Futebol
Roberto Siegmann: “Inter peca em democracia e transparência”

Ex-dirigente do Internacional, Roberto Siegmann critica atual presidente Giovanni Luigi e o excesso de poder de Fernando Carvalho no clube: "Em 2005, nós queríamos um Inter sem dono e transparente; hoje, pecamos em democracia e transparência" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Felipe Prestes e Milton Ribeiro
Juiz do trabalho e diretor do Foro Trabalhista de Porto Alegre, Roberto Teixeira Siegmann deixou a vice-presidência de futebol do Internacional no dia 18 de julho, junto com o técnico Paulo Roberto Falcão, que havia contratado. Na entrevista coletiva de despedida do clube, Siegmann já havia deixado claras as suas divergências com o atual presidente Giovanni Luigi e com a forma como vem sendo administrado o Internacional. Em entrevista ao Sul21, um mês e meio após sua saída, ele aprofunda suas críticas e defende que o grupo político do qual faz parte – na direção do Inter desde 2002 – precisa se repensar.
“Em 2005, nós queríamos um Inter sem dono e transparente; hoje, pecamos em democracia e transparência”, afirma Siegmann. O ex-vice de futebol do Inter recebeu o Sul21 na terça-feira (23) da semana passada, em seu gabinete na Justiça do Trabalho.
Na entrevista, Siegmann conta por que decidiu desmantelar o Inter B, diz que abriu o clube para outros empresários – “havia uma centralização” – e que mais não fez por bater de frente com o “Novo Testamento de Fernando Carvalho”, ex-presidente do Internacional, que ainda manteria ampla influência sobre a direção, pelo “temor reverencial por parte do presidente” Luigi.
“Um presidente lento e corajoso ainda seria aceitável, mas suas tomadas de decisões são muito demoradas”, dispara Siegmann. O atraso na reforma do Beira-Rio, segundo o ex-dirigente, teria relação com a tomada de decisão demorada.
Sem medir muitas palavras, o ex-dirigente do Inter aponta uma “cultura de idolatria” no clube, que trouxe de volta o ídolo Fernandão para ser diretor de futebol. Para Siegmann, não vai dar certo. Na entrevista, ele refere-se ao futebol como uma “máfia”, critica as federações e os interesses estabelecidos dentro dos clubes do futebol, de quem se diz um apaixonado. “Sei como são feitas as salsichas, mas ainda assim como”, define.
Leia abaixo a entrevista com Roberto Siegmann.

"No caso dele (Delcir Sonda), há o problema de ele ser muito rico e colorado, então age como se fosse meio dono do clube. Eu abri o clube para outros empresários que não vinham trabalhando no clube. Havia uma centralização em dois ou três" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Sul21 – O que deu e o que não deu certo em seu período como diretor de futebol do Inter?
Roberto Siegmann – O que deu certo foi a reestruturação do departamento de futebol. Conseguimos uma economia de aproximadamente R$ 2 milhões mensais na folha de pagamento e a conquista do Campeonato Gaúcho, que estava quase perdido. Acho que a avaliação do que foi feito no departamento de futebol só pode ser positiva.
Sul21 – Como foram obtidos esses R$ 2 milhões de economia na folha?
Roberto Siegmann – Primeiro resolvendo alguns problemas crônicos como Ilan e Edu (dois jogadores que vieram da Europa com altos salários e não deram resultados em campo), assim como a demissão de inúmeros jogadores do Inter B e de outros jogadores das categorias de base que estavam “empilhados”, sem perspectivas de utilização. Também houve a não renovação com o Rafael Sóbis. Então foram várias ações que resultaram em grande economia.
Sul21 – A que o senhor atribui o episódio de sua saída?
Roberto Siegmann – O presidente Giovanni Luigi é muito temeroso e lento para modificar quaisquer estruturas no clube. Um presidente lento e corajoso ainda seria aceitável, mas suas tomadas de decisões são muito demoradas. Não havia nenhuma tentativa de Fernando Carvalho de interferir no trabalho, porém um temor reverencial por parte do presidente em relação à figura de Fernando Carvalho. Qualquer coisa que pudesse atingir a memória ou aquilo que ele pensasse ser o patrimônio de Fernando Carvalho era evitado.
Sul21 –Era uma espécie de autocensura?
Roberto Siegmann – Sim, uma autocensura. Funcionava no imaginário.

"Não havia nenhuma tentativa de Fernando Carvalho de interferir no trabalho, porém um temor reverencial por parte do presidente em relação à figura de Fernando Carvalho" | Foto: Divulgação/Internacional
Sul21 – A manutenção do Celso Roth no início do ano foi um desses “temores reverenciais”?
Roberto Siegmann – Luigi foi engolido. Eu conversei com Vitorio (Piffero) e ele numa reunião do departamento de futebol onde parecia que prevaleceria a posição que era a seguinte: ganhando ou não, o Celso seria substituído. O motivo era simples. Se ganhássemos, nós já tínhamos a experiência com o Abel pós-Yokohama. Ele estava desmobilizado. Perdendo, era mais óbvia a necessidade de substituir, porque o Celso já tem um estigma de ser um treinador com mau relacionamento com as torcidas. Mas eu acho que o trabalho do Celso é perfeito em determinados momentos. Ele trabalha muito, é um sujeito muito íntegro, mas eu entendia que a derrota seria fatal. Em qualquer empate ou derrota, todos lembrariam de Abu Dhabi. E, realmente, quando eu o demiti, havia uma grande rejeição da torcida em relação a ele. De 70 a 80 sócios se desligavam do clube por dia, então eu achei que era o momento de trocar, mesmo contrariamente à posição do presidente.
Sul21 – O senhor falou em Ilan, Edu e outros jogadores que estavam sem utilização. Alguns desses jogadores são mantidos por pressão de empresários?
Roberto Siegmann – A princípio não. É que quando tu tens muito dinheiro, tu apostas em vários jogadores que possam desenvolver bom futebol. Eu não tinha muito. Então contratei o Cavenaghi que veio de graça, o Bolatti, que foi uma compra parceladíssima, o Zé Roberto, cuja negociação foi direta, e algumas apostas como o Siloé e o Gilberto. Porém, houve um momento no ano passado no Inter em que se contratava à rodo. Aí é fácil acertar, os erros não aparecem. Os empresários são muito úteis quando a gente precisa de alguém, são como corretores de imóveis, eles te orientam e às vezes fazem oferecimentos em condições vantajosas. Ou seja, há momentos em que pode ser bom ou ruim a presença deles. Sobre Edu e Ilan, não havia pressão de empresários, foram apenas duas tentativas que não deram certo. Quando isso acontece, o fato desafia o dirigente a tomar uma atitude. O Edu era uma pessoa admirada por todos no vestiário, tinha uma boa relação, mas estava mal e aquilo perturbava a todos. Isso contagia e então era melhor retirá-lo do vestiário. Só que para fazer isso há que assumir o erro. Uma das formas de resolver a questão é de ignorar o fato deixando-o cair no esquecimento.
Sul21 – Houve algum confronto quando da extinção do Inter B?
Roberto Siegmann – O Fernando Carvalho entendeu que sim, ele se sentiu atingido. Ele tinha montado aquele time, mas eu, no cargo, fiz o que achava melhor. E acho que tinha razão.

"Comecei a examinar cada contrato daqueles jogadores e tomei um susto: eram jogadores extremamente bem pagos que estavam numa zona de conforto, numa espécie de come-dorme. Foi o que me fez objetivamente a acabar com o Inter B" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Sul21 – O Inter tentou quebrar uma dependência para com os empresários? Eles influenciam, incomodam?
Roberto Siegmann – No meu período não houve interferência de empresários. Apenas no jogo contra o Corinthians, em São Paulo, houve um desconforto entre mim e o presidente, em função de uma reclamação do (Delcir) Sonda (investidor que detém os direitos econômicos de alguns jogadores do Internacional) de que ele havia sido mal tratado pelo Inter. Isso não é verdade. Eu simplesmente não abri para ele o alojamento, o local onde eram feitas as refeições, o ônibus que a delegação usa. O que é promíscuo não é a atuação dos investidores, isso é natural, é um mal necessário, como um corretor. Eles ganham, mas fazem um serviço, muitos deles fazem bons serviços. O que eu não permiti foi a promiscuidade da convivência. O Felipão também não permite isso e brigou com o Sonda. No caso do Sonda no Inter, há o problema de ele ser muito rico e colorado, então age como se fosse meio dono do clube. Eu vetei apenas isso. Eu abri o clube para outros empresários que não vinham trabalhando no clube. Havia uma centralização em dois ou três. Eu abri para empresários argentinos e italianos que trouxeram o Cavenaghi e o Bolatti. Houve também negociações diretas com o clube em que joga o atleta, como a do Zé Roberto, feita diretamente com o Vasco.
