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Decreto que normatiza bares da Cidade Baixa será permanente

Músicos realizaram mobilização para garantir música ao vivo nos bares da Cidade Baixa | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Samir Oliveira

Em audiência pública na noite desta quarta-feira (1), o grupo de trabalho criado para discutir o funcionamento dos bares no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, optou por manter em caráter permanente o decreto 17.766, que normatiza o tema. Pelo texto, editado pelo prefeito José Fortunati (PDT), os bares e restaurantes do bairro ficam abertos até a 1h da madrugada durante a semana e até as 2h nas sextas, sábados e vésperas de feriado.

A polêmica sobre o funcionamento dos bares da Cidade Baixa veio à tona no início de novembro de 2011, quando a Secretaria Municipal de Produção, Indústria e Comércio (SMIC) realizou a Operação Sossego e interditou 22 estabelecimentos no bairro. Desde então, a prefeitura vem intermediando o debate entre moradores, frequentadores e donos de bares na região. Com a decisão da maioria do grupo de trabalho nesta quarta-feira – foram 250 votos contra 2 -, o prefeito deverá editar o mesmo decreto novamente, até sexta-feira, só que, dessa vez, em caráter permanente.

O titular da SMIC, Omar Ferri Júnior (PMDB), considera que a decisão de apoio ao decreto significou a harmonização do bairro. “Estamos conseguindo uma harmonização da Cidade Baixa. Foi uma vitória dos moradores, dos empresários e dos músicos”, salientou. O secretário aponta que, de acordo com dados da Brigada Militar, as ocorrências no bairro diminuíram durante os 90 dias em que o decreto esteve em vigência.

Omar Ferri Júnior ressalta que a intenção da prefeitura é continuar reunindo o grupo de trabalho e deliberar sobre outros temas, como a demanda, por parte dos empresários, de que seja permitido a existência de barres próximos uns aos outros na rua José do Patrocínio – a chamada “polarização”, que já é permitida nas ruas João Alfredo, República e Lima e Silva.

A vereadora Fernanda Melchionna (PSOL), que acompanha o assunto e estava na reunião do grupo de trabalho, também comemora a decisão de manter o decreto. “Perto do que tínhamos antes, é um avanço e foi construído a partir da mobilização da juventude e dos músicos, que derrotaram o projeto de ceder a Cidade Baixa à especulação imobiliária e elitizar os espaços culturais da cidade”, avalia. Fernanda conta que o grupo também acolheu a determinação de que os bares não precisam de alvará específico para comportar a apresentação de música ao vivo até a meia-noite.

Comentários (10)
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Comentário de: Ary | 1 de agosto de 2012 | 23:02

Defendo a criação da Bolsa-Bar: Os proprietários ganhariam uma certa quantia para fecharem seus estabelecimentos a paretir das 23 horas. Isso reduziria a violência. Duvido que haja o mesmo entusiasmo para a defesa das escolas em tempo integral, por exemplo. Bem, na impossibilidade da educação, talvez a ignorância seja a melhor alternativa.

Comentário de: Melissa | 2 de agosto de 2012 | 2:14

Que ótima ideia, Ary. Só que ao contrário.

Comentário de: marianomonkey | 2 de agosto de 2012 | 10:40

Ary, Educação?

Isso não existe no país, apenas em época de eleição se fala diessa “coisa”, depois fica tudo na mesma…

Comentário de: Olavo | 2 de agosto de 2012 | 11:25

Marianomonkey falou tá falado. hehehe

Comentário de: Leonardo Bomfim | 2 de agosto de 2012 | 11:34

Impressionante como a “educação” sempre serve de mote para comentários reacionários. Mas não deixa de ser um alerta. Afinal, a educação é sempre uma educação.

Sobre a assembleia, a questão principal, que vai além de horários e bares, é que o atual governo quer tirar as pessoas das ruas. É o discurso: “aglomeração” é algo que deve ser combatido, disse o responsável pela Smic.
O negócio é casa-bar-casa-bar. Rua é só para se locomover.

Tudo bem que Porto Alegre é provinciana, mas não é um cemitério. Felizmente a enorme maioria na assembleia deixou claro que não concorda com isso. Engraçado ver a turminha da Smic lá, claramente deslocada e dando a impressão de que nada conhece da vida no bairro.

Comentário de: matheus | 2 de agosto de 2012 | 13:53

o élio vai abrir?

Comentário de: Denis | 2 de agosto de 2012 | 14:04

Deveriam criar um bolsa-blog…assim, desmiolados como o mariano monkey e caretóides velhacos como o ary, poderiam debater a vontade sobre sua visão de mundo.

Comentário de: João da Silva | 2 de agosto de 2012 | 20:34

Quem sabe não fechamos todo os bares da cidade baixa e abrimos inúmeras igrejas, sinagogas e etc. Visto o grande número de gente “ordeira” ou “cordeira”, como preferirem, teria amplo apoio.

Baita ideia hein ô!

Comentário de: Juliaura da Luz Bauer | 3 de agosto de 2012 | 10:04

A Praça Garibáldi é do povo
Como o chão daqui é de Zumbi
Um samba novo, um roquifri
Vai com ceva e com refri e xi com ovo

A República é livre e da gente
O general lima silva se esfoça na patente
Minha calçada tá novinha, sente
só não tem cama nova pra pobre carente

Educação pra quê, mirmã, mermão?
pra levar a boiada no camburão?
Exibir arma em buteco em clara masturbação
Fazer da vida das pessoas cemitério São João

Tem luz, tem vida, tem alegria
Não é Gê, não é.
No livro do Gênesis já dizia
Verbo no rincípio, é: Fiat Lux.

Segurança só no fósforo.
Dura lex, sed lex,
vai um corte no Cabelo?
Tira daqui teu bedelho
Um fone de ouvido por sedex.

Também sempre pode pegar um samburá
e ir pra Maracangalha pescar, sem a Nália.
Vá! Já!

Comentário de: virginia | 3 de agosto de 2012 | 11:07

Na redenção e no gasometro não há venda de cerveja na rua prq a prefeitura entende que isso é um modo de evitar a embriagues. Na cidade baixa os bares e restaurantes tem horário delimitado para funcionarem.
Eu quero ter o direito de beber minha cerveja, sem que o governo da provincia pense saber o que seja melhor pra mim. Quem decide por mim, sou eu!Viva Porto Alegre provinciana!!!!

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