14/fev/2017, 13h53min

Crescimento do desemprego na RMPA atinge pior nível na década, mas ainda abaixo de 1998/99, aponta FEE

Desemprego está em alta desde 2014 | Foto: Arquivo EBC

Da Redação

Um estudo publicado na Carta de Conjuntura da Fundação de Economia e Estatística do RS de fevereiro, divulgado nesta terça-feira (14), aponta que a Região Metropolitana de Porto Alegre fechou o ano de 2016 com a taxa de desemprego na casa de 10,7% da população economicamente ativa (PEA). Esta índice representa um crescimento expressivo do número de desempregados em relação a 2014, quando estava em 5,9%. No entanto, está ainda abaixo do seu maior pico de crescimento anterior, registrado entre os anos de 1998 e 1999, quando a taxa alcançou 19% da PEA e um crescimento de 5,6% em dois anos (em relação a 1997).

No artigo “Desemprego na RMPA: uma comparação entre 1998-1999 e 2015-2016”, o pesquisador Raul Luis Assumpção Bastos faz uma comparação entre os dois períodos de maior crescimento do desemprego recente na Região Metropolitana. Ele demonstra que, após a estabilização monetária, em 1994, o desemprego registrou queda no País, o que se estendeu até 1995. A partir de 1996, porém, em um período de baixa crescimento e “reestruturação produtiva”, o desemprego começa a crescer, atingindo o nível máximo em 1999, quando atinge a marca de 19% da PEA na Região Metropolitana.

Entre 2000 e 2003, alternam-se períodos de queda e crescimento do desemprego. A partir de 2004
inicia-se um período quase constante de queda de desemprego – excetuado apenas por 2009, em
razão da crise econômica internacional -, que se estende até 2014, quando a taxa de desemprego na RPMA atingiu a marca de 5,9% da PEA. Em 2015, com a nova crise econômica, esse percentual saltou para 8,7% e, em 2016, para 10,7%.

Fonte: FEE-RS

No entanto, o pesquisador aponta que há uma distinção entre os dois períodos, uma vez que o aumento do desemprego entre 1996 e 1999 resultaria do aumento em larga escala da oferta de força de trabalho, acima da capacidade de geração de empregos do mercado, e, entre 2015 e 2016, de uma forte redução no nível ocupacional. Entre 1998 e 1999, houve a criação de 77 mil postos de trabalho na RMPA, mas, ao mesmo tempo, 196 mil pessoas ingressaram no mercado de trabalho, o que representou um aumento de 119 mil desempregados.

Já em 2015 e 2016, houve uma contratação de 114 mil postos de trabalho e a saída de 25 mil pessoas da força de trabalho, resultando em um aumento de 89 mil no número de desempregados.



 

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