Sul21 – Logo após sua saída, houve um retorno inesperado de alguns jogadores anteriormente desaprovados, como Marquinhos e Wilson Mathias. A Convergência Colorada, grupo de conselheiros do Inter, atualmente pede detalhes dos contratos destes jogadores e dos de Jô e Rodrigo. Quem são os donos destes jogadores?
Roberto Siegmann – Pedem o do Dalton também. O Marquinhos foi surpreendente mesmo. Olha, eu tenho que acreditar que os donos dos passes destes atletas são aqueles que aparecem no papel. Quando eu extingui o Inter B, fiz um exercício bem racional: nós estávamos em meio ao Campeonato Gaúcho e à Libertadores, naquela época o treinador do Inter B era o Enderson Moreira, que a meu juízo não tinha a menor autonomia para escalar o time. Ele sofria a enorme influência de um ex-diretor das categorias de base que se chama Giscard Salton e eu via que ele obedecia. Havia também uma enorme diferença entre a forma como era controlado o grupo não tinha nada a ver com a forma muito mais rígida e cobradora do Celso Roth. As pessoas do Inter B eram “doces de pessoa”. Comecei a examinar cada contrato daqueles jogadores e tomei um susto: eram jogadores extremamente bem pagos que estavam numa zona de conforto, numa espécie de come-dorme. Foi o que me fez objetivamente a acabar com o Inter B. O meu limite foi aquela partida contra o Cruzeiro de Porto Alegre, quando fomos desclassificados. A zona de conforto era tamanha que ninguém apareceu para bater os pênaltis decisivos, os caras caíam em campo e sobrou para o goleiro Agenor bater pênalti. Então, após o jogo, eu entrei no vestiário, dei um chute numa lata de lixo e acabei com o Inter B. E mais: eu descobri que os jogadores do Inter B tinham medo de serem chamados pelo Celso Roth para treinar com o time principal por causa da rigidez. Estavam adaptados ao conforto.

"Luigi o presidente foi tirando cada vez mais poder do Aod porque ele estava batendo contra as mesmas contradições que eu enfrentava: atentar contra o Novo Testamento de Fernando Carvalho" | Foto: Divulgação/Internacional
Sul21 – Como foi a saída do Aod Cunha?
Roberto Siegmann – A saída do Aod foi muito parecida com a minha. Quando ele assumiu, a ideia era a de que precisávamos profissionalizar a administração do clube e de que seria necessário alguém suprapartidário. No comitê de gestão, eu pedi que só fossem contratados jogadores para as categorias de base com laudos assinados por alguém que os avaliasse. Houve alguns casos de jogadores que receberam avaliações conclusivas de que não se deveria contratar. Mas logo de cara o presidente Luigi pediu para que eu contratasse o “Joãozinho” e o “Pedrinho”. Isso estabeleceu um conflito, pois eu não poderia estabelecer uma regra para ser quebrada logo de início. O Aod ficou com a minha posição e nós começamos a formar uma espécie de parceria. Depois disso eu aceitei a ideia dele de cortar despesas no futebol, que é onde mais se gasta, desde que trabalhássemos com três orçamentos: um para um cenário positivo, outro para um médio e outro para um negativo. A redução de despesas também foi submetida a ele. Ele me apoiou quando da extinção do Inter B. Então, o presidente foi tirando cada vez mais poder do Aod porque ele estava batendo contra as mesmas contradições que eu enfrentava: atentar contra o Novo Testamento de Fernando Carvalho.
Sul21 – Houve algo com a Rede Globo, não?
Roberto Siegmann – Sim, houve. O presidente várias vezes descredenciou o Aod para que ele representasse o clube nas negociações. Sempre era necessário falar com o Carvalho antes. Então, ele me disse: ou o Fernando volta para o clube ou nós assumimos. Esse foi o problema do Aod.
Sul21 – Ao aceitar a nova distribuição dos direitos de TV, o Inter e o Grêmio assinaram seu atestado de pequenez em relação aos clubes de Rio e São Paulo?
Roberto Siegmann – Não. Nós temos que considerar nosso mercado. Não adianta fugir à realidade. Futebol é entretenimento e isso dá dinheiro. Como? Pela audiência. Onde tem mais audiência tem mais verba publicitária e maior retorno. Não dá para comparar nossa audiência com as do centro do país. É uma tendência óbvia. Agora, em contrapartida, nenhum outro lugar do país tem nossa dicotomia. Por que o Inter tem mais de 100 mil sócios? E por que o Grêmio pode chegar ao mesmo número? Porque o estado é dividido. Há 5 milhões de um lado e 5 de outro. Isso é um enorme desafio para a criatividade dos clubes de utilizar esse fator regional e fazer disso um grande negócio. Se a gente, numa hipótese louca, conseguisse um real por mês de cada torcedor, seríamos poderosíssimos. E o Grêmio também. O Inter tem 105 mil sócios. Essa relação direta do torcedor com o clube só nós temos. Isso não ocorre no centro do país.

"A situação financeira do clube é dramática. Se não vender o Damião, não tem como chegar ao fim do ano que vem" | Foto: Divulgação/Internacional
Sul21 – E a situação financeira do clube?
Roberto Siegmann – A situação financeira do clube é dramática. São 24 milhões de reais de deficit acumulados este ano. No ano passado, este déficit foi mascarado pela venda do Estádio dos Eucaliptos. O déficit foi minorado, mas a situação é dramática. A venda do Leandro Damião é uma questão emergencial. Se não vender o Damião, não tem como chegar ao fim do ano que vem. É só uma questão de preço, de oportunidade.
Sul21 – Por que os grandes clubes e as federações reelegem sistematicamente o Ricardo Teixeira? Qual é a vantagem? De que forma ele aglutina os dirigentes?
Roberto Siegmann – O futebol é uma máfia. Não tem nada mais parecido com a máfia do que o futebol. O futebol funciona, aqui e em nível internacional, em cima da troca de favores. Como a máfia funciona pela troca de favores. Então como é que as pessoas se elegem? Os presidentes das federações se elegem como? Ora, botando um gramado num campo do interior, abrigando as delegações em um hotel quando vão jogar fora de casa. Então, mediante pequenos favores, eles obtêm os votos tornando-se figuras absolutamente imbatíveis dentro de uma estrutura que não é nada democrática. A estrutura do futebol é tão antidemocrática que o presidente da Confederação Sul-Americana (Conmebol), Nicolás Leoz – que será mumificado na liderança do futebol sul-americano – tem uma declaração muito antiga de cada federação obrigando-se por si e por seus sucessores a votarem nele. É o restabelecimento da monarquia. E é assim na FIFA e nos países. Para quem gosta de Direito, há uma coisa fantástica. Sabemos que todas as nações são soberanas, com seu próprio Direito, sua Constituição, etc. Porém, o futebol tem uma estrutura própria que se sobrepõem às leis de cada país. Se a FIFA decidir punir um clube no Brasil, não adianta recorrer a ninguém.

O futebol é uma máfia. Não tem nada mais parecido com a máfia do que o futebol. Ramiro Furquim/Sul21
Sul21 – Tudo amarrado entre si.
Roberto Siegmann – Claro. Todas as federações têm um Tribunal de Justiça Desportiva e quem indica seus membros? O presidente da Federação. Eu, quando bati de frente com o Noveletto (Francisco Noveletto, presidente da Federação Gaúcha de Futebol), quase levei seis meses de gancho. E junto com isso vêm as ameaças ao clube que poderia ficar sem disputar competições. Foi o que ocorreu em 2005. Fomos roubados e a estrutura do futebol não permitia que o Inter questionasse o ocorrido porque ficaria fora das principais competições. É uma estrutura mafiosa que pisa na democracia e no direito individual e ainda implica em malversação de verbas. O futebol move muito dinheiro e é algo sem controle nenhum.
Sul21 – E o papel da imprensa nisso tudo?
Roberto Siegmann – Querem saber? Vocês não vão bater em mim? Eu acho a imprensa esportiva a mais desqualificada de todas. Para ser jornalista econômico, o cara deve saber algo de economia; para ser jornalista político, o cara tem que ter um conhecimento mínimo de como as coisas funcionam e as competências de cada setor e órgãos. Para ser jornalista esportivo é só o cara falar bem e saber que são onze contra onze. Porque de resto é só inventar ou embelezar os fatos. Veja o rádio: temos três ou quatro emissoras que dedicam 60% de seus espaços com esporte. Não há tanto assunto. E em Porto Alegre só há dois clubes grandes. O que ocorre é a valorização da banalidade absoluta. Eu enfrentei o caso Índio no ano passado. Foi um massacre da imprensa para cima dele por causa daquele corte na mão. E eu bati de frente com a imprensa, blindei o Índio. Por quê? Ora, ele estava de folga. Não interessa se ele caiu em casa ou noutro lugar, temos que resguardar a individualidade, mas aquilo precisava virar notícia e escândalo. Os caras enlouqueceram, foram ao hospital, à polícia, etc. Então, quando do episódio, eu, mal comparando, falei com um editor de esportes de um grande jornal. Referi o acontecido com o neto de um grande empresário de comunicação e lhe disse que saíra uma notinha mínima. Quando, às seis da manhã, um artista da Globo cai no Arroio Dilúvio com seu carro e dá entrevista num estado que parece ser o de um alcoolizado dizendo que ia buscar a filha, sai outra notinha. Mas o Índio, que é do futebol, corta a mão e todo tipo de suposição é discutida. Eu só respeito o Ruy Carlos Ostermann, recém aposentado, que tinha uma visão de mundo que extrapolava os limites do futebol. Ele não se metia em fofocas.
