13/jul/2015, 8h27min

“O casamento é um risco para a vida das mulheres”, diz médica especialista em saúde mental feminina

Foto: Caroline Ferraz/Sul21

Maria José foi consultora para o Projeto Girassóis — Gênero e saúde mental | Foto: Caroline Ferraz/Sul21

Débora Fogliatto

A cidade de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, recebeu uma série de formações em gênero e saúde mental promovidas pelo projeto Girassóis. Os cursos foram iniciados em março de 2014 e divididos em três datas, que capacitaram profissionais da saúde, da rede de enfrentamento à violência contra a mulher e lideranças comunitárias. Uma das pessoas que tornou essa medida possível foi a médica baiana Maria José Araújo, que esteve na cidade na última terça-feira (7) para participar do Seminário Gênero, componente essencial na atenção à saúde mental das mulheres. Ela trabalhou como consultora para o projeto, desenvolvido pelo Coletivo Feminino Plural.

Maria José formou-se inicialmente em Pediatria, carreira que ela logo abandonou para fazer mestrado em Saúde Mental Materna e Infantil na França, seguido de uma formação em Ginecologia de Atenção Primária na Suíça. Paralelamente, é ativista pelos direitos das mulheres e uma das fundadoras da Rede Feminista de Saúde, além de coordenadora da área técnica de Saúde da Mulher no Ministério da Saúde, no primeiro mandato do presidente Lula, e coordenadora, no Brasil, da instituição internacional “Médicos pelo direito a decidir”. Em 2005, Maria José foi uma das 52 brasileiras indicadas pelo projeto 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz. A iniciativa selecionou mil mulheres ao redor do mundo todo indicadas para o prêmio como forma de criticar o fato de apenas 11 mulheres o terem recebido durante seus 113 anos.

Foto: Caroline Ferraz/Sul21

Ela critica as desigualdades e violências que afetam as mulheres, causando problemas psiquiátricos | Foto: Caroline Ferraz/Sul21

Nesta entrevista ao Sul21, ela analisa as questões que relacionam gênero e saúde mental, defendendo que as mulheres têm mais problemas psiquiátricos (elas são 74% da população que toma remédios para estas doenças) devido às desigualdades, violências e pressões sociais sofridas. As políticas públicas voltadas à saúde mental, porém, não fazem esse recorte, critica ela. “Não tem nenhuma base no sentido de mudar um pouco a autoestima das mulheres, de tentar interferir na questão da violência, no auto-conhecimento, na tripla jornada, na discriminação que as mulheres sofrem”, aponta.

Essa violência que as mulheres sofrem na sociedade pode ser tanto física quanto psicológica. “É real a violência psicológica. Tanto é real que está categorizada na lei Maria da Penha, mas as mulheres às vezes nem percebem que estão sofrendo com essa violência que não deixa marca física, mas deixa marca emocional”, avalia a médica. Isso passa por questões de autoestima, determinada sempre pelo “olhar masculino”, segundo ela, que faz com que as mulheres tenham cada vez mais problemas de saúde. Confira a entrevista completa:

Sul21 – Como começou o seu envolvimento com o Projeto Girassóis?

Maria José – A gente [ela e o Coletivo Feminino Plural] faz parte da mesma rede, a Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos, já trabalho com o coletivo há muitos anos. E com o começo desse projeto, elas precisavam de uma pessoa que tivesse uma visão de saúde mental distinta, que contemplasse as questões de direitos humanos, gênero e vulnerabilidade, com outro olhar sobre a saúde mental das mulheres. E eu venho trabalhando com isso há bastante tempo, por isso me convidaram para ser consultora do projeto e fiquei muito feliz.

“Têm questões relacionadas à biologia e à socialização que exigem políticas diferentes”

Sul21 – Muitos profissionais da área parecem ainda não ter formação nesse sentido, nem a percepção da relação entre gênero e saúde mental. Como a senhora percebe essa questão?

Maria José – É, na verdade as políticas públicas homogenizam todo mundo. Fora as políticas de pré-natal, parto e aborto, as políticas públicas de saúde são políticas globais, que não contemplam essa questão. Não são elaboradas a partir de uma percepção de que as mulheres têm determinantes da saúde diferentes dos homens. Têm questões relacionadas à biologia e à socialização que exigem políticas diferentes, com outros olhares, outras abordagens, outras percepções. Quando sai uma política de saúde mental, ela sai para todo mundo. Não tem nenhuma base no sentido de mudar um pouco a autoestima das mulheres, tentar interferir na questão da violência, no auto-conhecimento, na tripla jornada, na discriminação que as mulheres sofrem. [Essas políticas] homogenizam o que é desigual, Muitas vezes são inadequadas, a visão e a abordagem.

Foto: Caroline Ferraz/Sul21

Políticas públicas não são feitas de forma específica para mulheres, critica ela | Foto: Caroline Ferraz/Sul21

Então a mulher com sofrimento psíquico vai permanentemente no serviço de saúde e não consegue ter suas questões resolvidas justamente por isso. Enquanto as políticas públicas não conseguirem ter essa abordagem, mulheres vão continuar sem ter suas questões resolvidas.

Sul21 – Isso tem também a ver com toda a questão da autoimagem da mulher, da pressão da mídia e da sociedade sobre os corpos das mulheres?

Maria José – Exatamente. O Brasil é um dos países do mundo em que mulheres mais fazem cirurgias plásticas. A autoestima das mulheres é sempre baseada no olhar masculino, são os homens que determinam o valor das mulheres e dão status. Não é por acaso que é um dos países onde elas mais são considerada como objetos. Pelo comportamento, tipo de roupa, por essa questão da cirurgia plástica. Eu estava em um debate onde uma das debatedoras disse que fizeram uma pesquisa com as meninas de 15 anos e o presente que elas pedem nos aniversários é botar silicone nos seios. Com 15 anos! É tão complicado isso, essa questão da mulher como objeto. Eu achava até que isso tinha melhorado, mas nos últimos dois anos acho que regrediu.

“A [violência] psicológica, às vezes, a mulher nem percebe, são as micro violências cotidianas”

Sul21 – Tem a questão da violência que é perpetuada em casa, não apenas física, mas também psicológica.

