23/abr/2015, 19h50min

‘Leis e mulheres foram feitas para serem violadas’: declaração de professor causa polêmica

Débora Fogliatto

Uma declaração dada em aula por um professor de Direito da PUCRS vem causando polêmica desde a manhã de quarta-feira (22), quando a frase foi imediatamente compartilhada por um estudante no Facebook. “As leis, como as mulheres, foram feitas para serem violadas”, teria dito o professor de Direito Empresarial III Fábio Melo de Azambuja, segundo estudantes. A observação, feita em tom de piada de acordo com testemunhas, foi considerada apologia ao estupro. Os alunos entraram em contato com a universidade para manifestar indignação com o ocorrido.

O aluno Luan Sanchotene, que divulgou primeiramente o ocorrido no Facebook, contou que o professor avisou que ia “contar uma piada que talvez ofendesse algumas pessoas”. Quando ninguém se manifestou contrariamente, ele proferiu a frase considerada machista. “Esse professor é piadista mesmo, mas nesse caso perpetua o machismo e insinua um crime. Na hora, ninguém falou nada, até porque não quiseram brigar com professor”, contou o estudante.

Postagem já tem mais de 80 compartilhamentos e 100 curtidas

Postagem já tem mais de 80 compartilhamentos e 100 curtidas | Foto: Reprodução/Facebook

A postagem nas redes sociais causou repercussões imediatas. Na tarde da própria quarta-feira (22), um grupo de alunas se reuniu com a vice-diretora do curso de Direito, Clarice Betriz Sohngen, a partir de iniciativa da ex-aluna Christine Rondon. “Meu pedido formal foi pela abertura de uma sindicância, tendo em vista que reuni relatos de várias meninas, inclusive diplomadas, que demonstraram já ter havido tentativa de diálogo, mas sem efeito, havendo reiteradas ‘piadas’ incitando violência contra mulher: ‘moeda na mão, calcinha no chão’, ‘essa é a prostituta das provas: não merece respeito’, ‘mulheres e leis foram feitas para serem violadas’, etc”, relatou Christine.

A professora teria dito, segundo os relatos, que existem complicações para a abertura de sindicância na universidade, mas propôs que sejam realizados debates sobre opressões e minorias, de acordo com Paula Volkart, que representou o Diretório Central dos Estudantes (DCE) na reunião. “Ela disse que devemos lidar com isso de maneira didática, pedagógica”, contou a aluna de Ciências Sociais, que garantiu ter sido muito bem recebida pela vice-diretora.

O próprio DCE também pretende propor formações sobre diversidade sexual e gênero para os professores, de acordo com ela. A sugestão foi dada por Christine à professora, para que seja construído “um espaço de debate entre alunos e professores em torno da temática que aborde os percursos do reconhecimento dos direitos das mulheres”, além de que seja publicada orientação clara a professores para não promoverem banalização da violência contra a mulher em sala de aula. A ex-estudante, atualmente advogada, também contou que Clarice se mostrou muito surpresa e “não relativizou a gravidade das palavras ditas pelo colega”.

Foto: Facebook/ Reprodução

Estudantes fizeram cartaz e colaram na entrada do Centro Acadêmico | Foto: Facebook/ Reprodução

A professora Clarice teria se comprometido, segundo as estudantes, a manter o diálogo e dar respostas sobre o ocorrido. Ela foi procurada pelo Sul21, mas até o fechamento da reportagem não havia sido localizada. Da mesma forma, o professor Azambuja foi procurado, mas a PUCRS informou que ele não iria se manifestar.

A Universidade se posicionou através da seguinte nota: “Representantes da Faculdade de Direito ouviram as partes envolvidas no fato relatado durante os dias de ontem e hoje. Estão sendo tomadas todas as medidas cabíveis para solucionar o caso. A PUCRS e a Faculdade de Direito não compactuam com qualquer manifestação ofensiva”. Nas redes sociais, diversos estudantes se posicionaram defendendo o professor, apontando se tratar apenas de uma piada e pedindo que ele não fosse “escrachado”.