Sul21 – Há jornalistas na folha de pagamento de clubes?
Roberto Siegmann – Há das mais variadas formas. Às vezes comprando livros, às vezes comprando CDs. Tem de tudo.
Sul21 – Sobre a parceria com a Andrade Gutierrez. Fala-se num recuo do Inter e que o novo contrato seria extremamente ruim para o clube…
Roberto Siegmann – É possível. O presidente Giovanni Luigi é uma pessoa de temperamento muito fraco. Quando assumimos em janeiro, fizemos uma avaliação da possibilidade de realizar as obras com recursos próprios. Aquilo era absolutamente fantasioso. O negócio era baseado na venda de 100 suítes ao valor de R$ 1 milhão. Vender uma suíte ou 100 no Maracanã ou em São Paulo é fácil porque são locais que aglutinam empresas que recebem muitas pessoas. Essas empresas convidam os visitantes para verem o jogo na suíte, ela é utilizada como uma ferramenta de negócio. Vender uma suíte por um valor desses para pessoa física é quase impossível pela nossa realidade econômica. Depois de todo o movimento feito, tínhamos algumas poucas promessas de venda. Promessas, não vendas efetivadas. Hoje, não é mais como construir o Beira-Rio nos anos 1960. Quando a gente fala em fazer o estádio, fala em concreto e em todo o entorno e mais a manutenção. O foco hoje é em conforto e comunicações. Então, naquela época surgiu a possibilidade da parceria com a Andrade Gutiérrez. Os estádios do país foram loteados. A OAS pegou o estádio do Grêmio e Manaus e assim por diante. Coube à Andrade Gutiérrez o Beira-Rio. Mais do que uma obra, para a Andrade Gutiérrez a construção é uma operação de marketing. Quando da Copa, a Andrade Gutiérrez trará um sheik ou um governante qualquer e mostrará o potencial da empresa. Então, para a Andrade Gutiérrez, este não é um negócio espetacular em si. É mais um trampolim.

"Duvido do interesse da Andrade Gutiérrez em fazer o negócio porque ela já viu qual é o perfil do presidente" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Sul21 – E a sua posição?
Roberto Siegmann – Eu e o Aod queríamos fazer a obra com a Andrade Gutiérrez, principalmente porque era preço fechado e se adequaria às exigências da FIFA. Ou seja, se o Blatter exigisse banheiros pintados de ouro, a empresa teria que pintá-los pelo preço fechado anteriormente, sem onerar o Inter. Em segundo lugar, eles teriam o usufruto de um shopping center por 20 anos quando nós sabemos que estes empreendimentos levam muito tempo para se consolidarem e se tornarem superavitários. Vinte anos de uma parceria num shoping significa que a Andrade Gutiérrez vai assumir o prejuízo inicial. Então, qual é o problema?
Sul21 – Por que então não foi assinado?
Roberto Siegmann – Nosso presidente é muito lento e temeroso. O que ele fez? Criou numa comissão no conselho para discutir o que era bom ou ruim. Isso demandou um tempo enorme. Aí foi pedido o contrato para a Andrade Gutiérrez, que vai também para o Conselho… Eu duvido muito que isso passe e, além do mais, duvido do interesse da Andrade Gutiérrez em fazer o negócio porque ela já viu qual é o perfil do presidente.
Sul21 – O senhor não considera correto passar pelo Conselho?
Roberto Siegmann – Considero coreto, mas não se deve criar instâncias para discussões tão amplas que façam com que tu, a todo momento, voltes ao zero. Tem que ir logo para votação, mas é esse o temor do presidente. Qual era minha posição? Ora, eu queria repassar logo o contrato para votação no Conselho. Ele apenas retarda o processo. Se alguém chegar lá agora e lhe disser que que há um negócio melhor ele para tudo para ouvir. Dirigir é assumir ônus.
Sul21 – Há uma linha tênue entre as necessidades democráticas e a necessidade de ação.
Roberto Siegmann – Exato. Não dá para passar a vida fazendo comissões como o Sarney fazia. É um negócio maluco. Há um monte de construtores no Conselho. Cada um tem um amigo com o melhor negócio, a melhor proposta. O melhor seria se a comissão não tivesse nenhum engenheiro, nenhum construtor de ideias brilhantes. O ideal seria uma comissão de médicos e advogados. Neste caso, talvez a coisa já estivesse pronta.

"Diz-se que a gente não pode saber como é feita a política, o futebol e as salsichas. Sei como são feitas as salsichas, mas ainda assim como" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Sul21 – O grupo político que começou a dirigir o Inter em 2002 está fragmentado?
Roberto Siegmann – Sim.
Sul21 – Tem volta?
Roberto Siegmann – Na vida tudo tem volta. Mas eu entendo que precisaríamos discutir premissas. O tempo nos faz esquecer delas, ele sedimenta posturas. Há uma necessidade de se fazer uma grande discussão no movimento sobre nossas premissas. Em 2005, nós queríamos um Inter sem dono e transparente; hoje, pecamos em democracia e transparência. Pessoalmente, acho que há meios de se acertar, principalmente porque a parte lírica do futebol ainda não está morta dentro de mim. Basta pensar nos anos 1970, que o entusiasmo volta e eu esqueço dos interesses que há num clube. Eu não sou nenhum anjo, mas ainda vejo o jogo em campo, a beleza dele. Diz-se que a gente não pode saber como é feita a política, o futebol e as salsichas. Sei como são feitas as salsichas, mas ainda assim como.
Sul21 – O que o senhor acha da presença do Fernandão como diretor técnico?
Roberto Siegmann – Acho trágica. Há uma cultura de idolatria no Internacional. Tudo o que voltar a 2005-2006 é uma maravilha. Vários jogadores foram contratados – Renan, Tinga, Bolívar, Sóbis – no anopassado, na mesma ideia do De Volta para o Futuro I, II, III, etc. O futebol está aí para nos desafiar, para que inventemos novos modelos e posturas, não para a gente ficar se repetindo. No imaginário do presidente, ele pensava em alguém que pudesse discutir a escalação com o treinador, interferir na contratação de jogadores e tivesse uma boa relação com eles. Nós já temos o Fábio Mahseredjian, o Élio Caravetta (preparadores físicos) e mais duzentas pessoas que têm relação com os jogadores. Não precisa mais gente. Sobre discutir a escalação: nenhum técnico com quem eu já tenha trabalhado que admita uma pessoa como o Fernandão dando pitacos sobre escalação. Até é admitida a intromissão de um dirigente quando as coisas estão ruins, mas de um ex-jogador que recém se aposentou? Nenhum treinador reconhecerá e admitirá a legitimidade nesta figura. O Inter, então, criou um monstro.

"Há uma cultura de idolatria no Internacional. Tudo o que voltar a 2005-2006 é uma maravilha" | Foto: Divulgação/Inter
Sul21 – Então o Dorival Junior não aceitará o Fernandão?
Roberto Siegmann – Claro que não. Eles terão problemas a não ser que o Fernandão aceite ficar fazendo nada. Se ele ficar numa zona de come-dorme, pode ser que funcione.
Sul21 – O Fernandão não é burro…
Roberto Siegmann – Mas, olha só, o Celso Roth não falaria com o Fernandão, tenho certeza. Fossatti e Falcão idem. O Chumbinho ainda tinha uma função de infra-estrutura, logística e nas contratações, o Fernandão é jogador de futebol. Qual é sua experiência com contratos? Ele vai analisá-los? Sua presença só pode ser explicada pela necessidade de substituir o Falcão por outro ídolo para amenizar a insatisfação da torcida. Mas que ele não terá função, eu tenho toda a certeza.
Sul21 – O que o senhor não faria de novo como diretor de futebol? Como vê a fama de explosivo?