Foto: Caroline Ferraz/Sul21

“Toda mulher que sofre violência tem muito baixa autoestima”, aponta | Foto: Caroline Ferraz/Sul21

Maria José – E a violência psicológica não é nunca relatada. A física e sexual, embora muitas mulheres não denunciem, outras o fazem. Enquanto a [violência] psicológica, às vezes, a mulher nem percebe, são as micro violências cotidianas: “Você é feia, burra, tem o peito caído, está gorda, não entende nada, você é incapaz, não presta para nada”. Esse tipo de violência, que é sutil, vai minando a autoestima das pessoas o tempo inteiro. Toda mulher que sofre violência tem muito baixa autoestima, ou porque sofre violência há muito tempo, ou porque a mãe já sofria violência e cresceu vendo aquilo. É real a violência, tanto é real que está categorizada na lei Maria da Penha, mas as mulheres, às vezes, nem percebem que estão sofrendo com essa violência que não deixa marca física, mas deixa marca emocional.

Sul21 – Em comparação com outros países, se a sociedade for menos machista, percebe-se uma diferença na saúde mental das mulheres?

Maria José – Eu acho que sim. Quanto mais as mulheres têm autoestima, são menos discriminadas, se valem por elas mesmas, a saúde mental melhora demais. As mulheres casadas que têm mais de três filhos, isso é um risco para a saúde mental. Porque são elas que fazem tudo, cuidam da casa, criam as crianças sozinhas, são elas que abortam, elas que gerenciam a casa. Quando chegam do trabalho, se forem pobres, vão ter que fazer de novo tudo que fizeram na casa da patroa; se não forem pobres, de qualquer forma têm que cuidar das crianças, ajudar nos deveres da escola. É uma sobrecarga que não termina nunca. Então, o casamento é um risco para a vida das mulheres. Infelizmente, essa é a realidade. Porque aumenta demais a sobrecarga de trabalho.

Eu tenho uma reflexão, acho que no Brasil a maioria das mulheres de classe média e alta só está junto com os homens porque têm empregada doméstica. É um amortecedor da falta de apoio, da falta de divisão sexual do trabalho, porque os homens e os filhos não fazem nada. Tem um círculo vicioso que as mulheres não conseguem sair, e aí é uma sobrecarga de saúde mental. Por isso que elas são 74% dos consumidores de remédios psiquiátricos, porque tem que ter alguma válvula de escape.

“Não tem uma reflexão de que é a vida dela que provoca aquele mal estar”

Sul21 – E ao mesmo tempo, parece que muitas vezes os problemas das mulheres não são levados a sério, e elas mesmas não percebem.

Maria José – Elas muitas vezes não percebem o círculo vicioso em que entrem. Sabem que se sentem mal, mas não sabem o porquê. Não tem uma reflexão de que é a vida dela que provoca aquele mal estar: a infelicidade, sobrecarga de trabalho, violência. Há muitas mulheres hoje que conseguem perceber, mas é lento o processo.

Foto: Caroline Ferraz/Sul21

Maria José critica também a hipermedicalização da sociedade atual, que afeta as mulheres | Foto: Caroline Ferraz/Sul21

“Transformam o que é do cotidiano do ser humano em doença, e assim o primeiro passo é a medicalização”

Sul21 – Atualmente, os cuidados de saúde mental são muito voltados para a medicalização. Quais os efeitos disso?

Maria José – Olha, eu sou médica, acho que alguns casos precisam de medicamento. Uma depressão grave, severa, provavelmente tanto homens quanto mulheres precisam de medicamentos, além de apoio de uma terapia, de um profissional. Mas só pelo número já dá para ver que existe um abuso de medicação. Todas as queixas das mulheres para ginecologistas, obstetras e psiquiatras, são imediatamente medicalizadas. Uma pessoa que perdeu a mãe, por exemplo, tanto homens quanto mulheres, é normal que a pessoa chore, sinta tristeza, sinta seu luto. Mas o próprio manual de Doenças Mentais, o DSM, traz que 15 dias de luto já é uma doença mental. Ou seja, transformam o que é do cotidiano do ser humano em doença, e assim o primeiro passo é a medicalização. Nessa sociedade capitalista, pós-moderna, individualista, as pessoas não podem mais fazer seu luto, de todos os tipos. Como é uma sociedade de supérfluos, de consumismo, que tudo é temporário e descartável, os afetos também viraram descartáveis. Se seu pai, mãe, companheiro ou companheira morre, você tem que, 15 dias depois, já estar numa boa. É todo um conjunto de sintomas da sociedade atual, da contemporaneidade.

Sul21 – E essas questões de saúde mental afetam de forma diferente em função da raça ou da classe social?

Maria José – Que eu saiba, não tem nenhum estudo no Brasil por exemplo que digam se as mulheres negras tomam mais medicamentos psiquiátricos ou não. Na minha cidade, Salvador, 70% das mulheres são negras, então… eu não tenho dados científicos, mas pode ser que sejam mais medicalizadas, porque têm acesso a serviços de saúde que não são de boa qualidade, estão nas camadas mais pobres, são mais discriminadas. É só ver o que aconteceu com a Maju, a mulher do tempo no Jornal Nacional, que foi alvo de piadas discriminatórias*. Tinha um comentário que dizia: “onde eu posso comprar essa escrava?”, ou seja, estamos num país totalmente machista e racista. Então, isso acontece com uma mulher que está no Jornal Nacional, que é uma mulher culta, que todo mundo elogia o trabalho dela, e mesmo assim os comentários nas redes sociais são terríveis. Eu fiquei chocada, eu imagino que podemos inferir que as mulheres negras tomam mais medicamentos psiquiátricos, até porque as mulheres brancas são discriminadas por serem mulheres, mas não por sua cor.

 *A apresentadora da Rede Globo Maria Júlia Coutinho foi alvo de diversos comentários racistas pela internet, na semana passada. As mensagens foram enviadas após a emissora publicar no Facebook uma foto da apresentadora.

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  • Meire

    Já acabou! Tão curtinha a entrevista.