Além da reunião com a vice-diretora e dos relatos no Facebook, estudantes e ex-alunos também elaboraram uma carta, encaminhada à coordenação do curso. “Entendemos, como acadêmicos de Direito, que para além dos inaceitáveis casos de assédio ocorridos no interior da faculdade, a violência também se perpetua de forma discursiva, especialmente se a mesma – como ocorre no presente caso – é proferida por indivíduos imbuídos de autoridade, o que entabula a naturalização e a neutralização de violações diversas, em um ambiente, por gênese, inteiramente avesso a manifestações de intolerância como as aludidas”, defende o documento, assinado por mais de 400 pessoas.

Os universitários solicitam, por meio da carta, que a Faculdade se comprometa a orientar os professores para que eles não estimulem, relativizem ou banalizem “comportamentos preconceituosos, discriminatórios, ou que instiguem qualquer forma de aversão à diversidade e à equidade entre os seres humanos”. O Coletivo de Mulheres da PUCRS também elaborou cartazes, que foram colocados no Centro Acadêmico da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, em protesto contra o ocorrido.

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  • Paulo Vargas Groff

    Parabéns aos estudantes da PUC pela defesa dos Direitos. A Universidade é um espaço para formar melhores cidadãos e não deve apenas oferecer uma formação profissional. Nós professores temos uma grande responsabilidade em sala de aula, embora sejamos falíveis como qualquer ser humano.

  • Ronaldo Dalmolin

    Já prenderam o troglodita?

  • Mônica

    Esse professor, ao contar esta piada idiota, está amenizando, banalizando mesmo, o crime bárbaro que é o estupro!
    Além do mais, será que alguém percebeu que ele também errou gravemente ao dizer que as leis foram feitas para serem violadas?

  • CELIO GOLIN

    A PUC é uma instituição muuuuuuuito….conservadora. Ficou esperando, e a história andou. Agora que estes fatos rotineiros vem a tona é que caiu a ficha da direção. Eu já participei de vários eventos pelo nuances, e percebi que na PUC era sempre um clima de controle. Esse professor tem que ser banido.

  • O que aconteceria se a piada partisse de uma aluna e fosse ofensiva aos homens?

    E, claro…a PUC no papel dela…de relativizar o caso..

    E o DCE..bem…o DCE no papel que sempre lhe coube: ao invés de representar as alunas propôs formações….mas quem não tem que propor isso…não é a própria PUC?

    Esse DCE sempre foi uma piada…sempre.

    Ainda bem que nunca estudei na PUC.

  • Leici

    As pessoas não pensem mesmo ao fazer uma declaração desse tipo. Será que esse professor não tem mãe ou esposa? Será que ele pensa que elas também foram feitas para serem violadas?

  • Marília

    Se é para fazer piada que o professor faça sobre os homens brancos, heterossexuais e com cargo de poder. Se piada por si só não tem problema…que faça sobre o reitor, p exemplo. E não sobre minorias de poder que vêm lutando para sair das estatísticas de mortes e violências diversas resultado de preconceitos e estereótipos de gênero enraizadas nesta (e noutras) culturas sexistas. Não cabe a ninguém, muito menos a professores fomentar e reiterar misoginia. Alguém precisa avisá-los que o velho argumento da banalização da piada…não cola mais.

  • Cristina Dalmolin

    Mas que bobagem.

  • Gabriel

    Fui aluno desse professor. Nunca pregou qualquer discurso de ódio em aula. Aliás, sempre foi gentil. Tendo feito duas cadeiras com ele, tive praticamente um ano de contato, e posso dizer que ele provavelmente fez uma piada de m****, sem a intenção de desprezar as mulheres. Pelo menos é o que eu penso, posso estar enganado. O fato é que o cara está sendo demonizado nas redes sociais, sem que o fato seja realmente apurado. Lamentável, seja qual for a verdade.