Roberto Siegmann – Eu não sou uma pessoa explosiva, sou uma pessoa que reage. Futebol é paixão. Se eu não tivesse paixão pelo Inter, não estaria lá. Eu só estava no Inter por paixão e quando a gente fala em paixão, fala de sentimentos e reações exacerbadas. Quem nunca esteve apaixonado? Toda a vez que tive reações, estas foram à altura do Internacional. Uma delas foi em relação aos jogadores do Inter, quando eu pedi que eles dessem tudo naquela final do Gauchão. Eles atenderam. Usamos tudo, aproveitamos tudo o que o Renato e a imprensa dizia. Isso só se faz por paixão.

"Nenhum técnico com quem eu já tenha trabalhado que admita uma pessoa como o Fernandão dando pitacos sobre escalação" | Foto: Divulgação/Inter
Sul21 – O Zé Roberto entrou louco em campo…
Roberto Siegmann – Ah, ele entrou louco por um motivo bem simples. Lamentavelmente, houve um episódio de racismo que foi engavetado pelo Tribunal de Justiça Desportiva. Quem já viveu fora do nosso estado sabe que a Região Sul tem reais dificuldades em conviver com a raça negra. E o Zé Roberto foi vítima de três episódios de racismo: um no edifício onde mora, outro no colégio do filho e o terceiro no Estádio Olímpico, quando eu tomei a iniciativa de denunciar. O voto do relator foi muito bom, mas o tribunal entendeu por bem arquivar, o que foi muito decepcionante para mim, ainda mais que vi o presidente Luigi desculpar-se com o presidente Odone pelo que eu havia feito, como se fosse uma mentira. Aquilo foi a gota d’água em nossas divergências que na verdade começaram quando nós dois nascemos. Temos uma divergência comportamental com o mundo do qual ele se acha um eterno devedor. Então, eu acho que faria tudo de novo.
Sul21 – Mesmo?
Roberto Siegmann – Há uma coisa que Maquiavel ensina e que eu não levei a sério. Eu deveria ter feito uma limpa no primeiro dia, retirando todas as pessoas que eu achava que deveria tirar. Se eu tivesse feito isso, não haveria tanta intriga, pois é ela que gera a instabilidade política. Eu deveria ter posto pessoas da minha confiança, como Maquiavel ensinou.
Comentários (92)
» Deixe seu comentárioÉ um mundo… é um mundo esse comentado acima. Sem entrar no mérito, porque não faço parte desse mundo, não conheço as pessoas, nem o tema de gestão de futebol, mas metendo minha colherinha torta, penso que a discussão não é sobre futebol, é sobre poder. Quando se discute poder, os teóricos são outros. Tenho a tendência a acreditar mais em quem instaura Comissões e ouve a opinião dos outros, do que acreditar em quem vem a público avacalhar com uma pessoa que está trabalhando, como no caso do Fernandão. Sim, eu sou uma das que idolatram o Fernandão. O entrevistado poderia ter dito tudo o que disse, sem desrespeitar a pessoa e fazer com que ele ficasse parecendo um idiota. Tenho a tendência a não gostar de pessoas que fazem isso, talvez porque não espero SAIR DOS LUGARES para “lavar a roupa suja”. Digo o que tenho para dizer, de frente. Já me quebrei muito com isso, mas penso que é melhor. Mais elegante. Ainda que muita coisa que o Sr. Roberto tenha dito pareça extrema verdade, me deu uma sensação desagradável de revanchismo. Eu penso que temos que andar para frente. Se esse senhor estava por lá desde 2002, uma parte da responsabilidade de tudo o que tem acontecido é dele. Ponto final. Se esteve contribuindo positivamente, ou não, nesse tempo todo, isso eu não sei, mas que todos os envolvidos em um processo, são responsáveis, são. A diferença para mim está quando há rixas. Então a gente vê quem sabe lidar com isso e quem não sabe. Eu tenho a tendência a não gostar de gente que ataca alguém menor, dessa forma, em público. Eu poderia dizer: O senhor é um juiz do trabalho, portanto, não entende nada de Futebol! Assim como ele falou que o Fernandão é um jogador de Futebol, não saberia fazer outra coisa. É uma falácia. Um Juiz deve conhecer esse tipo de expressão, sabe bem o que é uma falácia. No fundo, tudo é uma luta de classes. Há o peão e o patrão. O Fernandão está quebrando um paradigma. É um peão com vontade. Saiu do Galpão, entrou na sala rasgando o tapete com as esporas. Tenho a tendência a não gostar de que não gosta disso. Deixa para lá. Prefiro ficar do lado de cá. “Segue tua senda de vitórias, colorado da Glória, orgulho do Brasil.”
AC
Já que o senhor Siegmann gosta tanto de transparência, podia começar dando entrevistas fora do seu horário de trabalho e em casa.
Eu não pago o salário desse cidadão para ficar trovando com jornalistas na repartição, mas para julgar processos trabalhistas.
Esta é uma das raras vezes que se diz claramente a verdade sobre a imprensa -aqui, em particular, sobre a imprensa futebolística: ela é de baixíssimo nível cultural e “jabazeira”.
É gurizada ….. a coisa ta feia e esse Luigi vai acabar com o Inter …. a cada dia que passa gosto mais das declaracoes do Siegmann.
Teremos contraponto, ou seja, teremos uma entrevista com o Presidente Luigi?
Sou Gremista e digo, precisávamos de um Siegmann no meu time, pra botar pra fora todos os podres, a diferença que ele entrou na hora errada no inter, enquanto as taças chegam não adianta retirar o câncer, mas no momento do Grêmio era essencial alguém como ele.
Eu como gremista achava este cidadào ridículo e folclórico, como disse Renato Portaluppi, “devia pendurar uma melancia no pescoço”.
Mas depois desta entrevista mudei totalmente a imagem que tinha de Roberto Siegmann. Ótima entrevista! Parabéns ao Sul21 e a Roberto Siegmann.
O fato do presidente Luigi ter pedido desculpas ao Odone mostra quem realmente tem postura.
esse senhor reclamava de ¨fogo amigo¨ quando estava na direção e agora que saiu esta sempre falando mal de tudo e de todos que estão la
Esclarecedora a entrevista com Roberto Siegmann. Ele tem absoluta verdade quando critica a imprensa esportiva. Olha a programação da Gaúcha: Show dos esportes, Esportes ao meio dia, Hoje nos esportes, etc….. e só falam de futebol!!!
Não tem tanta notícia assim.
Quanto ao clube, do qual sou sócio, vê-se a fraqueza do presidente, que na sua posse, ao invés de fazer um discurso aguerrido, chorou como uma criança.
Excelente entrevista. Parabéns aos entrevistadores e aos entrevistados. Pelo menos, falou o que pensa e não se escondeu por trás de nick de internet. Que o Inter virou propriedade de alguns, isto todo mundo já sabe. O problema é que qualquer título conquistado mascara a realidade.
Pelas respostas de alguns radialistas, ficou claro q o Siegmann, pelo menos no q se refere a imprensa esportiva gaúcha, têm razão em td!
concordo plenamente com o Mauricio, na mensagem acima. Sr. Siegman, o senhor já havia me decepcionado antes. Agora, s[o provou que tudo que pensava a seu respeito é ainda pior; Lamnetável.
ACHO UM VERDADEIRO “DESPERDÍCIO” UM CARA COM A VISÃO, INTELIGÊNCIA, PAIXÃO, CORAGEM E DEDICAÇÃO, COMO POSSUI ROBERTO SIEGMANN, NÃO TER EM SUA PERSONALIDADE TRAÇOS DE “HABILIDADE DE RELACIONAMENTO” QUE PERMITISSEM A IMPLEMENTAÇÃO, COM SUCESSO, DE TODAS AS SUAS IDÉIAS GERENCIAIS. LAMENTAVELMENTE, NOS DIAS DE HOJE, NÃO BASTA QUE SEJAMOS “BONS” NAQUILO QUE FAZEMOS, TEMOS QUE SABER “FAZER ACONTECER”, E, ISTO PASSA, NECESSARIAMENTE, POR CONSEGUIRMOS DRIBLAR, E MARCAR GOLS, NOS GRUPOS DE MEDÍOCRES QUE SEMPRE OBSTACULIZAM, POR INCOMPETÊNCIA E/OU INVEJA, OS IDEALISTAS ARROJADOS E BEM INTENCIONADOS. GRAÇAS A DEUS E APESAR DE TUDO, O INTERNACIONAL, E SUA APAIXONADA TORCIDA, SÃO MAIORES E MELHORES QUE TODOS OS “ESPERTOS” JUNTOS!
Grande injustça contra a “nossa imprensa”. Como se sabe até Deus erra, a imprensa nunca.
muito boa a entrevista. pena a distorção completa do episódio de racismo no gre-nal. bolívar e d’alessandro foram chamados de tudo e mais um pouco durante o aquecimento, antes do jogo. estranhamente não houve denúncia e ninguém relacionou um fato ao outro (os outros 2 casos que ele cita, ele, novamente, que prove)… mas perdoo um cara que se diz apaixonado pelo clube, e de fato o siegmann é.