  • Pablo

    Para o homem também, é por isso que muitos já estão abandonado “as plantações” e indo para MGTOW.

  • Eu, com feminista histórica não me detive muito nesse detalhamento das políticas de saúde e as necessárias especificidades em relação ao corpo da mulher e também a questão do círculo vicioso nas relações insatisfatórias e o mal estar permanente de algumas mulheres. Conheço a Maria José e quero abraça-la por essa grande percepção e clareza. Obrigada, Maria José.

  • Pagador de Impostos

    Quê?? E a saúde mental dos homens que casam? E o risco para os pobres homens? Vocês mulheres têm noção do quanto é prejudicial à saúde masculina ter que segurar um pum de madrugada, só para não levar um coice da patroa? E a geladeira, que invariavelmente se torna propriedade feminina? Aquela geladeira com cerveja gelada, aquele salaminho, um belo provolone e azeitonas verdinhas ser trocada por uma com abobrinha, cenoura e granola! E aqueles iogurtes fedorentos? Vocês têm noção da chaga psicológica causada em nós, pobres homens? Sem falar na humilhação de ter que fazer xixi sentado, para não respingar no maldito vaso ecológico que precisa de 5 descargas para mandar embora o churrasco que teve que ser feito na casa DE ALGUM AMIGO SOLTEIRO, porque só lá temos um pouco de paz! Vou fazer como o Tarso Genro! Quebrar algum estado por aí e depois me mudar para copacabana! Fui…

  • Ane

    Tudo o que eu já intuía, sem precisar ser uma profissional de saúde. Casamentos mais de 2 filhos (nem precisa ser 3) é um enorme desafio, hj em dia vj que mulheres que tiveram 5, 7 filhos sao naturalmente malucas insuportáveis, mas é claro que cada caso é um caso algumas são maluquins leves outras são maaluquinhas média as outras são severas malucas!

  • mariana

    Muito interessante

  • Angela

    Pagador de Impostos, como você é sem graça.

  • Jose Geraldo da Costa

    Este apartaite acho meio inoportuno. O casamento ainda continua sendo uma oficina insubstituivel onde se forjam na bigorda da vida as bases da existencia humana, onde o homem martela o aço enquanto o mulher a segura. Todos estamos no mesmo barco consumindo os mesmos fracos de farmacos, muitos homens até mais que as mulheres hoje não mais talheres.

  • Renata

    Quanta lucidez! Não conhecia a Dra. Maria José… As reflexões apresentadas são muito plausíveis, pois a vida das mulheres realmente padece de uma desigualdade ainda opressora… =/

  • Esron Vieira

    Entrevista feita com uma especialista em ser mal-amada. É compreensível tanto amargor e acidez.
    Garanto que toda mulher bem amada e realizada em seu casamento, não concorda com estes absurdos.
    Toda mulher que não tem um esposo líder, estará fadada à infelicidade infelizmente.
    As que provaram de um marido covarde e inútil também sofrerão.
    A mulher que tem a sorte de adimirar e seguir um bom homem, goza de uma felicidade única.
    No mundo em que vivemos, ser feminista é virtude, machista é crime, gaysista é orgulho.
    Está faltando entrevistas com especialistas felizes
    O ser humano às vezes se sega em deixar de compreender a natureza e prefere inverter valores.
    É mais nobre uma organização familiar baseada nos reis dos animais, que uma sociedade baseada no matriarcado das hienas.
    As mulheres lindas de coração sempre terão felicidade em seus casamentos. Não seguirão o ódio das loucas mal amadas.

  • Jane Pereira

    Concordo plenamente. Acho que suportei 20 anos de casamento sempre trabalhando fora e com dois filhos pra criar, porque sempre tive uma doméstica pra me ajudar em casa. Depois que passei a ter somente uma Diarista na semana e ver meu marido já aposentado continuar sem nunca ajudar nada em casa e como sempre, não me valorizar como mulher, pude constatar o quanto minha jornada era pesada e infeliz. Dei um basta nisso. Hoje me sinto leve e liberta. Com certeza, meus filhos são a única vantagem que tive nesse casamento.

  • silvia

    As mulheres somatizam a doença que na verdade é de origem masculina. A identidade masculina está cada vez mais perdida, na verdade o individuo em si é anulado para viver uma suposta felicidade. É só observar o comentário acima. O indivíduo doente responsabiliza a mulher que cuida e gerencia uma família porque ele tem a necessidade de se comportar eternamente como um adolescente, sempre fugindo da sua auto análise, em enxergar como suas atitudes refletem um homem aproveitador e usurpador do sexo alheio. Os homens postergam o amadurecimento e às mulheres cobram cedo que elas administrem suas vidas, do companheiro e dos filhos. Infelizmente, a maior dificuldade está em perceber em como caímos nesta cilada.

  • Adorei a entrevista mais achei super curta 🙁

  • Moema Silva
  • Fernanda

    É primeiramente gostaria de comentar que amei a reportagem e só lamento pq foi curta. Em seguida gostaria de expor minha opinião referente ao comentários. Acho que só as mulheres podem dizer como o casamento é cansativo p elas. A sobrecarga é enorme! Dois ou mais filhos é enlouquecedor! Isso se vc quer ser uma boa mãe e uma boa esposa para que sua família e sociedade a aceitem. O massacre mental diário gerado pelo seu parceiro ao seu ego e estima com aquelas famosas frases feitas… vc casa e tem filhos e consegue fazer 1% das coisas que te divertiam antes. Se vc gostava de ler, ir ao cinema sair p rir com as amigas, ficar lendo revistas de besteira…esqueça. claro vc tem outros prazeres, mas será q vc está tão feliz? Desculpem n sei se foi opinião ou desabafo! Apesar de achar conversando com as minhas amigas que muitas também se sentem assim!

  • Esse título distorce completamente o que a entrevista quer dizer!
    O problema não é o casamento em si, uma vez que uma mulher poderia casar-se com outra mulher, homem com homem e etc… O problema são casamentos pautados em relações machista, logo o problema é o machismo que se perpetua… E não o casamento…

    Santa paciência!

