Política

CNJ pode definir cotas para negros e índios em concursos na magistratura

Da Redação

Na próxima terça-feira (5), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) analisará a proposta de uma advogada indígena para que o Judiciário adote sistema de cotas raciais em concursos para juízes e servidores.

No requerimento protocolado no início de maio, a advogada Juliene Cunha pede que o CNJ adote políticas afirmativas para ingresso de índios e negros na magistratura. Relator do processo, o conselheiro Jefferson Kravchychyn acredita que a discussão não poderá ser concluída no próprio CNJ, já que a proposta exige alterações legislativas.

“O requerimento é para que o CNJ determine cotas para ingresso na magistratura e servidores do Judiciário, mas a iniciativa depende de projeto de lei e alteração da própria Loman [Lei Orgânica da Magistratura], que é a regra seguida para ingresso na carreira de juiz”, explicou o conselheiro à Agência Brasil.

Segundo Kravchychyn, a votação no CNJ tem dois resultados possíveis. Se a proposta for rejeitada, o pedido da advogada é arquivado. Caso o requerimento seja aprovado, os conselheiros deverão montar um grupo de trabalho para analisar os critérios de um sistema de cotas segundo o cenário étnico do país.

“O assunto é complexo, pois teríamos que ver a questão de todas as minorias, não só de negros e índios. Além disso, teríamos que fazer um levantamento, pois não podemos instituir cotas para índios, por exemplo, se não houver um número suficiente deles formados em direito”, disse Kravchychyn.

A reserva de vagas para beneficiar grupos socialmente excluídos vem ganhando cada vez mais espaço nos últimos 20 anos. Uma das primeiras medidas de impacto veio com a Lei nº 8.213, de 1991, que criou cotas para contratação de pessoas com deficiência nas empresas. Nos anos 2000, várias universidades aderiram a sistemas de cotas raciais e sociais para ingresso de alunos. Em 2011, o Ministério das Relações Exteriores adotou cotas para negros no concurso para diplomata.

Com informações da Agência Brasil

Comentários (6)
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Comentário de: denis | 4 de junho de 2012 | 9:19

As favas com o notório saber jurídico. O cara pode ter uma média muito abaixo dos outros e entrar pela cor da pele. As coisas tomarão uma direção oposta do que se quer. A sociedade brasileira ficara estratificada com base na cor da pele das pessoas.

Comentário de: marcos antonio einsfeld | 4 de junho de 2012 | 12:28

sou a favor de cotas ,pois elas estabeleçerão a igualdade no serviço publico e universidades .

Comentário de: Savio Henrique | 4 de junho de 2012 | 13:54

É inevitável as cotas chegarem também aos concurso puplicos!os tempos são outros…

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Comentário de: Julianao Faria | 22 de outubro de 2012 | 14:46

O problema não é ter cotas pra negros. A meu ver o problema é se o governo vai melhorar o ensino nas escolas públicas que são de maioria negra.

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