Opinião Pública
A cena política no capitalismo contemporâneo: do retorno do Mouro à resistência dos Dinossauros*
Por Anderson Luiz Machado dos Santos
Texto dedicado a: Professor Diorge Alceno Konrad (Doutor em História Social do Brasil pela Unicamp); as estudantes do curso de Serviço Social da UFSM, Adriele Manjabosco, Bruna Surdi e Cíntia Florence, pois o rico debate que realizamos na Primeira Semana Acadêmica do Curso de Serviço Social da UFSM, foi determinante para a elaboração do mesmo; ao amigo e camarada Roberto Miotto Flech, pelos ajustes formais e questões levantadas, sem quais não tornaria público este artigo.
É inegável que o capitalismo tornou-se a forma de organização econômica, social, política e cultural dominante em nosso tempo. Entretanto, esse modo de produzir e reproduzir a vida nas diferentes formações sociais e espaços do planeta adentra a segunda década do século XXI sob o prelúdio de uma nova crise, iniciada na especulação do sistema imobiliário norte-americano e convertida em uma crise do capital financeiro e de seu espectro político – o neoliberalismo.
Essa situação de crise do capitalismo suscita diferentes reações, oriundas de posições políticos que vão da direita à esquerda (para aqueles que ainda partilham da concepção de que direita e esquerda são matrizes políticas passíveis de distinção). Nesse curso, emergem movimentos como o Ocupe Wall Street, que despertou certo apelo entre as forças sociais e políticas de esquerda, nas diferentes regiões do mundo. Enquanto isso, paralelamente, o Departamento de Estado Norte-Americano, apresenta saídas com medidas que não se contrapõem a hegemonia do capital financeiro. Ao mesmo tempo, mantém a política belicista no Oriente Médio, como um de seus sustentáculos econômicos, políticos e ideológicos – sob prisma da guerra ao terror – e fortalece o belicismo do capitalismo norte-americano, falseado pela idéia de Freedom and Democracy, expressões da ideologia liberal-burguesa difundida pelos representantes políticos da maior potência capitalista do século XX, nas mais distintas regiões.
Por sua vez, a chamada Primavera Árabe no norte do continente africano, traz a tona lutas democrático-populares, em um contexto de formações sociais marcadas pelo conservadorismo religioso, pelo baixo grau de democratização dos direitos sociais e políticos, oriundos, em última instância, do colonialismo imperialista. Mas que, por mais relevantes que sejam, mantém-se a Primavera Árabe, nos limites do sistema democrático-burguês.
Na Europa, os impactos recentes da crise fazem emergir movimentos que vão desde o retorno do chauvinisme, no velho continente (o qual se constitui em uma reação política ultra-conservadora no contexto da crise), aos movimentos de criticas às saídas neoliberais, da austeridade fiscal e corte de direitos historicamente conquistados nas lutas vigentes no interior do capitalismo do velho continente. É o que se pode acompanhar através dos exemplos da Grécia, Espanha e Portugal. Da associação entre a luta pela manutenção de direitos sociais conquistados no curso do capitalismo com a luta político-eleitoral, emergem seus primeiros desdobramentos, como a eleição do socialista Fraçois Hollande na França. Mas, cabe destacar, a distância entre os partidos socialistas na Europa e o espectro político do neoliberalismo, possuem uma linha tênue.
Da Ásia sopram os ventos do crescimento econômico chinês e suas relações multilaterais que ameaçam a hegemonia econômica e política norte-americana. Porém, no terreno ideológico e cultural, a posição do Partido Comunista Chinês (PCC), de convivência pacífica com o capitalismo para desenvolver as forças produtivas do país, em curso desde a moderna China inaugurada por Deng Xiaoping, gera pouco apelo na luta política entre aqueles que partilham da tese para a qual a China continua em um momento de transição. Contudo, os rumos que tomarão essa transição não dependem apenas das expectativas e disposições do povo chinês, nem tão somente do Partido que dirige seu Estado, mas também das batalhas no terreno político internacional.
