31/out/2016, 13h03min

Mônica Leal (PP) é favorita para assumir presidência da Câmara em 2017

Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Mônica Leal em imagem de arquivo | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Luís Eduardo Gomes

Concluída as eleições, Porto Alegre inicia nesta segunda-feira o período de transição entre a gestão de José Fortunati (PDT) e posse de Nelson Marchezan Jr. (PSDB), em 1º de janeiro de 2017. Neste período, também deverão ser realizadas as tratativas para definir quem será o próximo presidente da Câmara dos Vereadores. Um nome já desponta como favorito para assumir o cargo: a vereadora eleita Mônica Leal (PP).

Ao contrário do que ocorre no Congresso federal, o parlamento portoalegrense – e também a Assembleia Legislativa gaúcha – tradicionalmente dividem o comando da legislatura entre as quatro maiores bancadas, com um ano para cada, com a base do governo tendo a primazia no primeiro ano. Durante a gestão Fortunati, por exemplo, tivemos como presidente da Thiago Duarte (agora no DEM, mas eleito pelo PDT), Professor Garcia (PMDB), Mauro Pinheiro (agora na Rede, mas eleito pelo PT) e Cássio Trogildo (PTB).

Como o PSDB, partido de Marchezan, fez apenas um vereador para a próxima legislatura, o novato Ramiro Rosário, a expectativa é que recaia para o PP, que fez quatro e tem o vice na chapa vencedora, o direito de indicar o primeiro presidente da Câmara. Principal nome do partido na Capital, o vereador Kevin Krieger, que não se candidatou a reeleição, afirmou que as conversas sobre o tema devem começar hoje à tarde, mas que, seguindo o princípio da alternância de bancadas, é natural que o PP presida a Câmara em 2017.

30/10/2016 - PORTO ALEGRE, RS - Candidato Nelson Marchezan Jr. é eleito prefeito de Porto Alegre. Foto: Guilherme Santos/Sul21

Kevin Krieger (dir.) foi um dos principais coordenadores da campanha de Marchezan (esq.) | Foto: Guilherme Santos/Sul21

Afirmando ainda que é preciso conversar com as outras bancadas e com todos os vereadores eleitos pelo PP, ele disse que também seria natural que Mônica Leal, por ter sido a mais votada da legenda, com 7.254 votos, seja a indicada para a função. “O partido ainda não teve uma mulher presidente da Câmara em Porto Alegre. Seria importante o partido valorizar isso”, disse. “Seria natural, mas a naturalidade tem que se construir dentro do partido”, ressalvou.

Na atual legislatura da Assembleia Legislativa do RS, o PP já indicou uma mulher, a deputada Silvana Covatti (PP), para a presidência, cargo que ela está exercendo neste ano.

Leal, que já assumiu uma cadeira na Câmara em dois momentos após ter sido eleita suplente – foi vereadora durante a maior parte da atual legislatura -, também pondera que seria natural ser a indicada. “Respeitando o critério que existiu até hoje de que o presidente sempre é das maiores bancadas e o vereadores com maior votação, claro que o PP está pronto e tem direito a presidir a Câmara. Eu sendo a mais votada da coligação, é natural que o meu nome seja indicado”, ponderou. “Fico muito orgulhosa”, disse.

Posição do PMDB

A maior bancada da próxima legislatura pertencerá ao PMDB, que elegeu cinco vereadores, do candidato derrotado Sebastião Melo. Em discurso logo após o encerramento das urnas, o vice-prefeito disse esperar que o PMDB faça “oposição responsável” ao governo Marchezan.

Presidente municipal do partido, Antenor Ferrari, disse nesta segunda-feira que a Câmara e a bancada do PMDB terão autonomia para tomar sua decisão sobre o tema, mas ponderou que a legenda “respeita as regras do jogo”.

Sobre a possibilidade de o PMDB ingressar na base do futuro governo Marchezan, Ferrari disse que o tema será debatido entre os vereadores eleitos e os membros do diretório municipal. No entanto, ele salientou que o partido precisa estar muito atento ao resultado indicado pelas urnas de que um terço dos eleitores se absteve, votou nulo ou em branco.

“A gente entende que essa manifestação nacional de voto em branco, nulo ou abstenção é uma manifestação política muito mais forte do que o processo eleitoral. A gente precisa ter muita humildade para reconhecer que o processo político está contaminado e precisa encontrar saídas”, ponderou.

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