11/jun/2014, 8h21min

Municípios das bacias Rio dos Sinos e Gravataí recebem obras de tratamento de esgoto

Foto: Corsan

Estação de tratamento de água em Santo Antônio da Patrulha, realizada com investimento do PAC | Foto: Corsan

Débora Fogliatto

Oito municípios do Rio Grande do Sul receberão obras de tratamento de esgoto, em uma das etapas do plano de ação da Corsan que pretende fazer chegar em 50% os níveis de saneamento no estado. As obras serão realizadas em cidades das bacias hidrográficas dos rios dos Sinos e Gravataí, com investimento de mais de R$ 280 milhões. Em Nova Hartz, o trabalho realizado será de abastecimento de água, em uma parceria entre a empresa pública e o município.

A Corsan publicou os editais na última sexta-feira (6) e pretende dar início às obras em 90 dias, graças à publicação do edital em regime diferenciado de contratação. Em Canoas, Estância Velha, Portão, Nova Santa Rita, Parobé, Santo Antônio da Patrulha, Sapiranga e Taquara serão implantadas estações de tratamento de esgoto, com a instalação de redes completas que coletam o esgoto nas residências e encaminham para as estações.

“Identificamos quais bacias estavam em situação mais crítica e colocamos maiores investimentos, temos 25 bacias e estamos com obras praticamente em todas elas. São bacias que formam o lago Guaíba que estão mais degradadas e daí dentro se sobressai bacia dos Sinos e Gravataí”, explicou o presidente da Corsan, Arnaldo Dutra.

A Corsan obteve os recursos recentemente a partir dos Programas de Aceleração do Crescimento (PAC) I e II do governo federal, sendo uma das empresas que mais captou recursos no país. Com isso, elaborou um plano de ação de obras até 2018, período em que pretende investir R$ 4,4 bilhões. Deste valor, cerca de R$ 2 bilhões já estão sendo utilizados.

Algumas das obras, como nos municípios de Glorinha, Guaíba, Sapucaia e Esteio, já estão adiantadas e poderão ser entregues ainda no mês de junho. “Temos pela frente recursos contratados com projetos aprovados, também majoritariamente para esgotamento sanitário”, afirmou Dutra.

As obras fazem parte do plano da bacia que está sendo elaborado pelo Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Vale dos Sinos (Comitesinos). A Corsan ocupa duas cadeiras das 40 entidades que compõem o comitê, representando o setor de abastecimento e tratamento de águas e esgoto.

Obra feita com recursos captados do PAC já quase finalizada que vai atender os municípios de Esteio e Sapucaia | Foto: Corsan

Obra feita com recursos captados do PAC já quase finalizada que vai atender os municípios de Esteio e Sapucaia | Foto: Corsan

De acordo com o presidente do Comitesinos, Arno Kayser, a falta de tratamento de esgoto foi considerada justamente o principal problema a ser enfrentado. “O plano da bacia é em um prazo de 20 anos chegar a 80% do tratamento de esgoto”, explicou. Isso será feito com o aumento de 20% por ano, segundo o plano. Outras ações que o Comitê prevê atingir são: intervenções em relação a situações extremas como enchentes e secas; garantia de água para a agricultura e abastecimento da população; proteção das áreas estratégicas de meio-ambiente; monitoramento do estado na qualidade do rio e quantidade de água.

Atualmente, nos municípios que a Corsan atende, o índice de saneamento é de cerca de 15%. Com o plano elaborado até 2018, pretende-se chegar a 50% do geral. Alguns municípios que têm hoje índices de saneamento de 4% irão para índices superiores a 60% ou 70%. É o caso de Canoas, que terá em torno de 70%. Esteio e Sapucaia chegarão a mais de 80% até 2030. “É um investimento significativo e um salto de qualidade muito grande em pouco tempo. Os planos de saneamento que estão sendo feitos no RS preveem universalização dos serviços até 2030”, disse Dutra.

O presidente da Corsan explicou que o maior problema não são esgotos a céu aberto, porque isso pouco existe no estado, mas sim o fato de os esgotos serem lançados sem filtro no corpo receptor. Isso colabora para a poluição de lagos e rios, como o Guaíba. “Isso acaba contribuindo muito para degradar os recursos hídricos. Então isso que vai mudar”, garantiu.

Edital foi lançado na sexta-feira (6) | Foto: Corsan

Edital foi lançado na sexta-feira (6) | Foto: Corsan

Nova Hartz

A cidade de Nova Hartz não faz parte do sistema da Corsan, tendo um abastecimento autônomo. A população utiliza poços, em processos individuais, para utilizar a água. A prefeitura investiu R$ 5,4 milhões na parceria, que o prefeito Arlem Tasso (PT) classificou como um “legítimo divisor de águas”.

Arnaldo Dutra explicou que a vigilância sanitária já demonstrou preocupação com a qualidade da água retirada dos poços na cidade. “O município encontrava dificuldades pelo valor elevado, que é superior a R$ 20 milhões. Vamos trazer água de Parobé até Nova Hartz, onde vai chegar até um reservatório”, explicou. A cidade, que pertence à bacia hidrográfica do Rio dos Sinos, tem 18 mil habitantes.

A Corsan estima que em dois anos o sistema já esteja instalado integralmente. Em uma segunda etapa, será construída a rede de distribuição de água potável no perímetro urbano da cidade e dos reservatórios dos bairros Primavera e Arroio da Bica, o que beneficiará cerca de 5.750 famílias.

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