9/jun/2015, 8h07min

Jovens relatam casos de assédio protagonizados por taxistas em Porto Alegre

Foto: Guilherme Santos/Sul21

Foto: Guilherme Santos/Sul21

Débora Fogliatto

Na madrugada da última quarta-feira (3), Elisa* voltava de uma festa quando viveu momentos de pânico inesperados. Ela pegou um táxi na rua General Lima e Silva para ir até sua casa, na rua André da Rocha, mas o taxista não ficou feliz em ser acordado para realizar uma corrida tão curta. O caso dela, que acabou com o motorista perseguindo-a dentro de seu prédio, não é isolado. São diversos os relatos de mulheres e meninas que se sentiram assediadas ou violentadas em um espaço que pensaram ser seguro.

Muitas jovens optam pelo táxi como meio de transporte justamente por acreditarem ser mais seguro que pegar um ônibus ou caminhar até seu destino. Elisa, pensando justamente em sua segurança, optou pelo serviço, mesmo sabendo que a corrida seria curta. “Quando eu falei que era na André da Rocha, ele começou a debochar, a dizer que teve que acordar pra essa corrida ridícula, disse que eu tinha medo de andar duas quadras”, relatou ela, que respondeu dizendo: “não tem lei determinando o quanto é permitido andar de táxi”.

Ao chegar em frente ao seu prédio, ela constatou que o taxímetro estava desligado e tentou pagar R$ 7 – valor que julgou ser a média da corrida – mas só tinha uma nota de R$ 20. “Eu disse que ia pagar, fui pegar o dinheiro na bolsa e ele arrancou comigo dentro e a porta encostada. Comecei a gritar com ele e falei para ele parar, deixar eu descer, que eu ia chamar a polícia. Ele disse que ia me levar de volta pro ponto pra eu pegar outro táxi”, narrou. Neste momento, o taxista aparentemente mudou de ideia e a levou de volta para frente de seu prédio, onde argumentou que não daria troco para os R$ 20.

Elisa decidiu deixar a nota com o homem e sair do táxi, para entrar em seu prédio, mas o taxista foi atrás dela e começou a chutar o portão de entrada. Ela conseguiu entrar em seu apartamento, mesmo com medo de que ele tivesse conseguido segui-la. Depois, a jovem constatou que o portão do prédio tinha realmente sido arrombado, o que aumentam as suspeitas de que o homem tentou segui-la para dentro do edifício.

Foto: Filipe Castilhos/Sul21

Foto: Filipe Castilhos/Sul21

A jovem fez um boletim de ocorrência, que foi possível graças aos outros taxistas do ponto, que colaboraram fornecendo os dados do agressor. No dia seguinte, ela registrou o ocorrido à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), que em 30 dias irá dar um parecer sobre o caso, podendo culminar com a cassação da licença do motorista. “Graças a Deus eu estou inteira, mas se ele tivesse me achado dentro do prédio, ele ia me dar um pau”, diz a jovem, que não quer mais pegar táxis desde o ocorrido e teme que o homem a procure, por saber onde ela mora.

Outros casos

Por mais absurda que possa parecer, a história de Elisa não é única. Os casos variam em época – alguns são de anos atrás, embora muitas denúncias tenham começado a emergir agora – mas têm semelhanças. Em sua maioria, são mulheres jovens sozinhas em táxis à noite ou de madrugada. Um homem foi preso suspeito de estuprar uma adolescente na saída de uma festa em dezembro do ano passado. A menina pegou o táxi na Cidade Baixa e foi levada até a vila Bom Jesus, onde foi estuprada antes de ser levada em casa. O suspeito já tinha antecedentes por furto e atentado ao pudor.

