28/ago/2013, 9h17min

Ministério Público abre investigação sobre condições de trabalho de médicos cubanos

Da Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal abriu hoje (27) uma investigação para apurar as condições de trabalho oferecidas aos médicos cubanos que vão trabalhar no Brasil. Eles vão atuar em locais que não atraíram nenhum profissional do Programa Mais Médicos do governo federal.

Segundo o MP, o objetivo do inquérito civil é analisar se as normas internas e internacionais de proteção aos direitos humanos estão sendo cumpridas. Para embasar a investigação, o MPF pediu aos ministérios da Saúde e da Educação e à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) informações sobre o programa. O prazo para o envio é 15 dias, após a notificação.

De acordo com o Ministério da Saúde, 4 mil médicos cubanos devem chegar ao país. Na primeira etapa do acordo, que começou na segunda-feira (26), 400 profissionais desembarcaram no Brasil e mais 2 mil são aguardados no dia 4 de outubro. Os profissionais não vão precisar fazer o exame para revalidar o diploma de medicina.

O governo federal vai pagar uma bolsa de R$ 10 mil aos profissionais cubanos. O valor será repassado ao governo de Cuba, com a intermediação da Opas para posterior pagamento aos médicos.


7 comentários para “Ministério Público abre investigação sobre condições de trabalho de médicos cubanos”

  1. Adeli Sell disse:

    Eles não devem ter nada a fazer, a não ser se colocar contra a saúde pública.

  2. Héctor disse:

    Bom dia.

    Como sempre, a justiça brasileira, preocupada com a “saúde do povo”. Ao contrário, a justiça no Brasil é uma farsa, só serve aos interesses das corporações, agora arranjam desculpas para meterem o nariz, onde não lhes pertence. Está mais que na hora do governo democratizar a justiça, abrir essa caixa preta que consome bilhões e pouco representa na vida do brasileiro comum.

  3. Daniel K disse:

    O Ministério Público deveria era investigar as condições de trabalho de certas escolas públicas do Rio Grande do Sul. Para isso, nunca se vê tal empenho.

  4. Santon disse:

    Em vez do debate sobre médicos devíamos pressionar por melhorias na saúde pública, é muito imposto pra pouco hospital. É óbvio que Cuba vai receber uma ajuda e tem muito médico burguesinho FDP que só quer dinheiro, mas se não der condições de trabalho nem os cubanos vão conseguir trabalhar.

  5. Carlos Bonasser disse:

    Creio que os senhores não estão entendendo a incompetência do governo popular do pt. Esse negocio de importar médicos de outros países e adotar a adesão de brasileiros com cursos no exterior é pura cortina de fumaça.
    O que está a ocorrer é que este desgoverno está devendo pecuniariamente à ditadura cubana, por ocasião das eleições do lula e da dilmalouca. É chegada a hora de retribuir e com lucro, vejamos: somente com os de cuba é que o pagamento se efetuará de forma diferente, com os demais profissionais estrangeiros será de acordo com o que prescreve a legislação.
    Agora o ponto maior de todo essa maracutaia está presente em um futuro repasse ao Brasil, efetuado pelo governo cubano, para custear a nova reeleição da dilma que se desenha por agora, o que acham?
    Creio que no artigo 2º. desse acordo diz claramente que os que aderirem ao programa serão submetidos às Leis cíveis e panais de nosso País. Vejo que o Padilha deveria ler e ser mais transparente para com a Nação acerca do acordo, ser mais honesto com a função que exerce e para com os profissionais cubanos.
    Não se trata de ser contra os profissionais e nem de alimentar a síndrome de conspiração, o que ocorre é que essa petralha não tem vergonha na cara.
    Um forte abraço.

  6. Simão disse:

    Essa é mais uma prova da inutilidade da atividade do Ministério Público.

  7. Marília G. disse:

    Eta recalque !!!!! Viva Cuba, que apesar do boicote dos Estados Unidos, tem um dos melhores Sistemas de Saúde Pública e Educacional do planeta.A Presidenta Dilma está de parabéns, apesar do boicote de muitos médicos à saúde do país, está conseguindo resolver a questão. O MPF deveria se preocupar com a terceirização do trabalho, onde o salário do funcionário é bem menor do que é pago por ele pelo órgão contratante.

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