  • rosa luxemburgo

    Correção: Parabéns às estudantas da Puc. Os estudantes homens não meteram o bedelho. Correção 2: não foi uma piada. Foi uma apologia a um crime. Duas coisas bem diferentes. ..

  • DK

    As lésbicas se juntaram tudo pq?

  • Esse professor na verdade não é um professor. É alguém que arrumou uma boquinha (que, aliás, deveria ficar fechada). Sugiro que o Ministério Público seja acionado.

  • Honesto

    Só mulher feia. O direito da PUCRS já foi muito melhor, se é que me entendem.

  • Olavo

    ‘Só mulher feia. O direito da PUCRS já foi muito melhor, se é que me entendem’. (sic)

    Para chamar alguém de feio você deve ser muito bonito, manda uma foto para o SUL21 pra gente admirar a sua beleza.

    Parabéns à mulherada por não deixar passar essa, a PUC é uma universidade conservadora cujo ambiente é propício ao machismo e ao preconceito.

  • Jonas Comm

    Não tem mulher na foto!

  • Adriano Faria

    “Só mulher feia. O direito da PUCRS já foi muito melhor, se é que me entendem”.

    É óbvio que nós entendemos, Honesto. Entendemos que você é um escroto.

  • Tania Jamardo Faillace

    Esse feminismo caricato, mal humorado, está cansando.
    Claro que foi piada! Que há? Volta a censura, quando os cartunistas eram encarcerados por brincarem com “coisas sérias”?
    E a piada com as leis é velhíssima! Já era corrente em séculos passados, porque traduz uma realidade do mundo em que vivemos, dominado pelos interesses privados. A maior parte das consultas feitas a advogados de empresas se referem a como dar um jeitinho de passar, iludir, ou aproveitar alguma brecha de lei que incomoda ao empreendedor.
    Ignorar isso é bancar o avestruz.
    Quanto à violação das mulheres… não significa o crime de estupro, mas a própria cerimônia do casamento ritual, como existe nas religiões tradicionais, o lençol da primeira noite, que era exposto à vizinhança para provar que a noiva era virgem, o vestido branco, etc.
    O problema é que essa juventude tem poucas luzes, não conhece história, não conhece religião, não conhece tradição, não conhece sequer o mundo em que vive. O estupro se faz também contra homens, crianças, e até animais. Sabem todos os que estão encarcerados, sabem aqueles que viveram em internatos escolares, sabem as crianças vítimas de pais e vizinhos, e quanto aos animais… estes não falam, não é?
    A violência é a falta de respeito ao outro, no caso físico, e de respeito ao ordenamento jurídico no outro caso. Não vejo porque tanta indignação por uma mera piada, ainda que possa ser considerada pouco cortês.
    E mesmo assim essa gente vive pendurada na TV assistindo a piadas piores. Vão agora querer a cabeça do professor porque foi indelicado?
    Ora, vão-se… não digo o resto para não me lincharem. Também é piada, sacaram?
    Tania Jamardo Faillace
    jornalista e escritora de Porto Alegre

  • Zé Fonseca

    Aprendi com um familiar, machista e preconceituoso, que , quando não há coragem para demonstrar seus instintos mais perversos, o brasileiro, que vive numa “democracia racial e de gênero”, inventa piadas, pede desculpas antecipadas e larga sua “verve” canalha, embora possa ser, na maioria das vezes, gentil e bem educado, qualidades que não autoriza ninguém a fazer merda.

  • Pingback: ‘Leis e mulheres foram feitas para serem violadas': declaração de professor causa polêmica - Geledés()

  • Lucas

    Duvido que o professor tenha utilizado o termos ‘violadas’ no sentido de forçadas à conjunção carnal ou outro ato libidinoso (estupro, para os leigos).

    Além do mais, julgar alguém com base em uma frase fora de seu contexto é uma atrocidade tão grande ou maior que a própria frase poderia ser ou é.

    Bem menos alvoroço!!!

  • Carlos

    Lucas você não conseguiu apontar qualquer outro uso do verbo violar no contexto da piada , isso é uma violação da inteligência alheia ( sarcasmo, para os leigos).