  • gill britto

    Casamento eh instituicao divina enderecada a seres humanos sonhadores e despreparados para uma vida a dois, por isso ttos desentendimentos. Mas, que Deus abencoe a humanidade para que seja feliz…!

  • Dayse

    Há muitos anos atras, um ex-aluno reclamava de um exercício que necessitava que ele pensasse um pouco mais e exercitasse sua capacidade de raciocínio. Nada demais pra uma criança do 7º ano do fundamental, mas que naquele momento era de crucial importância pra ele e que posteriormente o foi para mim. E depois, muito tempo depois que consegui analisar a sua tão curta frase: ” Pensar dói, professora!”

  • Railson Oliveira

    O prisma da médica é maniqueísta, como o são boa parte dos “ismos”. A exemplo da mulher, o homem moderno também sofre uma pressão psicológica enorme, obrigado que está a ser bom provedor (independente de qualquer contexto econômico), a estar sempre disposto sexualmente e a compreender e assimilar a revolução nos papéis milenares de cada gênero, dentre outros desafios. Não desprezo os depoimentos de mulheres que empenharam boa parte de suas vidas em relações que hoje consideram vazias e sem reciprocidade, nem quero minimizar seu desapontamento, mas na minha experiência e na de alguns casais amigos, ainda vejo o casamento como um convívio desafiador que vale muito a pena.

  • Fernanda

    Belíssima entrevista! Quanto aos comentários masculinos, o choro é livre! Rs

  • Wellington Franke Jr.

    Gente do céu, é a nata do Hype da ideologia SCUM feminista.
    Meus avós foram felizes, pessoas casadas são felizes, só as feministas são infelizes porque só querem desconstruir tudo, só sabem problematizar ou induzir pessoas ao erro.

    Quanta amargura… sinceramente, dá vontade de virar reaça mesmo, alias, só o fato de eu discordar disso já lhes dá o direito de me chamarem de reaça, coxinha, etc… esse movimento SJW é sem dúvida o câncer da sociedade e a morte da esquerda consciente…

    Menos ódio feministas…

  • Marciane Faes

    Quem passou pelo Faustão no domingo passado e escutou parte do que se disse durante a apresentação de dois cantores sertanejos sobre as mulheres, sente que nossa situação é bastante pesada!

  • Almir

    Acho que a falta de respeito com o companheiro ou a companheira é o grande vilão da história, os tempos são outros, eu trabalho fora, lavo e passo em casa e vivo muito bem em meu casamento porque respeito e sou respeitado. Parabéns Doutora por essa visão espetacular, as mulheres precisam ser mais amada principalmente pelo seu grande e fundamental papel na sociedade.

  • vivi um casamento de 40 anos,só por amor a Deus e a meus filhos ( 03 ), que sem noção cheguei ficar este tempo todo com uma pessoa.Tudo o que diz no relátorio da Lei Maria da Penha, com exeção a agressões físicas, vivi na pele. Hoje, depois de ter pedido o divórcio, ainda me ronda o fantásma de não poder viver uma liberdade com responsabilidade, pois infelizmente a justiça neste país é muito lenta e muitas vezes se deixa corromper.

  • Davson

    Quando li a manchete, pensei que a médica iria detonar o casamento, sendo que este não é o principal foto da entrevista. Que manchete mais mal feita e tendenciosa! Só revela a ojeriza de quem realizou a matéria… Jornalismo de quinta categoria!

  • Patricia

    Muito obrigada a Maria José Araújo e a essa entrevista. Sensacional.
    Sempre que digo que estamos em uma sociedade machista e desigual, as pessoas me olham estranho, parece que sou louca sozinha.
    Pergunta para Maria e Débora (que fez a entrevista): como eu posso ajudar?

  • Obrigada a todos e todas pelos comentários. Só queria responder aos que acharam a entrevista muito curta: eu também queria que tivesse sido mais comprida, mas a Maria José tinha pouco tempo livre durante sua passagem por Porto Alegre :\ Abraços!

  • Sandra C. Schardong

    Entrando em outro prisma, infelizmente muitas mães ainda tratam o filho homem com mais ” cuidados” que filhas mulheres. Em muitas observações, noto que ainda é a menina que tem que ajudar com as tarefas de casa, entre outros. Ou seja, muitas mulheres perpetuam no filho, o jeito machista de ser!! No todo, concordo com os dizeres da Dra.
    Que todos nós possamos aprender com os erros nossos e dos outros, mesmo que passem as gerações !!

  • tereza

    Que penso a respeito da vida, é que um dia ela vai perguntar; o que é que eu fiz com meus sonhos? Pq de um modo geral, apenas quem renuncia é a mulher, o homem continua com liberdade. A tal coluna da casa perde as referencias. Pq? A própria mulher é machista e ensina os filhos a também ser.

  • Rose

    Melhor é ver os homens resmungando.

  • Silvia

    Acho que os tempos estão mudando e cabe às mulheres (porque dificilmente terão ajuda dos homens nisso) começar deliberadamente a educar os meninos para ser homens (não apenas machos).
    Quanto às meninas o cuidado é bem maior, pois precisam aprender a se defender dos homens e a ser auto suficientes em sua vida, sem focar no casamento.
    Estatísticas já começam a mostrar que mulheres com filhos e sem marido gerenciam melhor suas vidas do que as casadas em situação semelhante. As meninas precisam aprender primeiro que podem se cuidar e se manter sozinhas antes de pensar em formar uma família com o sexo oposto.
    Casamento só é bom quando há respeito e troca, fora disso, acaba com a vida de qualquer mulher, mesmo quando são “bem amadas”.