Para a estudante de Psicologia Natalia Haydee, a volta de uma festa para casa, que duraria cerca de 20 minutos, tornou-se desagradável devido ao assédio do taxista. “Ele parecia estar drogado e, durante o trajeto, ficou me assediando com perguntas do tipo: ‘e o namorado, gata? Está voltando sozinha de uma festa?’, ‘uma gata dessas sozinha’, e eu fiquei com muito medo”, conta, dizendo que seu maior temor era que o homem a estuprasse.

Ela disse ter ficado “sem reação” e ter respondido apenas que o namorado a esperava em casa. “É sempre um medo pegar táxi em Porto Alegre sozinha de madrugada, nunca se sabe o que pode rolar”, lamentou. A jornalista Laís Albuquerque contou um caso semelhante, embora o dela tenha ocorrido durante seu horário de trabalho. “Eu trabalhava em uma assessoria de comunicação e usava bastante táxi. Há um ano e meio, um taxista começou a conversar comigo e eu acabei falando que costumo ir a raves. E ele perguntou se eu já tinha transado sob o uso de ‘bala’ (ecstasy)”, relatou, dizendo que a partir daí começaram outras perguntas desconfortáveis.

Foto: Cristine Rochol / PMPA

Para identificar os criminosos, o ideal é anotar o prefixo do táxi | Foto: Cristine Rochol / PMPA

Em seguida, o taxista apontou um local que disse ser sua casa, contando para a jovem que morava ali. Ela não respondeu ao comentário e a corrida seguiu, levando-a a seu destino. Laís pondera que, apesar de incômodo, o assédio não era recorrente em sua rotina. “Eu tive azar só com esse, os outros eram bem tranquilos, e eu pegava muito táxi, porque fazia entregas”, afirma.

Outra jovem conta que, há três anos, esqueceu seu celular no táxi e, após o motorista entregar o aparelho, ela percebeu que haviam sido salvas fotos de um pênis no telefone. A partir daí, o taxista começou a mandar mensagens a assediando e xingando quando ela não respondia.  Após alguns dias com o celular desligado e sem responder, o assédio parou.

Outra menina diz que chamou um táxi pelo aplicativo Easy Taxi, esperando que fosse mais seguro, para se dirigir a um jogo do Internacional, no estádio Beira-Rio. Ela percebeu que o taxista estava agindo de forma “estranha”, fazendo perguntas e contando sobre sua vida, mas inicialmente fazia um caminho conhecido por ela. No entanto, logo perguntou se a jovem gostaria de “ver a vista do morro Santa Tereza”, o que ela negou, dizendo estar atrasada.

Apesar da negativa dela, o motorista disse “a vista é linda, te apresento” e a levou até lá. “Mesmo eu tendo dito que não, ele insistiu e acrescentou que não me cobraria a mais pelo trajeto desviado. Depois de alguns minutos vi que a gente estava perto das emissoras (de TV) que ficam naquela região, nisso ele disse ‘fecha os olhos pra quando a gente chegar lá, tu ter uma surpresa'”, relatou a jovem, que preferiu não se identificar. Ao chegar no local, o homem ainda insistiu para que ela tirasse fotos, mas ela reiterou que precisava ir e, enfim, foi levada até perto do estádio.

Machismo da sociedade

Foto: Amy/ Flickr

“Fui atacada por ser mulher”, reflete uma das vítimas | Foto: Amy/ Flickr

Em um caso divulgado pela página Manifesto Poa, uma jovem que não quis se identificar conta que, em março, pegou um táxi após uma festa, em que o motorista começou a contar piadas tirando sarro dela por estar bêbada. “Ao se aproximar do meu endereço ele não reduziu, disse para eu ficar quieta que a gente ia dar uma volta”, relata. Ela então começou a gritar e tentar abrir a porta, até que conseguiu e pulou do carro em movimento.

A vítima conta que ficou muito machucada e foi para o hospital, ainda tentando entender o que havia acontecido. “Homens assim existem em toda parte, fui atacada por ser mulher, pois se fosse um cara na mesma situação não passaria o menor perigo (…). Passei por isto pelo mesmo motivo que leva milhares de mulheres a serem agredidas e violentadas diariamente: o machismo, a misoginia, o patriarcado”, reflete.