Concordo com algumas coisas e com outras não. Agora, o caso do futebol ser uma máfia, é de uma clareza ímpar, é só lembrar o episódio citado; a roubalheira tripla contra o inter em 2005, e a impotência em não poder reclamar, tem que aceitar quietinho senão fica fora. Outro acerto é no caso da imprensa; eu sempre achei ridículo esse amontoado de pseudo jornalistas espotivos, ora, pra falar de futebol, qualquer um dos brasileiros pode. Nesse caso, há também a proximidade com o restante da mídia, só à procura de fofocas e/ou factóides com claro viés ideológico, e de direita, é claro. No todo, a minha aversão inicial ao ex-dirigente, acaba de ser anulada e já vejo com bons olhos o que ele fez no inter, apesar do Falcão, pois era mil vezes preferível o Dunga.
Siegmann peca somente pela dificuldade de relacionamento e eventual destempero.Agora,ninguem pode negar q o presidente Luigi é um banana,a verdadeira rainha da Inglaterra a serviço do Fernando Carvalho.Respeito as opinioes,mas num estado de forte influencia da imigraçao europeia,um jogador negro ser chamado de macaco por uma torcida em unissono nao caracteriza racismo?Lugi pedir desculpa ao Odone por ter seu jogador discriminado?Para o mundo que eu quero descer!!!Quanto a imprensa,que o Dr.Siegmann prove.
Como é bom ver alguém com a coragem para dizer o que Siegmann disse, mesmo que ele possa ter sido injusto em algumas colocações. Como escreveu alguém em seu comentário, seria importante que o Luigi ou o Fernando Carvalho respondesse às colocações do Siegmann. Certamente eles não farão isso.
Ótima entrevista. O Jornalista está de parabéns. Conhecemos um pouco do universo do Futebol, infelizmente ele retrata também aquilo que vemos no país todos os dias. Parabéns ao Siegman pela coragem ao expressar suas opiniões.
Abraço,
[...] campo, e a cujos chiliques a mídia esportiva ‘isenta’ chama de “demonstrações de raça” (agora sabemos o porquê), ser um cidadão argentino. O que me incomodou foi o fato de que alguém agora pudesse se achar o [...]
Finalmente alguem abriu a caixa preta das entitades futebolisticas. Parabens Dr. Siegmann.
Sou gremista!e tinha uma péssima impressão deste cidadão,mas depois de ler esta entrevista mudei de impressão,para uma boa impressão!o futebol,realmente nos passa a impressão de mafia!agora posso constatar a realidade,do mercenarismo dentro do futebol!e certamente em nome do lucro puro e a qualquer custo vale tudo!!!menos seriedade,e cumprimentos de regras,triste realidade do pais do futebol..
O Sr. Siegmann deveria nos explicar pq. não mandou embora o W. Matias, atleta tratado em tomm de deboche pelo ex-dirigente.
Não tiro o chapéu para o Siegmann. Extinguiu o Inter B, Edu, Ilan e outros… ótimo!…Mas deixou o Bolívar, Tinga, Andrézinho, Wilson Matias, Kleber…
Baaa, retiro td a minha impressão que eu tinha do Roberto Sigamann. Sou gremista e queria muito um assim no olimpico e de preferencia na presidencia do gremio. “O futebol é uma mafia”. Muito boa a entrevista!
Venho cobrando ha muito tempo uma postura mais enérgica por parte da diretoria do Internacional com relação a maneira como setores da imprensa tratam o clube, principalmente a mídia da RBS. Tudo no Internacional que tenha uma pequena conotação negativa é superdimensionada. Certa ocasião o Rubens Cardoso se envolveu em um acidente de transito quando levava um familiar para o aeroporto e fizeram o maior alarde, dois dias depois um jogador do Grêmio vindo do Rio, não recordo o nome dele agora, saiu bêbado do Hotel lá em Bento Gonçalves só de cueca e foi para a esquina dá uma de guarda de trânsito e nada foi noticiado.
Com o Dr. Siegmann a coisa era no “bateu, levou”! Faz falta no Inter, mas ele não é nenhum santo como ele mesmo admite aqui na entrevista. Tinha ciumes do ex-presidente Fernando Carvalho.
Concordo com as críticas às federações de futebol.
Mas o que esse senhor fez com o time do Inter esse ano foi criminoso. Ele fala que a imprensa esportiva é fraca e que o Inter tem a cultura da idolatria mas contratou um dos piores comentaristas para ser técnico só por ser ídolo.
Fala que ganhou um gauchão quase perdido, mas foi o time dele que quase o perdeu, além de ter entregado uma Libertadores de mão beijada.
Cita como suas principais contratações Cavenaghi, Bolatti e Zé Roberto.
Cavenagui é atacante e acho que não fez nenhum gol no Inter.
Bolatti é reserva atualmente.
Zé Roberto até parece bom mas o Roth caiu por insistir nele e a torcida detestá-lo.
Quer dizer, este senhor critica a herança do FC mas não conseguiu fazer nenhuma contratação decente.
Depois que o Falcão foi demitido, muitos clubes tentaram contratá-lo, como por exemplo o …, e também o …, e ainda o…
E não é a torcida do Grêmio que é racista, apenas uma pequena parte. Que com certeza existe no Inter também.
Minha indignação com o atual “presidente” do INTER é tanta pelo que ele fez com o Falcão, que não consigo nem ouvir seus comentários fracos e falsos. Admiro o Dr. Siegmann pela sua determinação e amor ao INTER. Hoje sou sócio colorado e quero votar para presidente, tirar esse cidadão do poder. Já firmei o abaixo assinado que rola na web para destituí-lo da presidência. Colorado, procure e assine, precisamos de 22 mil assinaturas. Grande reportagem com o Dr. Siegmann. Parabéns.
Uma pena que esse verme conhecido como Giovani Luigi esteja na presidencia de um clube do tamanho do Inter. Qualquer um com um mínimo de instrução consegue notar em qualquer entrevista dada por esse rapaz, que ele não tem comando algum, não tem capacidade de tomada de decisão alguma! Um verdadeiro FROUXO. Como um cara desses, com esse perfil, que só tende a retardar todo e qualquer tipo de processo administrativo, é o presidente desse clube?????? Por favor, Luigui, pede pra sair do clube, e vai cuidar da rodoviária. Ajuda teu clube e pede as contas!!!!!
Profeta do passado! Depois de quase 10 anos vem agora dizer que tinha q ter agido como Maquiavel! E a postura preconceituosa contra um trabalhador comum (no caso o peão Fernandão) é incompatível c o q se espera de um magistrado trabalhista!!!
sensacional. ainda bem q ainda existem pessoas q falam as verdades…..custa caro mas ao menos nos da a sensação qnem tudo está perdido nessa podridão q existe no futebol…..só para lembrar…..sou gremista mas reconheço nesse apaixonado colorado, honestidade em suas declarações. Valeu Siegmann
não reclamem. sou paulistana, corinthiana e digo q vcs poderiam estar muito pior. vcs poderiam ter um ANDRES SANCHEZ (vade retro, satanás!) na presidência.
Na verdade, as conclusões, a que chego são as seguintes:
O senhor Roberto Siegmann já não era sabedor da maioria destes episódios, já que estava em cargos diretivos desde o inicio? “Com certeza ele já era sabedor”, poderia ele não estar por dentro das minucias, tais como, rotinas internas do vestiário e tudo em torno, empresários …
Outro detalhe, acredito na maioria das coisas em que ele relata, só discordo da sua “surpresa” diante destes fatos.
Pessoal será que tem alguém que pode me responder como por exemplo, Wilson Matias, Jô e o Nei, perdurarem tanto tempo no elenco do Inter. Claro que agora o Nei até está jogando razoávelmente bem, mas depois de quanto tempo, se fosse um jogador da base já tinha sido “TORRADO”, há muito tempo. Sabem por que? Quem é da base não tem a “FAMOSA COMISSÃO”.
Este é o nosso Futebol, tão bom dentro das quatro Linhas, e tão “PODRE” fora delas.
Atenciosamente,
Gustavo Lacerda.
Bom dia. Primeiramente, quero dizer que não sou de movimento político nenhum. Segundo, não vejo futebol e o Inter apenas pensando em resultados dentro de campo, até porque acompanho o Inter desde os anos 90, ou seja, vi meu Inter chegar ao fundo do poço e mesmo assim continuei amando-o da mesma forma.