  • Sog rj

    Boa a entrevista mas o assunto é muito mais complexo, sim as domesticas facilitavam e sem elas o serviço domestico temque ser compartilhado, demora a mudar o conceito ” isso é serviço de mulher”, e tem que partir das proprias mulheres educando seus filhos a fazerem sua parte, a aceitação do trabalho feminino fora do lar, deixou os homens sem outro conceito onde ” o homem é o unico provedor e responsavel pela familia, é vergonha a mulher trabalhar fora porque prova que ele não e capaz” , estamos em uma epoca em que o homem já não se sente pressionado a ser o unico provedor , mas ainda acha que ” serviço domestico e coisa de mulher”, entre os mais jovens isso vem mudando lentamente, homens se orgulham de seus dons culinarios, de cuidar das criancas , mas organizar a casa continua no feminino. Claro isso varia entre as diversas camadas sociais, e infelizmente vão ser necessarios uns cem ou mais anos ate o equilibrio, mas o trabalho de formiguinha das mulheres é ensinar os seus meninos a fazer e cooperar com as tarefas domesticas. E sim qualquer ser humano sobrecarregado tem potencial para surtar.

  • Daiani

    Lamentável como as pessoas não conseguem fazer interpretação de texto. A entrevistada não diz que casar faz mal. Diz que as relações onde não há respeito, cooperação são maléficas. Infelizmente podemos observar ainda muitos casamentos pautados no machismo. É isso que faz mal às mulheres. Eu sou casada e super a favor do casamento, tenho um marido que coopera, que é parceiro…da mesma forma, tenho um pai que também é parceiro. O que eu quero dizer é que existem exceções. Mas infelizmente, ainda são exceções!

  • Só uma coisa nao concordo com ela ai em cima em um trecho ela diz: que se a mulher for pobre ela fará tudo outra vez em casa como fez na casa da patroa, ou seja ela está dizendo que todas as pobres só pode ter trabalho como empregada doméstica??? Descordo sou pobre e nunca trabalhei em uma casa minhas irmas uam é professora outra chefe em uma mepresa e nascemos pobres, entao está mal colocada a ideia dela deveria pensar antes. quanto as demais coisaa estou de acordo.

  • Sandra

    Ai, ai,ai: como pode numa entrevista tão bacana um comentário tão discriminatório. Me senti mal!:
    “Tudo o que eu já intuía, sem precisar ser uma profissional de saúde. Casamentos mais de 2 filhos (nem precisa ser 3) é um enorme desafio, hj em dia vj que mulheres que tiveram 5, 7 filhos sao naturalmente malucas insuportáveis, mas é claro que cada caso é um caso algumas são maluquins leves outras são maaluquinhas média as outras são severas malucas!”
    Vamos com calma com isso: Tenho oito filhos, não sou maluca, sou jornalista, escritora, meus filhos são lindos, maravilhosos, nunca fui rica, tampouco religiosa, tive filhos porque eu quis e trabalhei muito para sustentá-los. Hoje em dia trabalho para me sustentar. E acho que casamento detona mesmo a vida da mulher se não houver muito respeito, muita conversa, muito entendimento. O casamento no âmbito da sociedade machista é asfixiante, é de enlouquecer e só me casei por causa dos filhos, porque eles mereciam ter pais. Mas não os aguentei muito tempo: dois casamentos, dois divórcios e credito minha saúde, minha alegria, minha criatividade ao fato de ter tido lucidez suficiente para perceber que eu era mais feliz sem o casamento. Fui eu mesma quem impulsionou meus divórcios, eu não me arrependo. E passo longe de ser louca. Aliás, acho que nós mulheres deveríamos também cultivar mais respeito umas pelas outras.

  • Ily dietz

    Titulo infame! A causa de baixa auto- estima é construida no berço! Culpar o casamento pela falta de respeito, d amor ao proximo, companherismo, equilibrio é tudo em um casamento! Infelizmente poucas foram agraciada ! …….uma infelicidade generalizar ! Q dó desse ser!

  • Edna garcia lima

    Realmente a sobrecarga de trabalho, educação, tarefas domésticas, a falta do companheirismo, bom senso e amor faz entender
    que quando existe essa relação a vida pessoal da mulher é crucial e desumana. Não há mulher que aguente. Além da mulher tem que ser linda, magra, maravilhosa.. para agradar o homem. Nao existe relação que suporte. Outros motivos que contribuem com as doenças da mente é ser vigiada.. viver controlada, como se tivesse uma sombra atrás.. com culpa, medo, incertezas… sendo menosprezada, com esse cenário as gerações seguintes nascerão sem alma, sem brilho no olhar, sem força e sem vigor.
    Para ser amada, ter auto estima, ser feliz e se aceitar naturalmente.. Precisamos de bons exemplos de convivência, de respeito, amor, carinho, de doação… entre tantas coisas. Não sou feminista.. porém compartilho da opinião que apartir do momento em que o homem maltrata a mãe de seus próprios filhos.. Ele é machista, que enfraquecerá a alma das filhas(os) que crescerão sem estima, sem amor próprio e serão pessoas fracas…sem visão… sem inteligencia.. Nascerão para que os espertos..e desonestos tirem proveito e serão exatamente como as mães, maltratadas e exploradas mental e ou fisicamente… O ciclo é esse. Por isso existem tantas mulheres oprimidas com depressão e infelizes. Claro que existe uma porcentagem, que sendo criada, preparada com base em relações saudáveis possam ser felizes. Precisamos investir no exemplo e aprendizado das crianças…eu vejo assim!

  • Carmen

    “Algumas agressões são sutis e as mulheres nem percebem”… eu não percebi durante os 13 anos que fiquei casada.

  • Elisa

    Quero ler mais! Entrevistem mais. O assunto é importantíssimo!

  • Fabio

    Tema necessário e excelente! Lamentável que o TÍTULO DA MATÉRIA É UM ENGODO REDUCIONISTA, FORÇADO E FORA DE CONTEXTO.

  • Thais

    Legal a entrevista. Acho que esta mais do que na hora de (nos) mulheres sairmos do papel de vitima e assumirmos a responsabilidade de que o machismo eh sim perpetuado tambem pela gente, quando livramos nossos companheiros e filhos de tarefas domsticas, por exemplo, alegando que sao estabanados, lavam a louça e deixam tudo molhado. A mudança esta nas pequenas coisas, todos os dias.

  • Juliana

    É só olhar os comentários da matéria, que vemos o quanto ainda precisamos caminha desconstruindo o machismo. Uma série de homens – e algumas mulheres, infelizmente-, deslegitimando as falas e pesquisas da médica. Falas construídas com muito estudo e esforço, simplesmente jogadas ao deboche.
    Mas seguimos lutando, nós feministas.