Laís também acredita que os casos não se restrinjam a taxistas, e sejam potencializado pelo machista. “Se eu fosse um homem, o taxista nunca teria falado nem se comportado daquele jeito. Não acredito que isso seja exclusivo dos taxistas porque, infelizmente, esse tipo de assédio acontece de diversas formas e em diversos lugares”, lamenta, A diferença, completa, é que os taxistas transportam pessoas e, por isso, têm a possibilidade de levar para onde quiserem os que estão em seu carro. Na tentativa de evitar correr riscos, ela procura chamar taxistas mulheres, embora estejam em menor número na profissão.

“Denúncia é fundamental”, diz diretor da EPTC

O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, afirma que desde a prisão do suspeito de estupro, o órgão busca realizar um convênio com a Polícia Civil para que os antecedentes criminais sejam disponibilizados antes de se contratar alguém como permissionário ou motorista de táxi. “A gente já troca uma série de informações com a polícia, inclusive a identificação daquele criminoso foi possível graças ao trabalho conjunto que foi feito”, relata.

Foto: Guilherme Santos/Sul21

Cappellari reitera que denúncia pode ser feita de forma anônima | Foto: Guilherme Santos/Sul21

Cappellari conta que o homem estava dirigindo um veículo que não estava autorizado o que dificultou sua identificação. Para denunciar casos de assédio e violência, pode-se ir pessoalmente à sede da EPTC ou ligar para o número 118, onde o relato pode ser feito de forma anônima. “A denúncia para nós é fundamental, se houve um crime ou uma ameaça ou qualquer questão constrangedora ou de mau atendimento é fundamental que a gente tenha essa informação para tomar medidas de correção”, afirma

Em casos graves, o taxista pode ser descadastrado e a investigação encaminhada para a polícia ou para o Ministério Público, visto que a EPTC apenas toma medidas de gestão.  Cappellari destaca que saber o número do prefixo do táxi facilita na hora de encontrar pessoas que tenham cometido delitos. O caso de Elisa está sob avaliação da EPTC, que ainda não irá se manifestar a respeito.

Sintáxi: “marginais disfarçados de taxistas”

Para a direção do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), pessoas que cometem crimes contra os passageiros são “marginais disfarçados de taxistas, que estão manchando a imagem de uma categoria respeitada”. A entidade reitera que não tem o poder de alterar as leis, mas defende que a EPTC tenha acesso aos antecedentes criminais antes de liberar a licença para os taxistas.

“Claro que o sindicato não quer esse tipo de gente, isso estraga a imagem da categoria. Tem muitos taxistas honestos e corretos que se orgulham de suas atividades, mas aí fica sempre aquele eterno folclore de que taxista não presta, isso é ruim para a categoria”, lamentou o sindicato através de sua assessoria de imprensa.

Para a entidade, a proposta de realizar um convênio com a Polícia Civil é boa, e já foi feita pela direção em 2004. O Sintaxi acredita ser importante que a EPTC tenha acesso aos antecedentes criminais antes de liberar as licenças. “A revolta e a indignação é uma só entre passageiros e motoristas, parece que estamos todos nós de mãos amarradas”, reitera o sindicato. Caso seja possível identificar o criminoso, o Sintáxi se coloca à disposição para colaborar em sua punição.

*O nome foi alterado a pedido da vítima.

Tags: , , , , ,



 

Cupons de desconto: Morena Rosa, Youcom, Netshoes, Ray ban, Extra, Connect parts, Ponto-frio, Dinda, Lojas Rede.


