29/mai/2013, 16h16min

Indíos não sairão de Belo Monte mesmo com reintegração de posse

É a segunda vez no mês que os indígenas ocupam o canteiro da Usina. No início de maio, um grupo de cerca de 200 pessoas invadiu Belo Monte para pedir que as obras fossem suspensas | Foto: International Rivers/ Flickr

Da Redação

A Justiça Federal de Altamira determinou nesta terça-feira (28) que seja realizada a reintegração de posse do canteiro de obras da Usina de Belo Monte que está ocupada desde segunda-feira por 170 indígenas. Eles reivindicam a suspensão dos trabalhos e estudos da hidrelétrica na Amazônia. O grupo que ocupa o terreno afirmou que não irá sair e teme que o governo repita o confronto ocorrido na aldeia Teles Pires no ano passado, quando a Polícia Federal assassinou um índio Munduruku e deixou dezenas de feridos.

Paygomuyatpu Munduruku, um dos líderes na ocupação, afirmou que o governo está tentando sufocar o movimento. “O governo está preparando uma tragédia. Nós não vamos sair daqui. O governo tem nos ignorado, ofendido, humilhado, assassinado”, disse. “Ele (o governo) já matou uma vez e vai matar de novo. Eles mataram porque nós somos contra as barragens”, explicou. Os indígenas se mostraram “ofendidos” com a declaração do ministro Gilberto Carvalho à rede Globo de que ele não teria sido “comunicado oficialmente” sobre a vontade dos Munduruku de se reunirem com o governo federal.

O advogado do grupo, Adelar Cupsinski, pediu a suspensão da reintegração de posse para que seja evitado um conflito. O prazo legal para a retirada termina nesta quarta-feira (29) às 17h.

Os índios também afirmaram estar sofrendo ameaças e intimidações dos policiais que residem no canteiro e que estão cercando o empreendimento. O grupo indígena exige a presença do governo federal, na figura do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, ou da presidente Dilma Rousseff.

Com informações do site Xingu Vivo e da Agência Brasil 

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8 comentários para “Indíos não sairão de Belo Monte mesmo com reintegração de posse”

  1. Flavia disse:

    É, as árvores em Porto Alegre e em São Paulo, assim como o povo Munduruku em Belo Monte estão atravancando o projeto desenvolvimentista de Fortunati, Haddad, Rousseff e cia. Deus me livre esse tal progresso!

  2. felipe disse:

    Aguante, guerreiros indígenas. Nós sabemos que vocês são os verdadeiros proprietários e não esqueceremos. Força.

  3. Carlos disse:

    Tudo bem Milton, que o Felipe possa ter sido um pouco ingênuo no comentário, mas chamar os índios de ignorantes é uma tremenda hipocrisia, tu conheces algum índio? Já morou em alguma aldeia? Não né? Então por que não te cala, como diria o rei da espanha.

  4. Walfredo disse:

    Os índios não receberam educação formal, por opção política que quem, no passado, preferiu mantê-los na ignorância, deixando de investir em sua plena educação, em nome da defesa de sua cultura. O que é um absurdo, afinal, todos os povos merecem ter acesso à informação de qualidade e à ciência. Ninguém deve ser condenado a viver longe da escola, escola de qualidade, que leve à universidade e ao máximo de conhecimento disponível. Agora, o que querem os índios no caso? Dinheiro do governo federal? Quanto? Quem vai receber e destinar aos demais? Não é possível, que a essa altura do campeonato eles queiram paralisar, mais uma vez, as obras de Belo Monte.

  5. Estes índios são os mesmos que venderam por US$ 120 milhões os direitos sobre uma área com 16 vezes o tamanho da cidade de São Paulo em plena floresta amazônica para uma empresa estrangeira. Menos mal que a Advocacia Geral da União a tempo deu parecer contrário quanto à legalidade dos tais contratos de venda de créditos de carbono entre empresas estrangeiras e os “inocentes índios”.
    E agora vem o melhor, não é só os créditos de carbono que servem de cortina de fumaça, mas o que mais interessa são as riquezas minerais que está no subsolo das “terras dos índios” e não podemos esquecer que essas terras “ainda” fazem parte do Brasil.
    Como ousam citar frase do rei da Espanha?
    Um rei assassíno de animais na Africa e que ao mesmo tempo também é presidente de honra da WWF-Espanha.
    A melhor forma de acabar com o Brasil, é colocar o brasileiro contra o brasileiro.
    É subverter valores, é ridicularizar o interesse vital e estratégico do Brasil em função de uma visão simplista criada e incentivada por ONGs internacionais as quais financiam simbioticamente os interesses de alguns indigenistas que usam ipod e falam inglês, financiam campanhas publicitarias para desmoralizar o governo brasileiro.
    Ser contra a usina de Belo Monte é ser a favor da internacionalização da Amazônia, é ser a favor das ONGs estrangeiras que lá estão a muito tempo tirando proveito de nossas riquezas.

  6. felipe disse:

    Não entendi o porquê de ingênuo, carlos, mas tudo bem. “milton”, todo mundo aqui sabe que tu é um reaça retardado, que já postou muita babaquice. Não vou discutir contigo, afinal, discutir com um cara que não tem o mínimo argumento para falar sobre indígenas não merece meu tempo. O lugar que tu tá sentado, agora, já foi deles, seu imundo.

  7. Fernando disse:

    Burgos Cãogrino, acertaste na mosca.

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