  • Cláudia Cristina

    A entrevista é bem própria a alguns acontecimentos da época que vivemos e muito hilário a repetição do passado tanto nas informações quanto em alguns posicionamentos tão retrógrados. Porém, enquanto o século em que vivemos possui tamanho acesso a informações, o processo de formação está cada vez mais limitado. Daí o contraste entre opiniões precisas e outras ainda extremamente arcaicas, rotuladoras, hipócritas e preconceituosas.

  • Não sei o que é pior… a neurose segregacionista da doutora ou a paranoia vitimista nos comentários…
    Ninguém nega que o sistema pode ser opressor e que a sociedade moderna ainda sustenta características sexistas… Mas acreditar em um gênero opressor e outro vítima é purismo demais… Excede a liberdade poética para se considerar ingenuidade ou infantilidade…
    O maior ponto de concordância é que crianças aprendem pelo exemplo… Logo não bastam sermões em sala de aula… são necessários exemplos vivos e cotidianos, de pessoas a elas referenciais !!! Seja a mudança e não descarregue essa responsabilidade sobre as costas das crianças e seu futuro…

  • Débora Silveira

    Na minha interpretação o problema aí está em ter filhos e não se casar. Se fosse mãe solteira os desafios e a exaustão não seriam muito diferentes. Na minha relação, percebo o quanto ele foi mimado e às vezes pesa, sim, mas como trabalho bem menos (meio período), concedo ficar com a maior parte do serviço doméstico pois me sobra mais tempo. Só que se largo sem fazer ele raramente ousa reclamar ou cobrar. Acho que generalizar é bem complicado, cada relacionamento é único, acredito, sim, que exista esse tipo de violência velada, porém não boto fé que seja tão generalizado como pinta a entrevistada. E acho que é vitimizar e chamar de burras as mulheres que supostamente ficariam décadas presas a relações abusivas, ainda mais nos dias de hoje (antigamente, até a geração das nossas mães, podia até acontecer mais, mas hoje em dia? Hmmm…).

  • O problema da nossa sociedade é que as mulheres quando casam e não possuem um companheiro que seja parceiro ficará sobrecarregada sim… Cabe a nós mulheres mudarmos esse tipo de relação… O que falta é a conscientização de que o cuidado da casa e dos filhos não compete só à mulher mas sim ao homem também num casamento… EStamos caminhando bem devagar…

  • homens roncam e nos acordam; bebem e ficam com bafo e gosto de bebida com cigarro na fedida boca, não cuidam do chulé q as vezes até impregnam no lençol, espalham xixi por todo o vaso e chão q respinga, não querem saber de cozinhar qd se tem a mulher, uns só querem ficar em casa morrendo em vez de compartilhar a vida; sem falar na pança enorme as vezes cultivada não querendo nem caminhar pra se cuidar, na hora q o filho chora dão desculpa e mandam a mãe cansada se virar….#prefironãocasar kkk;….por isso continuo bonita e tenho aparência e energia jovem, apesar da filha já está quase se formando.

  • Nádia Paula

    Adorei a entrevista. Tenho 54 anos, 2 filhos de 19 (gêmeos!) e sou solteira, pois a gravidez aconteceu de um cara com quem tive um relacionamento muito rápido. Apesar de ele conhecer os filhos, nunca vivemos juntos e até hoje sou solteira. Tive namorados, casos, ficantes, e sinceramente, acredito que tenho menos problemas do que muita mulher casada!!! Quando escuto a conversa das amigas, dou muita risada e fico impressionada com o que elas passam, e, podem ter certeza, eu não teria estômago para aguentar…me irrita ver que meus filhos tendem a ser folgados na ajuda doméstica, mas fazem alguma coisa, mas eeeuuu?? fazer por um ser humano perfeito, forte e pretensamente inteligente o que ele pode – e deve!! – fazer por si mesmo??? é ruim hem? O que me impressiona é a naturalidade com que as pessoas defendem o casamento como algo natural e necessário…como pode? quando as mulheres acreditarem mais em si mesmas e perceberem que dão conta do recado sózinhas, sua saúde vai melhorar sim, e vão rir muuuuito do tempo que ficaram aprisionadas no estereótipo…casar? eu hem? pra quê? trabalho muito, ganho o suficiente pra manter a mim e meus filhos, comprei apto, carro, e tudo que preciso, sem ser rica, além de adorar sexo e liberdade. Tem alguma coisa errada nisso? Nada só a saúde que não me falta! Bela entrevista dra.

  • luzia

    Tudo é relativo, DEPENDE!!!! No meu caso não…deu tudo certo em estar casada…O que conta é …quem casa realmente ESTÁ DISPOSTO A FAZER O OUTRO FELIZ…OU CASOU TÃO SOMENTE PARA SER FELIZ????? Não tem respeito para com o outro, é egoísta, só vê defeito no outro, está casado apenas por atração física, daqui a pouco vai atrás da próxima caça! São pessoas que decidiram não querer compromisso… POR QUEM QUER FICAR CASADO, FICA. É óbvio que tem que ter a participação de ambos, né!!! Tem que querer…tem que amar…memso nas dificuldades, tem que enxergar primeiro as qualidades…E ENTENDER QUE, SE TROCAR POR OUTRO ..ESSE OUTRO VAI TER DEFEITOS TB!!! Falta sabedoria de vida as pessoas… e não adianta ficar fugindo dos obstáculos póssiveis de resolverem…pq o mundo trará outros..ANTES RESOLVA O SEU PROBLEMA ONDE ESTÁ…SE POSSÍVEL!!