 

 
  • Pingback: Em Porto Alegre, jovens relatam casos de assédio protagonizados por taxistas | Portal Fórum()

  • Estive em Abril em Porto Alegre e também tive que ouvir um monte de besteiras de um motorista de Taxi !….
    São Tarados sim !…Nenhuma mulher pega um Taxi para ouvir um tarado falar de sexo !…
    Uma vergonha para capital Gaúcha e mais para mim que moro na Europa ,onde o respeito está acima de tudo !…..Existe bons e ruins misturados onde ninguém sabe quem é de confiança !….Um exame psicológico faria muito bem para essa tropa de bandidos que não honram a profissão !…
    Depois que descobri o Easy Táxi passei a ter um poco mais de confiança !……
    Janice Braun

  • Karla

    Analisar antecedentes criminais antes de conceder licença??? Todos sabem q os licenciados terceirizam o serviço, principalmente o da noite, sem o menor critério na “contratação”. O que funciona é blitz. Aposto que nem 1% da frota é conduzida por quem detém a licença.

  • Licurgo

    Categoria respeitada é piada! Não há o menor controle das concessões de táxis em Porto Alegre.

  • Leão Brasil

    O serviço de táxis de Porto Alegre é um dos mais perigosos do Brasil, como ilustram as histórias acima. Sempre alerto, principalmente às pessoas de fora, quanto a essa realidade. Falta ação à EPTC no sentido de coibir os maus profissionais e poderiam começar por um cadastro sério, eliminando aqueles que possuem antecedentes criminais, por exemplo. Claro que existem bons profissionais mas há muitos bandidos atuando, o que é ruim para toda categoria e para a cidade. Todos que moram aqui sabem dezenas de histórias absurdas de golpes e agressões verbais e até físicas. Ao invés de tentarem incriminar e proibir o Uber (sucesso no mundo inteiro) poderiam seguir o exemplo deles na escolha dos profissionais.

  • Carlos

    “Denúncia é fundamental”, diz diretor da EPTC
    Mas que absurdo e cara de pau esse diretor da EPTC. Eu sou homem, já denunciei taxista por quase ter me agredido pq achou a corrida curta. E a resposta da EPTC foi NENHUMA! Totalmente omissa e descompromissada. Não está nem ai para os usuário. Essa empresa é um câncer arrecadatório que precisa urgentemente ser extirpado de POA.

  • Venho aqui, porque já liguei para EPTC e nunca recebi resposta, fatos:
    – Já aconteceu do taxista vir com gracinhas…
    -Eu pego taxi quase todos os dias para ir trabalhar e noto que os taxistas ficam brabos quando falo o local,porque e perto, trabalho na Assembléia e mora na Cidade Baixa, tem até o os que comentam, mas é tão perto , porque não vais a pé…
    – Outra coisa é o troco que nunca eles tem, aconteceu essa semana do taxista perguntar se podia ficar devendo um real, quando falei que ele poderia me pagar dois e ele ficar me devendo um, quase me bateu, todos os dias eles não tem troco, ficam sempre com 20, 10, 30 centavos que somando vai…
    – Outra eles não saiem quando chove muito, a maioria fala isso, mas é quando precisamos não tem taxi,
    Enfim qual o orgão que faz algo nesses casos

  • Sharlize Prates

    Sul21, vocês deveriam divulgar os números dos táxis, para que possamos nos previnir e não pegá-los de maneira alguma. Moro na Cidade Baixa, uso táxi direto, e ficaria mais tranquila em saber o prefixo do táxi desse cara que reclamou da corrida até a André da Rocha e agrediu a menina.
    Existem claro, taxistas muito legais, mas existe muita gente sacana no meio. Já passei por poucas e boas em táxis na cidade. Sinceramente, não sei o que é pior na noite, andar pelas ruas da Cidade Baixa, sem policiamento algum e com assaltos constantes, ou pegar táxi correndo o risco de ser assediada por motoristas machistas.

