Todos os Fogos o Fogo

Os Conflitos por Terra e o Impeachment de Lugo

Está em curso no Paraguai um golpe de Estado travestido de processo de impeachment. A oposição contra o presidente Fernando Lugo usa seu controle do Congresso para tentar apoderar-se do cargo e estar no poder para manejar as eleições de 2013. O pretexto utilizado são conflitos agrários nos quais o mandatário não teve responsabilidade direta. Falei ontem à Globo News a respeito do tema, este texto aprofunda minha entrevista.

O Paraguai ainda é um país de forte caráter rural, que na última década teve significativa expansão do agronegócio, sobretudo soja e algodão. Empresas brasileiras estão muito presentes nesse setor. O processo aprofundou a concentração de terras, que tem piorado desde as manipulações da longa ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989), que distribuiu propriedades para seus aliados. Muitos pequenos camponeses perderam seus sítios e fazendas e engrossaram as fileiras de um ativo movimento de sem-terras, uma das bases de apoio a Lugo.

Leia mais.

Tags:

Comentários (4)
» Deixe seu comentário
Comentário de: Marcondes Lip | 22 de junho de 2012 | 10:33

O que acontece com o Paraguai é um preludio do que o futuro nos reseva.Com discriminações de nacionais, afloram conflitos por grupos se aglutinando por poder e riquezas, ostentando e se escudando em bandeiras diversas: ambientais, direitos humanos,minorias e ideologias,de enfraquecimentos das autoridades até com a conivencias destas, os financiando.

Comentário de: elianesilva | 22 de junho de 2012 | 18:21

Fora os golpista que dá um golpe na cara de pau, contra lugo, so porque ele quer acabar com a míseria.

Comentário de: jonas /RS | 23 de junho de 2012 | 1:07

É bom lembrar que se na reintegração de posse os caras não tivessem extrapolado,nada disso teria acontecido. Quem pagou o pato foi o governante que os próprios invasores,apesar dos pesares,apoiavam. O abuso é sempre uma arma apontada para o abusado,é bom que nos lembremos sempre,quando se resolve querer mudar a mentalidade das pessoas na marra dá nisso: Efeito contrário ao que se esperava obter. Quem lidera massas têm de ter responsabilidade no uso dessa liderança,se bancar o ditadorzinho,ou o estimulador de rebeldiazinhas,pode perder o controle dessa massa e acaba perdendo até o que tinha. Eu percebo que as esquerdas do Brasil querem introduzir uma nova ordem na marra e já não são crianças,sabem que não se improvisa hábitos e costumes,que não se coloca um filme na frente das pessoas pra elas verem na marra. Ou seja,não se coloca um padrão de comportamento como aquilo que vale daqui para diante,e se EXIJA que os outros o adotem. Ainda bem que e Dilma é uma pessoa que sabe o que quero dizer,pois,é de um tempo em que isso surtiu efeito contrário ao planejado. Que se não fosse ela hoje,muito provavelmente os radicais do “vai ou racha a cabeça do povo”,que são as minorias TODAS (graças a Deus) já nos teria transformados num Paraguai. Abuso ninguém quer,ninguém gosta,pra si,mas,sempre se quer impor aos outros,pra ver se estão atentos… Foi golpe sim,mas,a chance pra que ele se desse foi os eleitores do lugo que deram.

Comentário de: sonia | 23 de junho de 2012 | 18:22

Quem gosta de golpe é a direita e não me consta que foram eleitores de Lugo. Qualquer um, na América Latina, que der vez e voz ao povo é alvo de ataque da direita via mídia golpista. Dilma que se cuide, pois tem muitos aqui no país com saudade dos coturnos. Lamentável retrocesso político no Paraguai. Perde o povo e ganha o Latifundio. Mais uma vez.

* Campos obrigatórios
O espaço de comentários do Sul21 pode ser moderado.
Não serão aceitas mensagens:
  1. que violem qualquer norma vigente no Brasil, seja municipal, estadual ou federal;
  2. que contenham conteúdo calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade, ou que desrespeite a privacidade alheia;
  3. que contenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas;
  4. que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica;
  5. de cunho comercial e/ou pertencentes a correntes ou pirâmides de qualquer espécie;
  6. que caracterizem prática de spam;
  7. anônimas ou assinadas com e-mail falso;
  8. fora do contexto da matéria;
  9. exclusivamente em caixa alta;
  10. com mais de dois mil caracteres.