A América Latina, após o impacto do neoliberalismo entre as décadas de 1980 e 1990, desponta nesse cenário como um pólo de resistência, em virtude da conversão das lutas anti-neoliberais em ascensão institucional por forças de centro-esquerda e progressistas em diversos países. Contudo, o que se pode dizer acerca da situação política na América Latina é que a presença institucional de forças de centro-esquerda e progressistas no interior do Estado, associada ao fracionamento de setores das burguesias nacionais em suas formações sociais capitalistas, em variados e diferentes graus, tem impulsionado projetos de desenvolvimento, que vislumbram a superação do neoliberalismo como modelo de desenvolvimento econômico e social, nesta região do continente americano. A depender do patamar da luta de classes nos diferentes países dessa região, do grau de capitulação de tais forças ao acomodaram-se nos espaços de poder do Estado-burguês, bem como da atuação norte-americana no terreno internacional e continental, essas experiências tanto poderão ser derrotadas quanto converterem-se em um pólo atrativo de lutas, não somente anti-neoliberais, mas anti-capitalistas. O recente processo instaurado na República Del Paraguay converge com tais questões.
Paralelamente à reação, se recolocam alguns debates acerca das possibilidades de agir e pensar em direção a um novo mundo, distinto do construído pelo último estágio da globalização capitalista. As diferentes reações políticas (nos campos da direita e esquerda) e as discussões filosóficas, ideológicas e culturais entre matrizes de pensamento diversas, tanto quanto seus impactos na esfera de ação política dos variados sujeitos históricos, explicitam a complexidade da cena política no curso da crise do capitalismo contemporâneo.
Para compreender esse cenário, é importante ter em mente que desde o final da década de 1970 o capitalismo vivenciou uma nova ofensiva, em escala mundial. Duas variáveis contribuíram para tal: a primeira, residiu na vitória do capitalismo contra as principais forças que se apresentavam como suas alternativas. A segunda, residiu em seu novo regime de acumulação, traduzido no campo político sob o nome de neoliberalismo. No imediato pós II Guerra Mundial, as principais forças de oposição ao capitalismo, representadas pelas lutas socialistas associadas às lutas anti-imperialistas na Ásia, África, América Latina e Caribenha, no período de meados da década 1940 até final da década 1970, adquiriram uma força seminal, cujas últimas expressões foram: a vitória da Frente Nacional para a Libertação do Vietname (FNL) contra os norte-americanos (1975) e a derrubada da ditadura Somozista pela Frente Sandinista de Libertação Nacional na Nicarágua (1979). Por sua vez, a superação da crise política e econômica que resultou em uma nova ofensiva mundial do capitalismo, residiu num novo regime de acumulação do capital, estruturado após a Crise do Petróleo. O capital financeiro assumiu seu comando e o neoliberalismo foi sua expressão na batalha política, ideológica e cultural, sob a idéia de um novo projeto de desenvolvimento econômico-social.
Esse novo regime de acumulação e suas expressões políticas, ideológicas e culturais, passaram a ganhar um novo terreno no espaço mundial, ao passo que o socialismo (o qual constitui um período de transição na luta para construir uma nova forma de organização da vida em sociedade), passou a entrar em crise. Crise de suas experiências concretas e de seus referenciais filosóficos, ideológicos e culturais. As expressões paradigmáticas disso foram a crise do socialismo no leste europeu, a reestruturação chinesa, sob a premissa da necessidade de desenvolver suas forças produtivas e o fim da União Soviética. Mais recentemente, o processo de reestruturação do socialismo em Cuba, explicita ainda mais a situação de defensiva estratégica que a luta socialista vem passando das últimas décadas do século XX ao início do século XXI.
Esse cenário, em que o capitalismo apresentava-se como a forma mais desenvolvida de organização econômica, social, política e cultural da vida em sociedade, pode ser interpretado como uma nova ofensiva capitalista. Paralelamente, as experiências concretas, tomadas como referenciais para luta política no campo socialista, encontravam-se profundamente abaladas. Os sujeitos históricos que vislumbram opor-se ao capitalismo, ao mesmo tempo em que foram – e continuam a ser – amplamente combatidos, passaram a enfrentar uma profunda descaracterização de sua visão de mundo, nos diferentes ambientes culturais de ação política.
Nesse processo, aqueles que partilhavam de algumas teses ou procuravam desenvolver o pensamento elaborado a partir de um sujeito conhecido na Europa de seu de tempo (devido a sua tez escura) como O Mouro (Karl Henrich Marx – 1813-1883), foram tacitamente caracterizados como dinossauros, sob a premissa de serem representantes de uma visão de mundo completa ou parcialmente anacrônica. Contudo, se os dinossauros (animais vertebrados da subordem dos Arcossauros), viveram no planeta terra milhões de anos, enfrentando as intempéries ambientais e outros animais na luta pela sua sobrevivência, cabe atentar para sua capacidade de resistência no espaço e no tempo. Se os velhos dinossauros foram extintos, foi em decorrência de processos que abriram uma nova época na história do planeta, ainda mais desenvolvida e não um processo de involução, inferior as suas próprias capacidades de resistência.