  • Licurgo

    Categoria é composta por vários ex-policiais, alguns aposentados, outros envolvidos em processos e ligados ao crime. Os honestos são minoria e exceção numa categoria que considera-se invariavelmente donos das ruas, sempre preparados para enganar, roubar troco, não devolver pertences esquecidos, aumentar a corrida, adulterar taxímetros e por aí afora. Não é atoa que frequentemente aparecem envolvidos em crimes, incluindo acertos de contas com traficantes, para quem são bastante úteis, dada a natureza do seu trabalho. O poder público faz vista grossa porque integra o esquema.

  • Paulo

    O indivíduo, para ser taxista tem que tirar “ficha corrida” e de antecedentes. Isso viria a diminuir em muito essas ocorrências. Capellari, se tivesse, você deixaria sua filha pegar um táxi em Porto Alegre, de madrugada?

  • Zé Bronquinha

    Comigo foi o seguinte:Peguei o táxi a noite.Motorista parecia alegre demais e falante pro meu gosto.Resolveu não ligar o taxímetro, pois como o trânsito estava empastelado, iria me largar logo adiante.Mudou de idéia e resolveu me levar.Trajeto curto.Se descreveu como em tratamento psiquiátrico por consumo de droga, incluindo uma tal de “merla”, pegador de mulheres, por vezes não falava coisa-com-coisa.Fiquei frio e imaginando que estava alí um exemplo de motorista não profissional, em que o proprietário do automóvel colocava pra trabalhar correndo todos os riscos, incluindo alguém com esse perfil.Na chegada, final da corrida, digo que deve ter dado uns 15 reais, mas ele me exigiu 20.Dei para escapar de qualquer ação violenta, o que não é minha praia.

  • Martha

    Não moro mais em Poa, mas vivi muito tempo e tive algumas experiência bem ruins com essa cambada! Até relatei aqui uma vez, de tão indignada que fiquei. Há muitos problemas com os táxis em Poa, como mal cheiro dentro do veículo, motorista fedendo a cigarro, motorista não fechar as janelas extamente porque ele fuma dentro do carro e acha que com as janelas abertas com o carro em movimento, o fedor vai sair, motorista bruto e mal-educado que dirige xingando, entre outras coisas. Mas a pior parte e mais perigosa são esses que são tudo isso e ainda são abusados. Aconteceu de pegar um táxi ali perto da Clínica de Doris Hexell no Moinhos e era uma corrida curta que eu poderia até ir a pé mas resolvi pegar o táxi, pois bem esse motorista parou pra mim e quando entrei o carro já estava ocupado por uma senhorinha bem idosa e fiquei bem sem graça ao que ele respondeu que a deixaria ali mais na frente e teria parado para me ‘ajudar’ já que tinha pouco táxi ‘rodando’. Ok. Não gostei e a senhora, menos ainda, mas tudo bem… seguiu, entregou a mulher no prédio dela e passou a ‘rodar’ comigo, conversando gracinhas, , comecei a ficar com medo e disse que ele deveria ter ido por outro caminho mais rápido, etc… fingiu que não entendeu e inventou um desculpa qualquer e olha, para resumir, foram minutos traumáticosaqueles. A gente fica refém ali dentro. Parecem uns psicopatas… e era meio da tarde, imagine se fosse à noite? Então, tem que tomar providência, sim. Tem que ter um jeito de punir esse abusados. E se cuidem! Mulheres, evitem pegar táxis que não conhecem os motoristas e não deixem suas filhas adolescentes pegarem sozinhas!

  • Pingback: Em Porto Alegre, jovens relatam casos de assédio protagonizados por taxistas - Geledés()

  • L. Souza

    No Easytaxi também tem marginais. Esqueci meu óculos num táxi do Easy e não consegui falar com o motorista nunca mais.

  • Vinícius

    É só ficar numa saída de festa nomeio da madrugada e reparar na cara dos ‘elementos’ taxistas esperando alguma ‘vítima frágil’. Sempre falo pros meus amigos: “tem que ter MUITA coragem pra pegar um taxi com esses caras”.