Para começar, eu acho meio injusto, sinceramente, criticar o Fernando Carvalho pelos erros cometidos. Ningué, é perfeito, obviamente, depois de 2006 o sucesso realmente subiu à cabeça dele, mas mesmo assim não podemos esquecer de todo o trabalho e dedicação postos no Inter. Não sei como “são feitas as salsichas” mas não acredito que tudo seja apenas um jogo de poder. Como eu disse, eu acompanho o Inter desde os anos 90 e lembro do Fernando Carvalho ainda nas categorias de base, sempre falando muito bem de futebol e sempre atendo, foi graças a ele e às convicções dele que o Inter deu esse salto de grandeza, hoje somos um dos maiores clubes do mundo, sem exageros. Eu sequer SONHAVA com isso nos anos 90… hoje é realidade. Porém não posso mentir pra mim mesmo e fingir que não vejo erros e falhas no F. Carvalho e no grupo todo dele. É aquela questão “pra que mexer em time que tá ganhando”? O risco de dar errado é muito maior com esses pensamentos niilistas do Siegman do que com o comodismo e conformismo do Luigi, só que obviamente os erros já estão passando dos limites. Eu percebo coisas assim desde 2007, não apenas os jogadores acharam que eram os melhores do mundo, mas todo o grupo político do Inter acreditou ser o mais genial do mundo. Exageros nunca são bons, ninguém está livre de erros. Mas mesmo assim eu ainda dou meu voto de confiança ao grupo atual, só acho que deveriam refletir mais sobre certas decisões e voltar a serem mais humildes. Resumindo, não é tudo o que está errado, eu mesmo vivo criticando e condenando certas posições e contratções, mas todo mundo tem uma opinião diferente sobre tudo e ninguém admite estar errado. Em 2004 eu achava que o Rafael Sóbis não era jogador pro nível do Inter, em 2005 ele se transformou e em 2006 foi o diferencial no título da Libertadores. Todos erram em suas convicções. Agora o Sr. Siegmann é um cara que não é apenas explosivo, é realmente um fanfarrão que gosta de chamar atenção, niilista, destrutivo. O fato é que ele não aceita ser inferior ao Fernando Carvalho e sua patota e crê que se tiivesse destruído TUDO oq construiram nessa década, ele poderia fazer o mesmo começando do zero. Equivocadíssimo. Como eu disse anteriormente, acompanho o Inter há 2 décadas e vi pessoas muito superiores intelectualmente ao Sr. Siegmann fracassarem no comando do Inter de outros clubes de futebol. Não existe dono da verdade, nem o Fernando Carvalho o é, só que sejamos sinceros. O Sport Club Internacional atual não é esse GIGANTE à toa, por sorte. Foram vários fatores que contribuiram para isso, inclusive e principalmente em decisões tomadas pelo grupo político atual. Por favor, querem criticar, critiquem, busquem soluções plausíveis, agora não me venham condenar tudo oq vem se fazendo nos últimos anos esquecendo do quão pequenos éramos antes de 2002. Em 2002 o Inter tava no mesmo nível do Atlético MG. Alguém aí gostaria de torcer pro Atlético? Recadinho pro Siegmann… Senhor, com todo o respeito, não é à toa que tu vives sozinho com teu cachorro. Só um ser que não pode debater contigo e que te ouve incondicionalmente pode te suportar e ser suportado por ti também. Podes ser inteligente e culto, mas teu problema não é apenas dos outros em relação ao senhor, e sim do senhor em relação aos outros. Falo isso porque sofro do mesmo problema. Mas pelo menos eu o admito. Tu não és melhor que o Carvalho. Aceite tua medriocridade e tente explorá-la da melhor forma. Um abraço.
PS: Parabéns pela matéria. Espero que consigam uma entrevista mostrando o outro lado da moeda também.
E parabéns ao comentário da Ana Carolina. Concordei muito.
Até a vista.
Preciso de mais um PS, me desculpem. É que isso de “tal coisa é uma máfia” eu falava quando tinha 15 anos e era contra o “sistema”. O MUNDO É UMA MÁFIA! O Sr. Siegmann como Juiz deveria saber muito bem que tudo oq acontece no poder judiciário também é uma máfia, desde a primeira instância até, e principalmente, às últimas. No futebol não é diferente, na imprensa, na política, nas universidades, na escola, até dentro das famílias ocorre um processo semelhante. Esse discursinho não convence ninguém. CALA BOCA SIEGMANN! Novo jargão.
Sou Corintiano fanático e admiro o Inter por suas histórias, tradições e conquistas. São irrepreensíveis as declarações do Siegmann. Será que algum dia veremos uma liga futebolística independente? Os clubes europeus andaram se insurgindo contra a Fifa; certamente, uma adesão dos sulamericanos faria um estardalhaço… Todavia, em se tratando de humanos e paixões, não temos nenhuma garantia de que isso não seria a reinvenção da roda, como Orwell nos apresenta em Revolução dos Bichos. Finalmente, quanto a 2005, o dramalhão é superestimado, haja vista as inúmeras partidas daquele ano em que o Inter foi beneficiado. Este nem sempre é vítima (nessas horas, ninguém se recorda do caso Sandro Hiroshi ou do Nacional do Uruguai). E para encerrar este longo post, é fato que a corrupção se envereda em todas as relações humanas; a história da humanidade é um sujeito mais forte tentando tirar ao máximo do mais fraco, e este fazendo tudo o que pode para se proteger. Seria ingênuo pensar que no futebol, com sua natureza opiária, isso seria diferente. E mais: enquanto os clubes se mantiverem como “entidades sem fins lucrativos” (dirigentes não remunerados, como se só trabalhassem por amor ao clube), futebol e promiscuidade serão gêmeos. A lei pelé dá a alternativa da convolação dos clubes em empresas e fica aí a dica. Abraços aos gaúchos, que sempre me acolheram como irmãos por essas lindas plagas.
O Siegman foi o que mais atuou pra tentar privatizar o Inter. Aliás, eu até hoje nao sei o que se firmou com a Andrade Gutierrez. Ele se contradiz ali, por um lado admite que o beira rio foi loteado, e por outro defende a empreiteira.
Respeito as opiniões do Siegmann, entretando discordo totalmente delas, pois parece-me despeito, “dor de cotovelo”, pois o Inter está muito acima dele ou de qualquer outro. Este cidadão sempre foi um incendiário. Graças a Deus que estamos livres dele em nosso clube. Pena que a imprensa continue dando espaços a essas declarações. Quanto ao elogio ao Professor Rui, é normal, pois ele sempre foi um água morna. E o Fernandão, tenho certeza, será um grande diretor.
concordo com as criticas a imprensa gaucha, se preocupa muito com a vida particular dos atletas e esquece de avaliar o futebol nosso rs que esta deixando muito a desejar,este assunto so diz respeito ao clube.
Luiz Fabre, querido. Sem querer entrar no mérito corinthiano, mas por favor. Erros de arbitragem são normais, sim… até pq se formos entrar no mérito dos erros o corinthians sempre sai com saldo maior. O caso sandro hiroshi beneficiou o botafogo. Contra o nacional foram 2 gols anulados, mas um deles foi bem anulado. na pior das hipóteses o jogo seria 1×0 pra eles, o que ainda nos daria a vaga. Só que tens que lembrar do jogo da ida também, onde o juíz expulsou 3 dos nossos jogadores, exageradamente. Talvez tivéssemos goleado lá, quem vai saber? O problema de 2005 foi, além dos jogos “rejogados” que é uma ABERRAÇÃO nunca vista na história do futebol moderno mundial… o jogo decisivo entre Corinthians x Inter, com aquele penalti claríssimo e visto pelo país todo, onde o juiz além de “errar” expulsa um dos nossos jogadores chave. Enfim, não foi um lance qualquer, não foi um impedimento mal marcado, um gol mal anulado. Foi um lance chave numa “final”… o que aumenta muito mais o impacto. Mas o pior mesmo foram os jogos “rejogados” e isso ninguém mais comenta. Dormi líder do brasileiro no sábado e acordei em terceiro no domingo, coisa de outro mundo. Enfim, pra resumir, porque o corinthians nunca ganhou títulos internacionais? será pq não tem árbitros brasileiros apitando seus jogos? vai saber.
Com todo respeito, não sou gaúcho nem torcedor de Internacional ou Grêmio. O que se vê no Inter atualmente, no entanto, é um pouco parecido com o que ocorreu pouco mais de um ano atrás com o São Paulo FC, com brigas internas, demissões de técnicos e “trocas de chumbo” entre “cardeais” do clube. E foi nesse período que o SPFC, que já dava como praticamente certa a escolha de seu estádio para ser séde paulista da copa, acabou não cumprindo o cronograma da Fifa, teve seu projeto reprovado e, como todos sabem, a séde paulista será em outro estádio já em construção. E agora, vê-se no RS que o Grêmio acaba de acertar modificação no projeto de sua futura nova arena, aumentando sua capacidade para 65mil pessoas, com previsão de conclusão das obras entre dezembro de 2012 e abril de 2013, a tempo, portanto, até mesmo de abrigar a copa das confederações; e será uma arena completamente nova e já dentro do rígido “padrão fifa”. O Inter, a continuar com essa guerra interna e, eventualmente, “brigando” com a CBF, vai acabar perdendo para o Grêmio a oportunidade de sediar um grupo da copa 2014 em seu estádio, assim como o São Paulo perdeu para o Corinthians. É bom lembrar que nada ainda foi feito no Beira-Rio para a copa e o comitê nacional, presidido pelo Ricardo Teixeira, pode perfeitamente solicitar a substituição de uma arena por outra. Então, cautela ao Inter para não “levar uma volta” do Grêmio como o São Paulo “levou” do Corinthians. Saudações.