  • luiz

    A PUC já teve professores melhores. Como admitir um sujeito que, em aula de curso de Direito, fala em violar leis e mulheres, cometendo duplo estupro?
    Estudantes, recusem-se a assistir aulas deste bárbaro!
    Se deixarem passar, isto se multiplica e aparecem pessoas como esta, que se diz escritora,
    que incentiva as piadas com este teor rebaixado, banalizando a aberração.

  • Fernanda

    Vai ter escracho, vai ter “demonização”, vai ter alvoroço e ainda vai ter palestra educativa, podem reclamar o quanto quiserem. Parabéns às meninas!

  • Marcelo

    O problema da piada foi violar as leis, certo? Não isso é normal mesmo por aqui….
    Eta gente que gosta de mimimi…geração bullyng.
    Fico pensando, coitado destas crianças que estão na universidade tendo que trabalhar para custear seus estudos e têm que ouvir estas piadas. Pobre crianças que ainda não tem formação do caracter e soberania sobre a própria vida.
    Não me admira se os Pais forem protestar na frente da PUC, afinal suas crianças foram vilipendiadas por este professor.
    A grande verdade é que não sabemos o que fazer, ou deixamos tudo liberado ou deixamos tudo trancado…E nesse limbo criamos estas criaturinhas que querem levantar a bandeira contra tudo e todos. Tá dificil de aguentar este pelotão da moralidade. Se ele dissesse ‘quebradas’ seria enquadrado na Lei Maria da Penha hahauhuhuahuhuahuahuahuh…

  • Vinicius

    Meu Deus, como tem moralistas e idiotas neste país hipócrita!
    Quanta imbecilidade e ignorância, aliados a raiva e falta de senso de humor. Sinceramente, tenho vergonha de vocês!!!

  • Lare

    Aos homens que estão apoiando esse nojento nos comentários: Vocês NÃO IRÃO decidir pelas mulheres, que passam a vida inteira sendo humilhadas, desumanizadas e agredidas através de um sistema de opressão no qual VOCÊS são PRIVILEGIADOS, quando elas devem se sentir ofendidas ou não. Calem-se!

  • Concordo com a Tania Failace. A piada foi infeliz, foi! Principalmente nos dias de hoje onde os moralistas de plantão se apegam a qualquer coisa para linchar moralmente uma pessoa. A ‘violação” do ditado não se refere a estupro, mas sim à condição natural da mulher, que é violada quando ocorre o primeiro ato sexual. A origem do termo violação, no contexto em que foi reproduzido, não se referia a estupro. Não se esqueçam que um lacre de embalagem pode ser violado, ou seja, retirado, aberto, este o REAL sentido do termo. Acho que os diálogos são válidos, mas não se deve fazer com este professor(até onde eu sei, um bom profissional, respeitador de seus alunos) o mesmo que foi feito com aquela menina do jogo do Grêmio, que foi atirada aos leões da moralidade e até hoje tem que viver escondida em função do linchamento moral que sofreu e das várias ameaças de agressão.

  • Pedrola

    Esquerdistas/feministas não passam mesmo de um bando de gente desocupada e surtada mesmo. É até pior que igreja evangélica. Olha só esse ajuntamento de filhinhas de papai que estudam na PUC, não fazem nada de útil o resto do dia e querem compensar sua própria inutilidade chorando por causa da “opressão machista” nas redes sociais. Arrumem um emprego, vão fazer assistência social ou ajudar no sopão dos pobres, bando de recalcadas loucas para chamar atenção.

  • rafael

    Antes de defender o professor, para e pensa… Tá certo? É de bom tom? É uma frase que um PROFESSOR deveria dizer? Como isso contribuí numa sociedade tão violênta, sobretudo com minorias?

    “Leis e mulheres foram feitas para serem violadas”

    Óbvio que não!! Simplesmente não tem como defender isso, assumir um erro e repensar a postura é demonstração de maturidade, de inteligência.