    Mas também, lembramos que muitas não tem grana pro taxi e pagam de outro jeito…

  • Rogério Fernandes da Costa

    Denuncie , anote o número de algum protocolo e fique sabendo que nada vai acontecer . Se a fiscalização com o permissionário fosse eficiente as coisas seriam diferentes mas não é a realidade .

  • Lucas

    Uma vez fiz uma corrida da General Portinho até a José do Patrocinio (altura do largo da epatur) a corrida dava 7 reais, paguei com 20, o cara me olhou e falou:

    – Não tem troco, e desce bem quetinho sem reclamar.

    sou a favor de a Eptc obrigar os caras a ter câmeras dentro dos carros

  • ninguém entra no âmago da questão, eu costumo generalizar e injustamente, confesso, digo que em Porto Alegre só tem bandido dirigindo taxi.. injusto contra os poucos verdadeiros taxistas.. mas o fato é que é uma avacalhação.. os taxistas não são taxistas de verdade, não são donos das concessões.. na capital gaúcha tem meia dúzia de cara dono (direta ou indiretamente) de dezenas, centenas de táxis.. aí pega um coitado qualquer para ser explorado.. o resultado é esse.. experimenta tornar o taxista um empreendedor, dono da concessão e do veículo.. tudo muda..

  • Rebeca

    Que comentário imbecil Vinícius. Ainda que tenha “muitas” (nao sei de onde saiu esse dado, sinceramente) que pagam de outro jeito, que direito os taxistas tem para fazerem qualquer comentário sobre qualquer passageira ou passageiro?

  • Marcelo Gaúcho

    Pegar táxi em Porto Alegre é arriscar a vida.

  • Véio Zuza

    A Wanda Nara (lembram?) estava certa?! Na época, um dos sindicatos de taxistas ameaçou processar a moça…
    Que coisa, hein…

  • Aliana

    Pegar táxi está cada vez mais complicado. Passei por algumas situações que não tem nem graça. Eu trabalho na Av. Praia de Belas e moro na 17 de junho, e em algumas situações pego taxi para voltar pra casa, principalmente se esta chovendo muito ou se tenho algum compromisso, e em determinada situação peguei um táxi, onde o motorista ficou o tempo todo no whats, e marcando compromisso, por que seria a sua ultima corrida, dai me pergunto, por que parou então se não queria mais trabalhar. Perguntei se aceitava cartão, ele disse que sim, a máquina não funcionou deu 10 reais a corrida, e ele me xingou por que onde já se viu eu não ter 10 reais trocado pra pagar.Eu sai do carro e ele continuou me xingando horrores. Isso é constrangedor demais.
    A outra situação foi agora em janeiro, minha mãe estava hospitalizada no clinicas, portanto fiquei 12 dias pegando taxi direto, e aconteceu de um taxista estar no ponto ali do hospital, um cara muito falante, atirado demais, e começou a me dar cantada, e eu fui ficando com medo, por que apesar de ser dia, eu sei de casos de estupro envolvendo taxistas. Quando ele parou an frente do do meu predio eu paguei e sai quase correndo e ele ficou na frente do predio como se estivesse me cuidando. Confesso que prefiro pegar táxi quando a motorista e mulher.

  • Andréia

    Não são só as passageiras, sou taxista, no último jogo que teve na arena, o jogo terminou meia noite, cheguei meia noite e cinco, depois de 20 min esperando passageiro, chegou minha vez, um outro taxista começou a gritar dizendo que eu tinha furado fila, como? onde inicia a fila fica um agente da eptc que não permite isso, eu estava na fila da direita, entre uma fila de taxi e cordão da calçada. Mas ele só passou a me acusar e gritar depois que venho até o lado do meu carro e me viu, tive que chamar um agente da eptc pois estava me ameaçando, essa é uma de muitas. O que me lamento é não ter pego o prefixo dele para abrir um processo.