Diante da crise atual do capitalismo e da complexidade de sua cena política, os acusados de dinossauros por partilhar de algumas das hipóteses ou da totalidade das elaborações do velho Mouro, voltam a cena e parecem ter muito a dizer acerca da compreensão do mundo e da busca por sua transformação, como O Mouro bem explicitou na sua XI tese sobre Feurbach. Teses elaboradas nos idos de 1844-1845 e que esboçaram, como definiu seu fiel escudeiro, Friederich Engels (1820-1895), “o germen genial da nova concepção de mundo”, elaborada na crítica ao idealismo dialético pós-hegeliano e ao materialismo mecanicista.
No âmbito da teoria econômica, os economistas neoclássicos retomaram as idéias de Adam Smith (1923-1970) e passaram a negar a teoria do valor-trabalho de David Ricardo (1772-1823) à Marx. Recuperaram, ao mesmo tempo, o pensamento econômico marginalista, acerca do valor das utilidades, para afirmar que: a mão invisível do mercado torna o capitalismo um sistema auto-regulável. Se situam em crise, diante da crise do próprio sistema do qual se constituem como seus legítimos intelectuais. Por sua vez, a concepção de que a crise atual do capitalismo é a expressão de mais uma crise da reprodução ampliada do capital, inerente ao modelo de desenvolvimento macroeconômico eminentemente desigual do capitalismo, em decorrência da inevitabilidade da acumulação pela acumulação, de acordo com a elaboração do velho Mouro n’O Capital, retorna como uma interpretação dotada de profunda força explicativa.
Na dimensão política, os limites do sistema recolocam em cheque ou, no mínimo, permitem o questionamento de diferentes teses, oriundas de diferentes matrizes filosóficas e ideológicas. A tese conservadora do fim da históriav, elaborada no início da década de 1990, cujo fundamento reside na concepção de que o capitalismo representaria o último patamar de desenvolvimento econômico e cujas bases tecnológicas seriam suficientes para suprir todas as necessidades humanas, bem como a democracia liberal “continuaria como a única aspiração política corrente que constitui o ponto de união entre regiões e culturas diversas do mundo todo”vi, também encontra-se profundamente abalada, ao passo que a concepção elaborada pelo Mouro, na qual a moderna sociedade burguesa, ou a formação social que lhe é oriunda, encerra apenas a pré-história da sociedade humana , merece no mínimo um pouco mais de atenção.
Por sua vez, o espectro político oriundo do pensamento filosófico pós-estruturalista e pós-moderno, que ronda as forças políticas e sociais que atuam na busca por mudanças, por maiores contribuições que tenha, apresenta-se um tanto quanto limitado. Limitação que será discutida a partir de duas problematizações: a visão acerca das relações de poder oriunda da interpretação filosófica pós-estruturalista de Michel Foucault (1926-1984) e a reflexão acerca das relações espaço-temporais, oriundas do pensamento pós-moderno.
Sob a premissa da genealogia do poder, Foucault trouxe considerações importantes acerca das relações de poder, tais como a questão do poder como relação de força e sua presença no corpo social a partir de diversas relações e níveis. De acordo com um de seus interpretes no Brasil, “uma conseqüência política contida em suas análises, que evidentemente, não tem apenas como objetivo dissecar, esquadrinhar teoricamente as relações de poder, mas servir como um instrumento de luta, articulado como outros instrumentos, contra essas mesmas relações de poder. É que nem o controle, nem a destruição do aparelho de Estado, como muitas vezes se pesa- embora, talvez cada vez menos – é suficiente para fazer desaparecer ou para transformar, em suas características fundamentais, a rede de poderes que impera em uma sociedade”.
Dentro dessa interpretação, verifica-se que Foucault (1976), realizou um descrentamento, do nível e do espaço de análise das relações de poder, atentando-se para o nível das microrrelações societais e descentrando-se do Estado, como espaço de centralização do poder. A questão reside no fato de que os sujeitos que se apresentam na luta política e reivindicam-se como interpretes da tradição foucaultiana super-dimensionam o papel da micro-política, em detrimento da grande política, utilizando-se do termo, no sentido empregado pelo intelectual Sardox. Assim, limitam seus horizontes, sem compreender que o capitalismo pode compatibilizar com a conquista de bens extra-econômicos, como alerta a historiadora Ellen Meiksins Wood na obra Democracia contra capitalismo.
