Pedro Palaoro

A profissionalização dos ranzinzas

Quando se protesta de dia, se atrapalha o trânsito; Quando se protesta a noite, se está atrapalhando o descanso; Quando se bebe, se está fazendo algazarra para atrapalhar o sono; Quando se anda de bicicleta no meio da rua, se está atrapalhando o trânsito (de novo); Quando não se anda de carro, se é contra eles; Quando se dorme a noite, se é contra os notívagos; Quando se dirige, se é contra os ciclistas; Quando se quer paz, se está contra os entusiasmados.

Porto Alegre está virando uma cidade aonde seus moradores são ranzinzas profissionais. Parece que as pessoas não chegaram a pensar que todos vivemos em uma CIDADE. Porto Alegre é a maior cidade em mais de mil quilômetros de distância. Tensões sociais são muito comuns, mas intolerância é totalmente inaceitável.

Leia mais.

Tags:

Comentários (12)
» Deixe seu comentário
Comentário de: Felipe X | 7 de agosto de 2012 | 13:27

Jogou milhares de discussões num mesmo saco. Generalizações sempre são perigosas.

Comentário de: Berbacha | 7 de agosto de 2012 | 13:45

Grande Felipe!
“Generalizações SEMPRE são perigosas” é a expressão perfeita para confirmar e ao mesmo tempo refutar a própria teoria! hehehehe

Comentário de: JotaEsse | 7 de agosto de 2012 | 13:53

Apesar de jogar tudo no mesmo saco (como disse o Felipéx), é inegável que o nível de intolerância dos portoalegrenses é preocupante.

Comentário de: Denis | 8 de agosto de 2012 | 13:02

Não vejo nada de errado no texto. Ele não procurou dar solução a todas as “ranzinzanices” de todos. Mas sim estimular a discussão sobre o quanto somos intolerantes e autocráticos…todos nós…

Comentário de: Pedro Carraro | 8 de agosto de 2012 | 23:01

As falhas do texto estão aqui “A Bairro Cidade Baixa e o Bairro Independência em Porto Alegre, pontos de discussão nos últimos meses, são dois dos bairros mais centrais da metrópole que envolve mais de 3 milhões de pessoas. Se você realmente quiser CALMARIA, vamos pensar, esse não deve ser um dos locais escolhidos, não é mesmo?” e aqui “Mas é absolutamente ridículo você reclamar do barulho durante a noite se você vive no bairro mais boêmio de toda a sua comunidade.” Por quê? Porque quem reclama chegou antes, chegou quando estes locais não eram redutos da boêmia ou coisa que o valha, ou a boêmia tinha mais educação e bom senso.

Comentário de: Gabriel | 9 de agosto de 2012 | 14:57

E digo mais, Felipe, nenhuma generalização é boa! KKKK!

Comentário de: Teddy | 10 de agosto de 2012 | 0:54

Concordo com o Pedro. Ao menos o Bairro Independência, até bem pouco tempo atrás não vivia o caos noturno no qual está inserido hoje com a coexistência do Bambus, Cabaret do Beco e Beco da Independência. Graças a esses 3 estabelecimentos funcionando em conjunto, temos hoje o fenômeno do fluxo de pessoas até quase de manhã cedo, saindo de um dos bares e indo para outro. O problema é que as pessoas saem bêbadas dos bares e gritam/cantam/quebram coisas na rua, acordando os moradores que precisam acordar cedo de manhã.
Isso não acontecia há 5, 10 anos atrás. Então, se tem alguém que deveria “se mudar”, não deveriam ser os moradores, mas quem chegou por último.

Obs: Agora é 0h54min da madrugada de sexta, e só estou aqui acordado (tenho que acordar às 7h para trabalhar) pois perdi o sono com esses chatos que passam gritando aqui. É tão difícil conversar em tom civilizado?
Achar isso ruim é ser ranzinza? Então eu sou!