  • Sérgio

    Eu quando viajo prefiro pagar estacionamento no aeroporto do que pegar taxi. Um pior do que o outro, sempre querendo levar vantagem.
    E pode estar o calor dos diabos que eles não ligam o ar condicionado.

  • Michele Rosa

    Boa noite!!
    Comigo aconteceu um caso parecido como o da Elisa, só que foi na cidade de Rio Grande onde moro.
    Voltava de uma viagem de POA e peguei um táxi na rodoviária de Rio Grande até a rua Portinho, sendo que já era meia noite. Quando disse para o taxista o meu endereço ele começou a me agredir com palavras, dizendo que se soubesse que era neste endereço não teria feito a corrida, pois o endereço era muito próximo e também não gostava de passar naquela rua, comecei a ficar indignada com o que ele dizia, então tentei argumentar, mas quando ele chegou na rua 24 de maio o mesmo disse que se eu não parasse de falar iria me deixar ali mesmo diminuindo a velocidade do carro. Fiquei com muito medo, pois era tarde e não tinha ninguém nas ruas, nem mesmo outro táxi para mim pegar, então parei de falar e tive que ficar ouvindo suas grosserias até a minha casa. Infelizmente não anotei a placa e nem fiz ocorrência. Agora é apenas um desabafo… e uma revolta contra alguns taxistas que estão nas ruas sujando a imagem de outros tantos trabalhadores sérios.
    Michele

  • Bom dia! Eu sou enfermeira e trabalho em um serviço de pronto atendimento em Porto Alegre. Em alguns finais de semana, trabalho das 7 h às 19 h (plantão de 12 h). Em 2012, lembro que era inverno, eu estava de plantão no domingo e tinha de estar às 7 horas no meu trabalho. Então, sai de casa por volta das 6 h e 30 min, ainda estava escuro e tinha poucas pessoas na rua (quase ninguém). Meu marido me acompanhou até eu pegar o táxi na Av. Bento Gonçalves/PoA. Quando eu entrei no carro e disse o trajeto que eu gostaria que o motorista fizesse, ele ficou em silêncio. Umas quadras adiante, o motorista de táxi disse que lembrava de mim em frente ao meu trabalho (senti medo e imediatamente me identifiquei como enfermeira) e novamente, pedi que ele seguisse o itinerário que eu desejava. Ele me disse que “NÃO”, não iria seguir o caminho que eu tinha solicitado, que ele iria por “outro lado”. Meu Deus! Senti um medo tão grande porque estava sozinha dentro do carro com um desconhecido, era domingo de madrugada, estava escuro e tinham poucas pessoas na rua devido ao frio (era inverno). No desespero, comecei a lhe falar o quanto era importante eu chegar a tempo no meu trabalho e rezava baixinho de tão medo de sofrer uma violência sexual. Esse motorista de táxi de uma baita volta de carro pela cidade, até me deixar no meu trabalho. Desci do carro e agradeci à Deus por estar bem, por nada ter me acontecido. A partir daí, tomei como prioridade a aquisição de um carro para não precisar mais pegar táxi nos finais de semana que estava de plantão.

  • Nilton

    É preciso SEMPRE memorizar (ou anotar) o número do táxi (ou a placa), ao ENTRAR no táxi, para depois poder denunciar. Minha filha sofreu o mesmo tipo de assédio. Pegou um táxi na Rodoviária (à tarde) e o motorista tentou sequestrá-la. Ela pulou do táxi, quando este parou numa sinaleira. Infelizmente, ela não tinha anotado o número.

  • Nilva

    Todo mundo está falando mal dos taxistas, estão julgando pela minoria. Meu marido foi taxista por 13 anos e sempre foi gentil e respeitoso com os passageiros. Ele e vários colegas já foram assaltados e desrespeitados nessa profissão em que ficam bem vulneráveis. Tenho amigas mulheres que são taxistas. Acho que tem que denunciar sim esses maus profissionais e quando pegarem um táxi e gostarem do motorista fiquem com o número dele e liguem. Ou chamem um táxi pela rádio que é bemmaia seguro.