A essa limitação, somam-se as nuances do pensamento pós-moderno acerca das relações espaço-temporais (para não entrar em temas ainda mais polêmicos), em que a concepção de efemeridade, fugacidade e fluidez do estado das coisas, reverbera-se em uma visão de anulação do espaço pelo tempo, utilizando-se da expressão do geógrafo e antropólogo britânico David Harvey. As consequências políticas dessa concepção, residem em imputar nos sujeitos históricos uma visão temporal de curta duração, tanto quanto de interpretação do mundo somente a partir do espaço de suas relações cotidianas, sem atentarem-se para a fundamental importância que a produção do espaço assume na sobrevivência do capitalismo. Também, implicam na não percepção da existência de uma espacialidade diferencial, como bem apontou o geógrafo francês Ives Lacoste, em A geografia: isso serve em primeiro lugar para fazer a guerra (1976), onde apontou a imbricação entre as relações locais e globais na dinâmica da produção do espaço no capitalismo.
Mas, por onde passa o fio de Ariadne, que permite encontrar elementos comuns entre a teoria econômica
neoclássica, o espectro político do pós-estruturalismo e do pós-modernismo no âmbito da cena política do capitalismo contemporâneo? Como hipóteses a partir das questões até então levantados sugere-se: a) a determinação social do método, b) e, como consequência, o fato desses pensamentos não ultrapassarem os limites do sistema capitalista. A determinação social do método, na interpretação de István Mészáros, reside na relação entre a estrutura social e as formas de consciência, em que, “a estrutura social efetivamente dada constitui o quadro e o horizonte gerais, nos quais os pensadores particulares, em todos os campos do estudo social e filosófico, estão situados e em relação aos quais tem de definir sua concepção de mundo”. Assim, essas matrizes de pensamento, ao situaram-se de uma forma ou de outra, nos limites estruturais do mundo capitalista, suprimem de seus horizontes, “a possibilidade de mudanças radicais que poderiam solapar as injustiças materiais impostas de maneira espontânea pelo capital”.
Logo, o retorno do Mouro e a resistência dos dinossauros, em uma época de crise, parece ter muito a contribuir para a construção de uma nova ofensiva contra o mundo dominado pelo capitalismo contemporâneo, no sentido de fortalecer uma práxis política que se contra-objeta às suas formas de dominação social, econômicas, políticas, ideológicas e culturais. Que imputam na humanidade a tese da inevitabilidade histórica de sua superação. Que, ao pensamento, para o qual tudo é efêmero, fluído e fugaz, responde, sim, a efemeridade é inerente ao estado das coisas, pois tudo está em movimento e em processo de transformação.
Entretanto, problematiza a noção de tempo curto e espaço relativo, trabalhada no campo filosófico pós-estruturalista e pós-moderno, sobretudo, em uma época dominada pelo capital financeiro e pelo neoliberalismo, enquanto parte das expressões econômicas, políticas, ideológicas e culturais do capitalismo contemporâneo. Haja vista, que tal visão tem contribuído mais para aprofundar ante aos sujeitos históricos, a perspectiva de satisfação de suas necessidades imediatas, a partir do individualismo, do consumismo e da meritocracia, ou no máximo à se associarem por lutas que podem ser compatibilizas pelo sistema, em detrimento da possibilidade de sua emancipação humana, a partir da construção de uma nova época na história do planeta e da humanidade. Pois, pela linha de pensamento do tempo curto e do espaço relativo, caminha-se pelo mesmo viés da tese do fim da história e da teoria econômica neoclássica, enquanto formas de elaboração científicas e ideológicas, fidedignas a hegemonia do capitalismo contemporâneo. Matrizes de pensamento que contribuem para imputar no ser social, as necessidades de reprodução do sistema, como suas próprias necessidades de reprodução.
Por sua vez, com uma visão espaço-temporal de longa duração na qual se vislumbra a possibilidade de construção de um novo mundo, a partir de lutas com caráter explicitamente anti-capitalistas, associadas as lutas anti-imperialistas, anti-monopolistas, por universalização de direitos e conquistas de novos bens extra-econômicos como a emancipação de gênero, a igualdade racial, a justiça ecológica e a cidadania democrática. O retorno do Mouro e a resistência dos dinossauros, podem contribuir para transformar, a atual guerra de posição em guerra de movimento contra o capitalismo, em direção à emancipação humana, a partir novas relações sociais, econômicas, políticas, ideológicas e culturais.