  • No meu tempo, sala de aula não era lugar de piadas.
    Do conteúdo, não tem nem o que comentar, não consigo ver contexto que torne a expressão coerente com qualquer tipo de idéia.

  • Evaldo Tartas – GYN – GO

    Lamentável a frase do professor, por dois motivos: um por discriminar mulheres e outro por achincalhar com as leis de um modo geral.
    Um professor usar expressões dessa natureza, mesmo dentro do melhor dos contextos, é de uma grosseria inaceitável,
    Não há justificativa para seu ponto de vista expressando todo seu machismo e, pior ainda, tachando de idiotas os que seguem e praticam as leis desse país.

  • Luis Alberto

    violar o “selo” feminino…. acho que foi isso que ele referiu

  • luiz

    O melhor comentário foi o de Tania Faillaci, parabéns, uma mulher inteligente e sensata! Vivemos num país em que a hipocrisia, o falso moralismo já está enchendo o saco! Não se pode falar mais nada, não se pode fazer humor sobre nada, é o fundamentalismo tupiniquim! Logo estarão invadindo as redações e fuzilando autores que ousarem expressar suas opiniões! E ainda tem gente que quer a volta da ditadura, não precisa ela já está presente nesta sociedade hipócrita em que estamos vivendo. Já vivemos. Vivemos um estado policial, onde a violência, policial, o desrespeito à pessoa humana, as balas perdidas, a tortura para se conseguir depoimentos e incriminar de forma injusta o cidadão são fatos conhecidos por todos. Ainda vem um bando de pseudointelectuais fazerem este tipo de comentários. É uma geração que não lê, que precisam as “xerox” para as provas. É a cultura das redes sociais e de redes de emissoras que nada mais fazem que deixar o cidadão cada vez mais ignorantes . Se existisse o PASQUIM, todos seriam presos, ou fuzilados..

  • Nos comentários dos alunos assecla desse professor, constata-se a extensão dos gravames de uma educação nefasta, perniciosa de quem tem por obrigação colocar o respeito as pessoas e as leis acima de qualquer chalaça por mais burlesco que considere.

  • Lucas

    Conheço o professor e tenho certeza que em nenhum momento teve objetivo de menosprezar as mulheres e muito menos fazer apologia ao estupro.

    Aos ignorantes de plantão, vamos por partes:
    1º – “As leis foram feitas para serem violadas” – Pensem no seguinte: tu és um professor e está ensinando seus alunos a serem advogados que terão por objetivo defender o seu cliente. (Todos sabemos que as leis possuem falhas ou brechas.) óbvio que a frase acima significa a busca sobre as falhas das leis.

    2º – “As mulheres foram feitas para serem violadas” – Pensem no seguinte: todos sabemos que as mulheres possuem útero – (isso é lógico), pois bem, possuem útero para terem filhos, (sim, isso é lógico), pois bem, então foram feitas para terem filhos diferente dos homens (sim, isso é lógico), pois bem, a ÚNICA forma de terem filhos é se forem “violadas” (PERDER A VIRGINDADE), Então se todas as mulheres foram feitas para terem filhos TAMBÉM foram feitas para serem violadas (PERDA DA VIRGINDADE). Violada é uma palavra que não soa muito bem, mas (quando dissemos que um lacre foi ROMPIDO também dissemos que ele foi VIOLADO).

    Não estou afirmando que a piada do professor foi das melhores, estou apenas afirmando que por incrível que pareça faz sentido, e não faz nenhuma apologia ao ESTUPRO.

    Eu não diria essa piada aos alunos, mas também não a interpretaria de maneira ignorante como muitos fizeram e muito menos colocaria essa interpretação em redes sociais. (RIDÍCULO)

  • Se foi piada passou muito longe de qualquer humor/graça; se foi mal interpretada gostaria de saber em que se insere; se foi um homem quem disse, seja homem e assuma o machismo e/ou o erro crasso da fala e o motivo que a causou; se foi liberdade de expressão, ai, realmente, é ai que fico mais apavorado.