  • Andreia

    Há alguns anos eu morava próximo ao shopping Total. Chegar na rodoviária no horário da noite é muito perigoso, então mesmo perto eu necessitava recorrer ao serviço de taxi. E por várias vezes fui xingada e em uma delas humilhada pelo motorista que não ligou o taxímetro e arrancou quando eu ainda descia do taxi. Fiz a denuncia na época mas duvido que ele tenha sido punido ou mesmo advertido.

  • Adonis

    Peguei um táxi no Santana para a Chácara das Pedras e de lá seguiria para o aeroporto, portanto, uma baita corrida. Acontece que além de o motorista ser um mal encarado dos diabos, mal educado e mal ajambrado, o carro estava impregnado do cheiro do gás que usava como combustível. O motorista mantinha as janelas escancaradas e pedi para que fechasse para ligar o ar condicionado, fechou de má vontade e aí percebi, finalmente, quão grave estava o mal cheiro. Ficou insuportável ficar dentro do carro. Imaginando que aquilo poderia inclusive explodir, pegar fogo, sei lá, na altura do Iguatemi, pedi que entrasse no estacionamento e finalizei a tortura ali. Desci com as malas e peguei outro táxi. Mas não esqueci do acontecido e, definitivamente, táxis em Porto Alegre são um perigo constante. Todo cuidado é pouco, especialmente, para as mulheres.

  • JGS

    Em janeiro, na noite de minha formatura, chamei um táxi pelo easy táxi para o restaurante em que estava comemorando. Sabendo da demora do aplicativo em responder, deixei rodando, levantei, fui ao banheiro e voltei, deu nem 2 minutos. O taxista havia respondido, porém a minha amiga não iria mais precisar do táxi. Tentei cancelar a corrida pelo aplicativo mas não consegui. Liguei para o taxista em questão e ouvi desaforos, do tipo que nunca mais chamasse táxi na vida e um “eu não estou brincando”. Ele chegou ao restaurante e ficou um tempão parado lá na frente, mais de 15 minutos. Saí com medo, pois meu namorado levaria eu e uma amiga em casa e depois voltaria para pegar outros amigos nossos. Foi a única vez que tive maiores problemas com taxista. Isso, claro, descontando as vezes em que me deram troco errado, fizeram volta maior ou foram irônicos quando indiquei tal caminho pois já tinha sido enrolada.

  • Ana

    Já peguei taxi na rodoviária até a garibaldi depois do cruzamento da independencia. o taxista jogou o troco no chão e ficou reclamando da corrida “curta”. hj em dia acabo perguntando primeiro se faz corridas curtas, mas sempre com pé atrás… já passei por várias situações constrangedoras, mas “felizmente” nenhuma tão grave qto as relatadas na matéria.

  • Jão Carlos Muños

    muitos trabalham drogados, se passarem pela Azenha com Marcilio Dias a noite verão o uso de drogas por taxistas na rua sem nenhuma preocupação.

  • Mariana

    Aqui no Rio de Janeiro já ocorreram casos em comigo. Em uma das vezes o motorista começou com um assunto qualquer e depois passou para perguntas sobre a vida pessoal. Quando soube que eu era solteira se tornou mais ousado e desrespeitoso. Foi constrangedor e desagradável. No dia seguinte, me enviou um pedido de amizade no facebook. Já para outro que eu não quis responder as perguntas de cunho pessoal, ficou contrariado e começou a fazer grosserias no táxi. Fiquei com medo. Em todas as vezes dei graças a Deus por não ter me acontecido nada, mas recentemente uma mulher que pegou um táxi aqui no Rio e em seguida adormeceu, foi estuprada.

  • Mariana
  • Pingback: ‘Eu posso garantir que o serviço de táxis é confiável’, diz Cappellari « Sul21()