Comentário de: Fátima Avila | 10 de agosto de 2012 | 6:24

Discordo do Teddy. Morei durante doze anos na Av. Independência (praticamente ao lado dos bares) e saí há 5 anos. Desde que fui morar por lá, em 1994, havia barulho na rua SIM! Ou seja, cheguei após a boemia… E me incomodei bastante, diga-se de passagem, mas ciente da condição de moradora de um bairro extremamente ruidoso, não só pelos bares mas pelo tráfego pesado. É interessante que, sendo um bairro quase central, seus moradores querem um sossego dos bairros tradicionais. Até o Shopping Total sofreu tentativas de boicote, pois iria produzir excessivo (!!!) aumento de veículos na região. Mas, enfim, saí da avenida, mas fiquei no bairro, mais próximo do shopping, que não é a oitava maravilha, mas quebra um tremendo galho!

Comentário de: Teddy | 10 de agosto de 2012 | 13:03

Os moradores não querem um “sossego de bairro tradicional”, só querem poder dormir à noite. São coisas diferentes. Que a Independência é um bairro barulhento ao longo do dia, isto todos sabem e não é contra isso que os moradores se incomodam. O problema é à noite. À noite.

E, com certeza, é nos últimos tempos que o problema se agravou. Moramos (minha família) em distintos pontos da Av. Independência há quase 30 anos e não, não foi sempre assim. Antes tínhamos barulho, é verdade, mas não dessa forma com arruça TODAS as semanas, umas QUATRO NOITES, das 0h às 5h. Isso, dessa forma, não existia antes.

Até porque antes não tínhamos esse enorme fluxo noturno de pessoas desde o início da Independência até quase o fim da avenida, pela coexistência dos bares. Tínhamos um pouco, mas agora a coisa degringolou. Tanto é que somente agora (2008) teve de ser criada uma associação de moradores que passou a reclamar, pois a situação está demais.

Comentário de: Anonimo | 10 de agosto de 2012 | 13:40

Qual a solução para os problemas? Segundo os críticos da “arruaça”, deve-se ou fechar os bares ou impedir os “jovens vândalos arruaceiros” de saírem nas ruas. Me parece óbvio que centenas de jovens aglomerados, mesmo que sejam jovens “puros” do CLJ conversando, façam um barulho razoável.
Acho que existe também um certo preconceito com os jovens frequentadores dos bairros alternativos, pois no geral eles possuem visual e atitudes diferentes, muitas vezes chocantes para as pessoas mais tradicionais. No bairro Moinhos de Vento, frequentado em sua maioria por pessoas “de bem”, mais adequadas aos padrões impostos pela sociedade, vemos os mesmo problemas que nos outros bairros, como muito barulho, jovens bêbados, brigas, consumo de drogas, etc, algo que ocorre em qualquer lugar onde haja uma grande aglomeração de pessoas, mas não vemos a mesma energia contra a “arruaça”.
Creio que a discussão é mais ampla sobre os bairros onde ainda existe a boemia, pois nestes lugares existe uma proporção de vários frequentadores para cada morador.
Fica dúvida sobre quem tem mais direito, os moradores ou frequentadores?

Comentário de: Martello | 10 de agosto de 2012 | 22:29

Se Porto Alegre não fosse a capital mundial do protesto eu concordaria com o texto.

Comentário de: Vítor | 11 de agosto de 2012 | 13:01

Falta de planejamento, a raiz de nossos problemas. Frequento a CB e a idependencia e entendo o dilema destas pessoas moradoras. Imaginem, tu gasta 200 mil em um ap, do nada, vem bares se instalar embaixo dele e logo após sua vida vira um inferno por não conseguir dormir as noites de sexta/sabado/domingo. Agora, o que irrita é que a SMIC fecha só os bares da Ramiro Barcelos, não vejo ela fechar os grandes da Lima e Silva – Vide pinguin e alguns do solar.

* Campos obrigatórios
O espaço de comentários do Sul21 pode ser moderado.
Não serão aceitas mensagens:
  1. que violem qualquer norma vigente no Brasil, seja municipal, estadual ou federal;
  2. que contenham conteúdo calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade, ou que desrespeite a privacidade alheia;
  3. que contenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas;
  4. que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica;
  5. de cunho comercial e/ou pertencentes a correntes ou pirâmides de qualquer espécie;
  6. que caracterizem prática de spam;
  7. anônimas ou assinadas com e-mail falso;
  8. fora do contexto da matéria;
  9. exclusivamente em caixa alta;
  10. com mais de dois mil caracteres.