  • Róvia Aline

    Muito bom o texto. É a realidade de muitas mulheres. Concordo também com alguns comentários que exprimem que o problema não é o casamento, mas o machismo em si, aliás, o egoísmo de alguns companheiros. E até acho que existem alguns homens (bem menos do que mulheres) que sofrem com a falta de cooperação de suas companheiras. Voltando a questão do machismo, grande parte dos homens pensam assim: “Ela quer trabalhar, que se vire com tudo. Eu sustento a casa, arroz e feijão não faltam…”. Como se só uma despensa cheia resolvesse tudo. Muitos nem sustentam a casa e quando a mulher resolve trabalhar para ajudar, eles a consideram uma rebelada, ainda a criticam. Esquecem que a mulher tem também o direito de se realizar profissionalmente, sem ter que carregar tudo nas costas, de ser respeitada em suas escolhas. Em um casamento, as responsabilidades devem ser compartilhadas, assim como o lazer. Todos devem ter tempo para si e para fazer as coisas que gostam.

  • katia silva

    Excelente colocacao da Dr Maria José. Concordo como mulher e psicologa que acompanha isso no dia a dia. Estou confiante na nova geração mas precisamos investir numa educação que incentiva o auto conhecimento e valores humanos. Fiquei aliviada de encontrar dois depoimentos masculinos conscientes. Infelizmente pelos outros ja esperávamos pq ainda são maioria.

  • Daniel

    Essa entrevista é um equívoco pois se uma das partes não se sente bem em um casamento/relação que debata e resolva isto com seu parceiro ou caia fora. A “opressão” também é responsabilidade do oprimido e se dá em duas vias. Ficar no coitadismo é ridículo. Se vive somente uma vez e a forma de utilização do tempo que se tem é tarefa de cada um. Ficar justificando sua inércia pelo trauma decorrente de um pai malvado ou um marido estúpido é … sem sentido. A legislação brasileira apoia os filhos. Se entraste em uma roubada, caia fora o + rápido possível e não fique se afundando. O resto é maniqueísmo ou sindrome de cinderela.

  • Eneida

    Concordo com a Mariana. O problema não é o casamento, mas o machismo intrínseco em cada ser,independente de mulher ou homem. Mas que no Brasil a questão anda devagar,anda…Quem sabe daqui ymas quatro gerações tenha mudado um pouco.

  • Helena Velloso

    É uma triste realidade… Lamento profundamente… A opressão feminina é institucionalizada… E quando você foge dessa curva é mal vista… Viva a terapia, o auto conhecimento e a determinação! O verniz social maqueia muitas cicatrizes… Cansei de ser discriminada por ser separada e livre!!! Imagine, meu filtro é fino, humano, respeitoso e amoroso. Minha catraca não é liberada, é seletiva. Kkkk Graças a muito aprendizado. Delícia.

  • Babeuf

    A abordagem é importantíssima mas ainda reducionista, e os comentários o são ainda mais. O princípio dos princípios da civilização judaico/cristã, e compilados pelos sacerdotes hebreus, é o da supremacia. O homens acima das mulheres, judeus acima dos gentios (não judeus), brancos acima de todas outras etnias, e assim vamos…somos condicionados inconscientemente, antes mesmo de tomarmos o leitinho materno, sob esta hierarquia de valores. A história não oficialista, a que não se aprende nos bancos escolares ou nos âmbitos acadêmicos mostra a dimensão da questão, muito além do viés religioso…

  • Antonio

    A primeira linha do artigo já esclarece tudo o que uma pessoa com senso crítico precisa saber: a pobre “doutora” (candidata a prêmio Nobel como representante dos revoltados que nunca ganharam um prêmio Nobel sem merecer) é mais uma “vítima” (ou, mais provavelmente, uma propagadora consciente) da ideologia feminista. É também um exemplo acabado do que irá acontecer com os seus neurônios caso você decida se submeter, como a distinta “doutora”, a uma “série de formações em gênero”. Esses programas pseudo-acadêmicos são máquinas azeitadas de desinformação montadas para produzir em série as meias-verdades que constituem a propaganda feminista. Nas palavras de Karen Straughan, essas meias-verdades são piores do que mentiras, porque se baseiam na fabricação, distorção e problematização de apenas um lado da questão, enquanto deliberadamente se esconde outros aspectos relevantes para uma análise isenta. Portanto, caso você ainda não tenha tomado a “pílula vermelha” que te imuniza definitivamente contra o besteirol das feministas e tenha experimentado ao ler esta reportagem uma sensação difusa de que as opiniões da nobre “doutora” não refletem exatamente o que você vê na realidade (um sinal de que ainda restam neurônios operantes no seu cérebro), sugiro a você que passe por uma rotina de desentoxição urgente. Comece, por exemplo, vendo os vídeos legendados da Karen Straughan disponíveis no youtube. Se você entende inglês, veja todos. Conheça o Dr. Warren Farrell (um ex-feminista que agora milita no “lado negro da força”). Conheça a Dra. Janice Fiamengo, que denuncia a verdadeira face dos tais “estudos de gênero”. Se você continuar feminista depois dessa medicação de urgência, isso pode ser um sinal de que o seu senso crítico (pelo menos no que tange a esse assunto) já faleceu.
    Dica importante (ou… antes que algum descerebrado repita a “palavra de ordem” que supostamente encerra a discussão): o contrário de “feminista” não é “machista”. O contrário de sexista não é “feminista”. Igualitarismo não é a mesma coisa que “feminismo”…

  • Leonardo

    Antonio simplesmente falou tudo.

  • Patricia

    Esron eu já escrever um texto grande. Mas não vale a pena. Passei apenas para dizer que você é um machista. E morrera machista. Pq você é tão antiquado e preconceituoso que morrerá assim.

  • Patricia

    Percebam que praticamente TODOS os homens que escreveram aqui menosprezaram as percepções da médica. Diminuíram as pesquisas dela.
    E sabem pq???
    Pq são todos machistas mesmo, deitam e rolam como beneficiados do sistema, não querem perder o posto de opressor.
    Afinal… Ter uma mulher para lhe fazer o jantarzinho ainda é de grande valia né mesmo?
    Todos os homens que escreveram aqui que tudo é uma grande besteira e invenção são justamente os que querem perpetuar esse sistema de opressão.
    Ao invés de estarem aqui refutando as palavras da médica (que aliás são totalmente verdadeiras) vão lavar um louça, lavar um banheiro, escovar os dentes dos seus filhos e acordar de madrugada para acalentar o choro dos bebês.