Este senhor (Siegmann) não tem autoridade nenhuma para dizer as asneiras que disse. Como ele mesmo falou, está com este grupo no poder desde 2002. Não era tempo suficiente para saber de todas as tarpalhadas que disse haver descoberto (vejam só que conscidência) justo agora que foi defenestrado do poder. Além do mais, critica Fernandão por ser ídolo, mas colocou de treinador o incompetente Falcão, cantado em verso e prosa por ser um ídolo e blá,blá,blá…Aliás, Falcão era da criticada imprensa que ele tanto abomina e que não entende nada de futebol. Por que o contratou então, tirando de Celso Roth a oportunidade de ser BI da América e todos nós colorados TRI, para ganhar um cafezinho/ruralito/gauchão com as “calças na mão”?
PARABENS DR. ROBERTO,VOU MAIS LONGE,O SENHOR TEM QUE SER PRESIDENTE,GENTE DO BEM ESTÃO CADE VEZ MAIS SAINDO DO FUTEBOL,ACHO QUE O SENHOR TEM QUE VOLTAR,PESSOAS DO BEM TEM QUE PREVALECER,MEU PAI É TREINADOR DE FUTEBOL PROFISSIONAL NO INTERIOR DE SP., E SOFRE MTO PORQUE É HONESTO,TRABALHADOR E DISCIPLINADO,JAMAIS UM TIME FICARIA NA ZONA DE CONFORTO COM ELE,EU SOU TORCEDOR DO INTER,É INCRIVEL SOU DE LONDRINA PR., MAS TORÇO PELO INTER.
NO MAIS UM GRANDE ABRAÇO , E SAIA CANDIDATO A PRESIDENTE,TENHO 14 ANOS E QUERO MUITO CONHECER O BEIRA RIO; LUCAS
ABRAÇOS;
Só vamos conseguir ameaçar o Ricardo Teixeira quando começarmos a botar a Globo nesse balaio de manifestações. É só mostrarmos como a Globo sempre se beneficiou com o Ricardo Teixeira na CBF. A relação dele com o diretor da Globo que tem uma fazenda vizinha de cerca com a dele no Rio. A Globo precisa do Ricardo Teixeira, pois sem o Teixeira tudo perde e estabilidade e as coisas ficariam incertas para a Globo. Vcs acham que a Globo quer que o Ricardo Teixeira saia? Quer nada. Comecem a fazer as pessoas verem como a Globo sempre se beneficiou com o Ricardo Teixeira no poder e coloquem eles pra protestarem nas arquibancadas contra a Rede Globo. Vai ser o fim dos microfones ambientes da emissora. Uma TAG que sugiro para o Twitter. #CPIdaRedeGlobo
O melhor da entrevista foi o comentário sobra a imprensa gaúcha. Isso é raro alguém fazer no RS. Os “profissionais” morrem de medo em serem rotulados de gremistas ou colorados (apesar de todos serem). Certamente não vão desafiá-lo a provar o que disse: ele tem mais bala na agulha. E os “profissionais da imprensa” têm rabo preso. De resto, ele apenas confirmou a política do Inter – e na política você dita e cede até cair – e a máfia que é o futebol. E parabéns aos jornalistas que fizeram a matéria.
Esta entrevista comprova o quanto foi acertada a “demisssão” deste senhor. Relativamente a todas as críticas dele, deixo apenasalguns questionamentos: se são tão moralmente questionáveis as estruturas (que ele já conhecia antes), por que assumiu? Por que alinhou-se a pessoas que, no seu modo de ver, têm tão baixa estatura moral? Por que utiliza-se de meias palavras para fazer crer o torcedor que há desonestidades? Por que não denunciou no Conselho Deliberativo cada tropelia imoral, ou ilegal, que encontrou no caminho como dirigenet? Por que fala em cultura da idolatria, quando, ao contratar Falcão, justificou a iniciativa na condição de ídolo do “ex-jogador”? Se Fernandão, como “ex-jogador” não pode dar certo por não ser dirigente ou executivo, por que falcão daria certo como treinador, já qeu ele também nãoo é? E, por fim, pergunto-me o que pode pensar o Sr. Siegamann sobre futebol ao contratar Falcão? Não pode pensar nada a respeito de futebol. A contratação de falcão deixou claro que o Sr. Siegamann não entende absolutamente NADA de futebol, não entende o que é o jogo, sua dinâmica, nada. Foi das coisas mais ridículas já feitas no Internacional que acompanho, diturnamente – e no estádio -, há 40 anos. A demissão de Falcão se impunha – com o Sr. Siegmann a reboque, por que corríamos sério risco de rebaixamento.
ate que enfim apareceu de coragem, e falou a verdade,que o futebol e uma mafia,que o meu inter virou clube empresarial que o luigi e um banana,que o ppresidente carvalho manda e ta agarrado com os empresarios ,e que a imprensa gaucha fica encima do muro,e nao relata o que sabe,ppois todo mundo sabe que no inter tao mordendo foruxo ,mas ninguem investiga,parabens siegmann
Esse é o cara!!! Verdades inconvenientes!!!!
Isto pra mim nunca foi novidade…mas que não tinham fé no fernandão não sabia……..
Tche, não vai sair estádio. Essa copa vai pro Humaitá
” Tá um cheiro de mato queimado, tá queimando, pode ser que eu esteja enganado, tem alguém mato queimando” Já dizia aquele famoso pagodeiro. Tá fedendo de podre e não é só no Inter. Sinto cheiro de podre há milhares de KM do Meu Grêmio e quando escuto nas rádios, escuto muita coisa podre.
Esse é o futebol que nos emociona. Vou pensar muito nisso!-
Eu gostaria de recomendar que todos lessem os comentários da Ana Carolina às 10:09 e do Lucas às 2:43.
[...] (que mantêm os mesmos cartolas de sempre), em mais um de suas entrevistas polêmicas ao site Sul21 (clique aqui para ver), em que sobra para todos: antigos e novos parceiros, presidente do clube, Fernandão, jogadores, [...]
O que não é falado é que muitos jogadores são só laranjas que servem apenas para dividir o salário comdirigentes dos clubes.
Roberto é um dos mais lúcidos e independentes dirigentes que surgiram nos últimos 30 anos. Sua curta vivência na direção de futebol é exemplo de quem almeja que as coisas – em todos os níveis – sejam tratadas com honestidade. Fala sem meias palavras, abertamente, o que todos nós, torcedores, estamos carecas de saber, mas que ninguém diz. Espero que um dia chegue à presidência do Inter. Inaugurará, então, uma nova fase no futebol: DA DECÊNCIA.
Ainda não li a matéria…..Mas tem coisas que nos embrulham o estômago. Esse Senhor recebe a reportagem, conforme a matéria “em seu gabinete na Justiça do trabalho”. Certamente em horário de trabalho…Será que não era melhor estar trabalhando????? Não existem processos atrasados???? Por essas e por outras é que nós, cidadãos comuns, esperamos anos e anos por decisões em nossas ações!!!!!! Este tipo de matéria não poderia ser realizado dentro de um órgão público (que alguns pensam que são donos)…
Soh concordo com oque ele diz sobre a Imprensa Esportiva que nao passa de Informe esportivo tendencioso e com oque ele diz sobre o Futebol mundial. Ah! eu sei como sao feitas as salsichas, margarina e chicletes e tbm como. de resto Sr. Siegman aconselho que o senhor descanse seus cotovelos no gelo pra acalmar a dor. Tds tem erros e acertos e tds buscam deixar seu nome na historia politica de um clube. Fernando Carvalho eh um bom exemplo a ser seguido, claro que sem exageros. Eu tenho tanto nojo da RBoSta TV q nao cabe neste post. Eh de uma incompetencia e uma chatisse que da ansia de vomito. Respeite o trabalho realizado pelos outros tantos passiveis de erros pq tuas contrataçoes nao serviram pra nada e eh graças aos antigos e gastos jogadores que ainda conseguimos ganhar alguma coisa. Tenho minhas duvidas qnto ao Fernandao de dirigente mas ainda veremos. Nao quero correr o risco de queimar a lingua falando merda. espero que estejas acompanhando a repercusao da tua intrevista.
Parabens inprensa idiota por continuar trazendo merda pra nos discutir.
