26/nov/2012, 15h48min

Empresa aérea quer negar direito à pensão aos casais do mesmo sexo

O casamento homossexual foi aprovado por voto popular no estado de Washington nas eleições do dia 2 de novembro | Foto: joseanavas/Flickr

Da Redação

A aprovação do casamento homossexual no estado de Washington, nos Estados Unidos, vem gerando polêmica entre funcionários e sindicatos de empresas. Na semana passada, a empresa aérea estadunidense Boeing afirmou aos membros de seu sindicato que pretende negar o pagamento de pensão a um cônjuge de um funcionário falecido caso o casal seja homossexual, apesar da recente aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo no estado de Washington.

Representando 23 mil engenheiros e técnicos da Boeing, o diretor executivo da Sociedade dos Engenheiros Profissionais da Aviação (SPEEA), Ray Goforth, afirmou que a posição da empresa demonstra que “empregados podem ser discriminados com base em quem eles são”.

Goforth explicou que o sindicato batalha há tempo pelo pagamento de pensão aos parceiros de casais do mesmo sexo que possam vir a falecer, mas sem sucesso. Desde que o voto popular aprovou o casamento homossexual em Washington, o sindicato reformulou o pedido, pedindo que o benefício se estenda aos funcionários da empresa casados com pessoas do mesmo sexo.

“A resposta foi que eles não têm nenhuma intenção de fornecer a pensão simplesmente porque eles não precisam”, contou Goforth. Os representantes da Boeing disseram a ele que o pagamento de pensão é regulamentado pela lei federal, que não conhece o casamento homossexual.

Mas após Goforth e o sindicato virem à público a respeito da posição da empresa, um porta-voz da Boing afirmou que “qualquer declaração que diga que a Boeing discrimina é falsa e, francamente, ofensiva”. Na tarde do dia 21 de novembro, a empresa emitiu um comunicado informando os funcionários de que irá analisar os impactos da aprovação do casamento homossexual no estado na política da corporação.

Porém, falando em nome do sindicato, Goforth disse que a empresa se posicionou de maneira muito firme. “Eles foram claros nas negociações, disseram que não iriam honrar a lei do estado de Washington no que diz respeito a essa questão”, afirmou.

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