Ao se colocar diante de tais questões, o objetivo do autor ao escrever esse texto é, em primeira instância, ajustar algumas contas com sua própria visão de mundo. Entretanto, submetê-lo a crítica pode suscitar diferentes interpretações e novas possibilidades de reflexão. Não obstante, a afirmação de que este texto interpreta o cenário político no capitalismo contemporâneo a partir de uma racionalidade dualista, e/ou a partir de princípios causais e teleológicos, como a crítica pós-estruturalista e pós-moderna pode suscitar, é algo completamente aceitável. Que a teoria econômica neoclássica e a tese do fim da história estejam para além das premissas aqui apresentadas, também é plenamente aceitável. Que fazer a analogia do pensamento marxista com os dinossauros lhes pareça algo controverso, é tão aceitável quanto. O que refuta-se é apenas o dogmatismo de não submeter – ou não aceitar – à crítica as diferentes formas de agir e pensar no curso de nossa história, ainda que essa crítica possa ser tão somente alvo, da astuta e voraz, “crítica roedora dos ratos”, parafraseando finalmente O Mouro.
Anderson Luiz Machado dos Santos é mestre em geografia pela Universidade Federal de Santa Maria
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Referências:
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Comentários (4)
» Deixe seu comentárioFinalmente um autor independente e com uma visão expansionista de civilização. Concordo plenamente e agrego expressões que complementam o artigo.
Quem domina a educação domina o povo.
O capital necessita de uma sociedade de trabalhadores não de pensadores(John Rockefeller, final do séc.XIX)
Desacreditar em tudo para poder acreditar em algo(F. Nieztche, pai do niilismo)
No Brasil, o partido atualmente governante cria uma dívida que atinge 2 trilhões como uma forma se ser tolerado pela classe dominante, privilegiando segmentos de domínio burguês como Bancos, Agro-negócio, mídia e empreiteiras, perpetuando, dessa forma, a plutocracia.
Parabéns!
Desde a formação da Europa em 1870, com a Repúlica da Alemanha, e seus aliados USA e Inglaterra que o sistema econômica capitalista nunca viveu em estabilidade e sim em crises.
Foi uma atrás da outra. O capitalismo não tem controle sobre a moeda, nem limites de gastos.
Essas crises foram maquiadas para não aparecerem ao longo dos anos.
A alta burguesia neoliberal dominante no ocidente perdeu pela ambição.
Resumindo, não ganham uma do oriente.
Prezados(as) – primeiramente gostaria de agradecer seus comentários, foram muito pertinentes e significativos para que este jovem professor siga nas trilhas do pensamento crítico. Mas bem, “não sou expansionista”, muito menos acredito que a educação sirva para dominar o povo, a educação é um processo que – pode contribuir para a dominação, por outro lado, seu exercício também pode contribuir para a libertação dos oprimidos. Como os neoclássicos e os neoliberais não se manifestaram, ou o fizeram de maneira “disfarçada”, o que é bem comum em suas práticas escusas, gostaria de dirir-me agora ao meu primeiro comentador. Pois bem!
Talvez os “pós” “pós”, não estejam tão perdidos assim, talvez estejam melhor do que pensamos, satisfeitos com o “Balcão de Negócios” em que se encontram e não precisamos ir muito longe. É só ir ali no Piratini e conversar com os representantes da “Nova Utopia Democrática” (vide – Zero Hora 30/09/2011), cuja expressão última e mais elaborada é nosso “Republicano” e “Democrata” Governador do RS. Fraterno Abraço!
Tema muito pertinente!
Nada do que se passa no mundo presente surpreende os que se mantiveram minimamente firmes com o Mouro e não cairam no modismo academicista de caluniá-lo com críticas que em sua maioria são frutos de incompreenssões e de falta de leitura (a maioria que reduz O Capital a uma obra economicista não passaram da orelha do livro).
No início dos anos 90, em meio a ofensiva ideológica do neoliberalismo e da derrocada dos regimes burocráticos, o sociólogo James Petras, que não chega a ser dos melhores, em “Ensaios Contra a Ordem”, já assinalava o futuro de instabilidade social e política.
Por outro lado, a turma do “pós-pós”, coitada, anda mais perdida do que cego em tiroteio, e quando pressionados caem no discurso conservador e neoliberal.
Para não ficar na autocelebração lembro que os méritos teóricos do Mouro vêm sendo reconhecidos por gente nada “mourista” como o economista Nourel Roubini, bancos privados como o francês Natixis, entre outros defensores da ordem. Há até quem pense poder encontrar na obra do Mouro a saída para a crise do capital. rsrsrsrs