Manfred Adler – MiriaM Verlag Teil 1.

    “(…)Conforme correspondentes estrangeiros noticiaram os Bilderbergers não só colocaram os dedos no golpe de 25 de Abril 1974, eles ainda tiveram um papel muito importante neste empreendimento . Conforme publicou-se no periódico ” ( n º 112, agosto / setembro de 1974) em Paris à aniquilação do fascismo é ” seguida por uma um inundação revolucionária de literatura pornográfica . Filmes e revistas, com cenas de sexo, foram , liberados e maciçamente difundidos na finalmente liberta nação ” e, assim que o Legislativo pode lidar com isso , seguiu-se a pílula , a educação sexual , planejamento familiar, ” o aborto livre e do divórcio. , Sim sob o jargão da “libertação”, Portugal é lançado no … no lodo de turbilhão de moral , social e política ,” … na expectativa de ingressar no totalitarismo comunista … Isso é uma decisão particularmente portuguesa ou um episódio conspirador de interesses internacionais? ”
    O jornal sueco, Dagens Nyheter ” respondeu em boa parte a esta pergunta quando escreve: . , Os altos círculos financeiros internacionais e os bancos portugueses desempenharam um papel importante no golpe de Estado de 25 de abril de 1974 ” E o jornal dinamarquês Politiken “, afirmou : ” os Estados Unidos representaram um papel crucial na revolta militar ” . Também esta é uma verdade parcial.
    A questão crucial ocorrida naquele momento , relatou o jornal madrilenho ABC foi “o encontro misterioso do Clube Bilderberg em 5 de julho de 1974. Refere-se à reunião de 19 em Megeve até 21 de Abril de 1974, de onde se diz que ali fora decidido o destino do mundo ocidental
    A presença de navios da NATO em Lisboa nas primeiras horas do golpe de Estado , deveria ser um elemento de distração para os “Ultras generais ” , o que poderia ter tido uma reação de oposição ao golpe. Qualquer um em Lisboa podia observar que as unidades da OTAN chegaram discretamente em 24 de abril ao porto da capital Português . Estes navios e submarinos pertencentes a alguns dos onze países da NATO , deveriam participar da grande manobra aero marítima ao longo do Mediterrâneo e da costa atlântica planejada para ocorrer em 26 de abril de 1974. Aviões britânicos e americanos estiveram – sempre no contexto da manobra – estacionados no aeroporto de Montijo, a 30 km de Lisboa. Mas pouco antes da, junta ” haver anunciado na televisão a mudança de governo , as manobras do Atlântico foram retiradas .(…)”
    Fonte: paginas 50 e 51 do livro OS FILHOS DAS TREVAS de Manfred Adler, editora MiriaM, primeira parte.

    Resta ainda a tarefa de comparar tal narrativa com os 25 últimos ítens citados em http://en.wikipedia.org/wiki/The_Naked_Communist assim como conferir alguma coerência com o livro de Poncins escrito em 1937 https://archive.org/details/AsForcasSecretasDaRevolucao

    Mais que tais leituras, urge também ler e propagar de MAX SCHELER http://es.wikipedia.org/wiki/Max_Scheler : 1 O Personalismo Ético; 2. A Reviravolta dos Valores; 3.O Lugar do Homem no Cosmos; 4. El saber y la cultura; 5.Metafísica de la Libertad

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  • ulysses freire da paz jr.

    Olhar assiduamente para monitores de TV, celular, tablet, FaceBook…. aprender o idioma onde, em cada 3 palavras 2 são FUCK, seguidas de: HELL; praticar atividades físicas repetitivas, está no MENU alienante à história real, por conseguinte condicionante ao CÂNONE CONVENCIONAL.

    Despertar a LÓGICA é a receita para imunizar-se dos CLICHÊS ENDEMONIZANTES propagados por 98% dos meios de comunicação impressos e eletrônicos aliados à industria cinematográfica e de propaganda. Basta observar QUEM é o bandido preferido na série DURO DE MATAR ! É o alemão!

    A realidade, https://archive.org/details/AsForcasSecretasDaRevolucao , todavia, mostra-nos que a tardia constatação do general Patton de “ter sido o verdugo do povo europeu mais honesto” http://globalfire.tv/nj/12de/zeitgeschichte/general_pattons_tod.htm não foi em vão. Basta constatar, se há alguma incoerência no livro de Theodor Fritz http://inacreditavel.com.br/wp/o-surgimento-dos-protocolos-sionistas/ ; apurar a população carcerária da Alemanha de Hitler e a dos EUA; conferir de onde vem A NATA da música clássica, filosofia … e QUEM exporta VIOLÊNCIA ao mundo, seja como tema número 1 dos filmes ou http://dehemh.blogspot.com.br/2013/08/as-lutas-de-mma-mais-sangrentas.html ; quem está por trás do FUNK, dos PANaCADÕES, da PORNOGRAFIA e domina o mercado mundial de drogas, o crime organizado, assim como, em quantas guerras esteve envolvido ao longo do século XX e XI?

    Nada é por acaso http://www.zitate-online.de/sprueche/politiker/16280/amerika—die-entwicklung-von-der-barbarei.html SEM PASSAR PELA CULTURA A AMÉRICA ESTARÁ FADADA – À BARBÁRIE E À DECADÊNCIA.

    Há ainda quem afirme convicto que:

    “Sabemos que o pior ainda está por vir, conforme as profecias. Uma antiga profecia litúrgica começa assim:

    Dies irae, dies illa ….. O dia da ira, aquele dia,
    Solvet saeclum in favilla … Reduz o mundo a uma favela,
    Teste David cum Sibilla …. Atestam Davi com Sibila”