  • Nill

    PUC _ Significa : Pontifícia Universidade Católica. Vocês ! Devem pensar que está é uma instituição cristã. Que nada! A coisa mais difícil é encontrar é um cristão nessa PUC. Quase todo mundo é comunista,petista nessa universidade. Agora estão atacando um professor por ter dito uma frase infeliz. Agora a PUC quer dar uma que é protetora das mulheres. Pura conversa fiada pra boi dormir . Vou explicar porque. A PUC é uma instituição Católica ,religiosa. Vocês devem estar sabendo que no mundo há uma perseguição contra os Cristãos. https://www.portasabertas.org.br/cristaosperseguidos/

    Vocês devem ter ouvido falar na televisão do grupo terrorista Estado Islâmico.http://portalbatista.com/estado-islamico-persegue-cristaos-do-oriente-medio/

    Acontece que o tal Estado Islâmico resolveu perseguir uma minoria religiosa pagã do Iraque chamada YAZIDIS. O EI resolveu capturar,escravizar e vender meninas e mulheres yazidis. Vejam vídeo : https://www.youtube.com/watch?v=8hvAPcmo2jA

    Mais noticias : https://www.google.com.br/#q=Estado+Isl%C3%A2mico+escraviza++mulheres++Yazidis

    Essa PUC é a favor do Islamismo. Vejam : O Estado Islâmico fez uma cartilha ensinando como deve ser tratadas as escravas sexuais capturadas ,pelos “soldados” do grupo. http://lucianoayan.com/2014/12/15/isis-lanca-folheto-incentivando-o-estupro-de-mulheres-e-meninas-capturadas-agora-e-so-assistir-a-ausencia-de-reacao-petista/

    Vejam : Num vídeo um terrorista faz piada da venda de meninas yazidis, logo abaixo da reportagem.

  • Aline

    Difícil decidir o que é mais grotesco: se é um professor que fala isso em sala de aula ou se são mulheres que vêm a público defender uma atitude dessas.
    Mulheres que curtem ser violadas: é favor não falar em nome de todas. Fiquem à vontade para vivenciarem suas fantasias, mas lembrem que vocês são um ponto fora da curva. Não prestem um desserviço ao bem-estar coletivo, defendendo – com cambalhotas semânticas e outros argumentos absolutamente esdrúxulos, cabe frisar – um cidadão que tem uma postura execrável dessas.
    Incitação ao estupro não é piada. É crime. Professores de Direito deveriam saber disso, não?
    Ah, lembrei! Mas é que leis existem para serem violadas, certo?
    Lamentável.

  • Decepção Brasil

    Uma das maneiras mais canalhas de perpetuar preconceitos e violência é através do humor. Pois “brincando” parece que se pode dizer/fazer qualquer coisa, afinal, era SÓ brincadeira… E quem não aceita é apenas alguém sem senso de humor, ou mal humorada, ou até *mal amada* e é aí que a coisa toda já descambou… não é mesmo?!…

  • Nagib

    Essa afirmação ridícula não é desse professor. É uma afirmação muito antiga até publicada em livros nos tempos em que o machismo ainda era uma regra sagrada.

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  • Patricia

    A professora se reuniu com umas “meninas”? Meninas??? Desde quando moças adultas, estudantes de faculdade, são “meninas”? Essas são mulheres, adultas, inteligentes, e competentes! Graças a Deus que moro nos EUA desde os dezessete anos, onde o respeito pelos direitos da mulher como ser humano igual ao homem pode não ser perfeito, mas onde não é comum achar uma professorA de direito chamado as alunas de “little girls”…

  • Gabriel

    Concordo com o Lucas, julgar fora de contexto é absurdo. E não sei aonde o professor falou em estupro, violar como se viola um lacre. E mesmo assim é necessário interpretação, me admiro estudantes de direito não terem mais o que fazer.

  • Tânia, vá se….. não digo o resto para não me lincharem. Também é piada, sacaram?

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