    Ora façam-me o favor.
    Quero é ver no dia dia o que vocês fazem em casa.
    Se dividem responsabilidades com suas esposas.
    Ou se apenas continham sendo mero provedores que se alienam das atividades domésticas e de educação de filhos.
    Muito fácil falar que a médica está errada.

    Quero ver na.prática o que todos vcs , omis, fazem no dia a dia PARA PROVAR que suas mulheres estão em pé de igualdade com vcs.

    Antes de dizerem que tudo é uma grande besteira analisem suas próprias atitudes, reflitam sobre seu papel no lar e com os filhos e depois venham me dizer quem está sobrecarregada.

    E esse pobre cerumano chamado Antônio não tem a mínima noção do que é a luta feminista.

    Feminista não quer oprimir homem não.
    Feminista quer mesmos DIREITOS.
    So que advinha… Vcs homens não querem largar o osso da comodidade de serem servidos e ficarem com o que eh de mais fácil.
    Trabalhar fora é fácil.
    Difícil mesmo é chegar em casa após um dia de trabalho e cuidar de filho
    ..dar a janta
    ..escovar dente de filho… Estudar com eles…
    Trabalhar fora apenas eh coisa de pouco homem.
    Quero ver que eh MUITO homem aqui no Brasil.
    Só sao homens de verdade os que verdadeiramente assumem responsabilidades no lar após chegar cansado de trabalhar.
    Os que não fazem isso são meros restos de homem.

    E eh nessa categoria que quase todos aqui se encaixam. Passar bem.

  • dione

    Sou mulher e me sinto um pouco inferior ao meu marido apesar de ambos trabalhar fora e termos salários equivalentes temos duas filhas e sempre me sinto responsável por disponibilizar tudo para elas. Ele parece que esta sempre tranquilo.se não fosse eu elas não fariam inglês, catequese. Nada. Ele qdo quer sair sai e nem ai. Eu não preciso saber como tudo vai ficar.

  • Átila

    O problema é que ela não faz uma comparação em relação aos homens. Pois eles executam jornadas de trabalho mais longas e em trabalhos mais degradantes. Além de que o suicídio masculino ser maior, também o número de homens vivendo como mendigos.

  • ALDARY MARQUES FILHO

    Que lástima…como é que pode uma pessoa estudar tanto e ser tão parcial, tendenciosa e míope! O que a Dra. deveria atacar é o modelo e o estilo de vida urbano e capitalista que sobrecarrega a todos: idosos, crianças, homens e também as mulheres! A sobrecarga reclamada pela Dra. não vem pelo casamento, mas, pelo estilo de vida que a mulher escolhe. Depreciar o casamento é injusto, porque o casamento em si não é bom ou mau, e assim, como ele pode receber a pecha de “risco”? Tratar a todos como inimigos, colocando as mulheres no papel de “eternas vítimas” não vai ajudar em nada. Precisamos trabalhar juntos para construir uma sociedade virtuosa com pessoas e relações virtuosas. Torço pra que a Dra. Maria (que também é José e que também é Araújo) não tenha cachorro, porque se o bicho ficar com pulga corre o “risco” dela matar o cachorro!

  • Maragato

    O problema das feministas e’ que elas sao tao sexistas quanto os machistas. Provavelmente mais. Muito facil inverter o lado opressor em 180 graus e esquecer que independente de genero somos todos pessoas, com necessidades BEM semelhantes.

    Falta de respeito no casamento pode acontecer dos dois lados. E casamento e’ doacao mesmo, e’ deixar boa parte de suas aspiracoes individuais, senao todas, em prol do casal. Se nao esta’ contente, parta pra outra e seja feliz. So’ nao espere encontrar um relacionamento estavel sem um minimo de bom senso e comprometimento. Isto nao existe.

    E francamente, esse “machismo” que tanto falam nao existe faz seculos. Em todos os casais que conheco, a unica palavra final proferida pelo homem e’ sempre a mesma: Sim, senhora.

  • jaqueline

    Achei tudo verdade….homens sao incapazes de trabalhar fora….e depois lavar ..passar…cozinhar…cuidar dos filhos…e a noite ainda tem que estar dispista a fazer amor. A gente adoece mesmo…não somos de aço

  • Engraçado se ela é médica e entende do assunto quem são vcs pra contrariar? são psiquiatras? psicólogos? parecem entender mais do assunto que uma pessoa especializada. O pior é que quando o problema é com homem e eu não vejo nenhum comentário de mimimi ou mulher dizendo que os homens estão se fazendo de vítima, alguém que entende do assunto pode explicar isso? Sera que biologicamente os homens são babacas que as mulheres? pode ser doença também essa babaquice sem limites.

  • Luna Costa

    As mulheres casadas com filhos estão de acordo com oque a doutora escreveu, e os homens sempre contra.Como a doutora está falando de mulheres é um pouco óbvio levar em conta só oque as mulheres falam, nao é? Haha pois são elas que passa por tudo isso! A mulher conquistou o mercado de trabalho mas não abandonou a casa!A maioria das configurações dos casais é de mulheres com jornada tripla e um homem que trabalha e se sente O HOMEM por arrumar a cozinha um dia.Enfim..gostei da entrevista!

  • Isabel

    Mariana, posso estar enganada, mas acho que ela se refere a um dado estatístico quando diz que o casamento é fator de risco para as mulheres.

  • Mario

    a maioria das mulheres solteiras ou sem filhos são um porre.
    apoio a independência financeira e etc sempre apoiei minhas irmãs a crescerem e hoje uma é empresaria e outra médica, a casada e com filhos é a que menos reclama da vida e a que mais aproveita viagens e outras amigas.

  • Mario então quer dizer que você conhece as mais de 20 milhões de mães solteiras do brasil? Uma criatura chamada mario acabou dizer que todas mulheres são um porre até porque a maioria se encaixa nesse perfil e outra que saiba felicidade não tem nada a ver com não ter filhos ou ter filhos.

  • Roberta Brito

    Patrícia falou tudo e a Doutora tem parcela de razão. Casamento não traz felicidade se não houver participação dos dois, se somente um luta para dar certo.

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