Recomendo o comentario do Lucas das 2:43
Gurizada. A casa caiu. Nosso inter passará por mau bocado
E o Siegmann só descobriu tudo isso depois que virou Vice de Futebol? Quando a chapa dele se elegeu em cima do prestígio do Fernando Carvalho ele não sabia de nada? Esse cara deve achar que é todo mundo idiota. Não passa de um oportunista. Ele mistura nesta entrevista fatos que são de conhecimento público (quem não sabe como se elegem e se eternizam os Ricardos Teixeiras da vida?) com algumas podridões internas do Inter e quer posar de herói. Quem for trouxa o suficiente, que acredite. A verdade é que ele quis dar um golpe (no sentido político) dentro do Inter, virar o “novo dono” do clube (por isso contratou o Falcão, pra chamar a torcida para o lado dele). Só que a tentativa de golpe dele naufragou, e agora ele quer posar de”defensor da ética”. E ainda tem quem leve um cara desses a sério …
PS: E como é que um juiz em atividade passava tanto tempo no Beira-Rio durante a manhã e a tarde quando era Vice de Futebol? Onde estava o “Siegmann ético” naquelas ocasiões?
Sr. Roberto, como disse e acho que deve ser uma pessoa bastante transparente, não deveria conceder entrevistas em seu horário de trabalho, pois o seu salário é pago por nós. Outra coisa: não compare Corretores de Imóveis com empresários de futebol, pois de futebol o senhor deve conhecer mas tenho certeza que não conhece bons e sérios corretores e não deveria dizer o que disse pois ofende uma classe basntante honrada.
Pobre Roberto Sigman. É o retrato de alguém que fracassou e não assimilou o próprio fracasso. Contratou um garoto propaganda para treinar a equipe. Tentou matar a galinha dos ovos de ouro (Inter B). Botou fora a Libertadores mais fácil da história. Transformou em tarefa hercúlea a conquista do Gauchão. Fraquejou na oportunidade de realizar o seu sonho de um dia ser Presidente do Inter. Assumiu a função de maior visibilidade na sua vida e expôs sua incompetência para gerir o futebol. Suas declarações não podem escapar desse contexto. É fera ferida!
Sinceramente,eu só não consigo entender como tem gente que chama Fernandão de peão.
O cara tem milhões de reais em patrimônio, foi dono de restaurante em Porto Alegre, é proprietário de diversos imóveis, é diretor remunerado de um dos clubes da Série A do Brasileirão e é peão?
Então eu não tenho a menor idéia do que são os peões de verdade, que não vão ganhar na vida toda o que ele ganhava em um ano de contrato.
E por favor, ele está certo em ganhar o que ganha. mas ser chamado de peão é sacanagem com os peões.
Agora sei que sou otário, sendo sócio e pagando em dia as mensalidades. A leitura é cristalina. O Inter está sitiado por empresários, que dividem entre si e seus interventores toda a mina do clube. Eu sei bem onde isso vai dar: dividir receita, normalmente é mais difícil que despesa – gera vaidades e intrigas. Um vai querer ganhar mais que o outro e daí quem vai pagar o pato é o clube, que certamente vai ficar com as dívidas. Como chegará o Inter nos novos anos vinte?
Ha muito tempo tínhamos uma administração que procurou resolver isso tudo e de forma democrática, foi na administração do Miranda, porém o Sr. Roberto Sigmann e seus pares, o que faziam? Tumulto no portão 8. Respaldados por parte da torcida e da imprensa, que agora ele critica. Ele que na minha opinião, não serve para administrar nada no Inter. Agora vem dar uma de bom samaritano, vai querer passar por salvador da Pátria? Fora Sigmann e seus pares.
Para o bem do Inter, um dia eles sairão.
[...] Nunca escondi minha resistência aos dirigentes de futebol. Considero, infelizmente, em sua maioria, vaidosos, individualistas e dotados de falta de preparo e de visão para as coisas do futebol. Mas existem exceções, especialmente nos clubes que abraçaram o conceito de modernidade. O ex-diretor de futebol do Internacional, Roberto Seligman deu uma entrevista corajosa ao Portal Sul21 e cuja integra pode ser conferida aqui. [...]
parabens siegmann – claro e objetivo – nada tambem que ja nao se sabia – afonso moraes
Curioso mas como diz um ditado popular em algumas regiões do Brasil: Em casa que falta pão, todos gritam e ninguém tem razão.
Em minha modesta opinião, um dos grandes problemas no futebol brasileiro é esta mentalidade da paixão. Paixão esta, que é intima da cegueira, da irracionalidade, da perda da razão, da falta de respeito e da ética, das decisão equivocadas, das falsas razões e de toda sorte de visões distorcidas. .
Futebol assim como todo o esporte que se pretende sério precisa de “grana” muita “grana”, mas vendido até a exaustão como paixão pela mídia de modo geral, dirigentes que não querem largar o osso e pseudos torcedores (leia-se torcidas organizadas), só serve para perpetuar este estado de coisas. Tudo é justificado pela paixão. Menos para quem manda que de paixão só a tem da boca para fora, nos bastidores fica naquela de jogar conforme a maré e seus interesses.
O seu time é sempre prejudicado (olha a paixão aí gente!!!) pela arbitragem e pela Confederação como passa na cabeça de torcedores desavisados. Nomes aos bois nenhum, quem são os tal dirigentes que estão prejudicando o clube nem pensar. Nos bastidores silêncio e nenhuma reclamação levada adiante. Já viram alguma questão desta levadas ao tribunal e até mesmo a justiça comum? Não me venha com a história de que a FIFA não permite, pois roubalheira, manipulação e outros ilícitos penais não estão no rol de represálias da FIFA. Fosse assim o Milan nunca teria sido punido e processado pela justiça Italiana, assim como a Juventus, clubes na França e na própria Espanha.
Não vejo na entrevista do ilustre ex-dirigente nada de novo e revelador mas novamente a mesma ladainha de vítima e de revolucionário de quem saiu.
Se tudo está ruim, porque não leva estas denuncias de péssima administração para a Justiça. Ah!!! Paixão pelo clube? Entendi!!!
O que precisamos é de profissionalismo, seriedade e entendimento que futebol brasileiro pode ser um dos lucrativos (vejam Campeonato Espanhol e NBA só para ficar no exemplo) e como tal precisa ser valorizado. O que não precisamos é de dirigentes que olhem seu clube como uma paixão a ponto de hostilizar todos os adversários e que fazem de cada derrota uma lista de denuncias (só as que lhe prejudicaram, as que favoreceram nem mencionam) e acusações de manipulação, roubalheira e “denuncismos” sem provas que acabam apenas para afastar mais ainda aqueles que realmente querem comprar o produto futebol. Só para ilustrar: todos os últimos títulos brasileiro estão recheados de denuncias de manipulação, roubalheira, jogos “amolecidos”, resultados forjados, etc… Como vender este produto no Exterior e mesmo no mercado interno?
Depois ficamos endeusando o Barcelona, campeonato Espanhol mas lá os caras enquadram qualquer um que manche o espetáculo, aqui serve de desculpa para incompetência.
O Inter é o primeiro do ranking da Comenbol, é o maior vencedor da decada e tem torcedor criticando a diretoria do clube. Existem erros, mas existem muito mais méritos, perguntem aos torcedores de outros clubes se eles não queriam os titulos que nós comquistamos nos últimos anos, acho que sentar o pau é fácil, mas fazer acontecer é dificil, administrar um clube não é tarefa facil ainda mais que não existe uma renumeracão, o presidente tem que lidar com pessoas que ganham 200, 300 mil reais e que se acham acima de todos sem ganhar nada. Existem situacões que ninguém compreende, jogadores que se perpetuam no time sem jogarem nada, talvez interesses extra-campo ou promessas de titularidade à empresários, mas no conjunto da obra estamos longe de podermos nos queixar, enquanto eles comemoram a vitória no grenal, nós comemoramos a conquista da Recopa sulamericana. Vamos ser coerentes, o Inter não tem time para ganhar o brasileirão, enquanto não tivermos um lateral direito decente nunca ganharemos titulos de campeonatos de pontos corridos, a lateral direita é por onde comeca um time de futebol, sempre ouvi falar que um grande time comeca por um grande goleiro e realmente é verdade, mas no caso do Inter nós só teremos um grande time, capaz de brigar pelo brasileirão, se tivermos um grande lateral direito, talvez Ilsinho seja um comeco, temos que tentar. abracos a todos os colorados e parabéns por mais um titulo “Internacional” conquistado.
Parabéns Roberto Siegmann. Vivemos tempos em que homens que têm opinião e coragem são sufocados por estruturas corruptas e por covardes, que invariavelmente, agem na surdina. Aliás, esta parece ser a regra de ouro da vida publica Brasileira.
Precisamos acabar com o “consenso nacional” que não se cansa de incenssar o politicamente correto como valor absoluto. No Brasil hoje, mais vale um homem que minta com polidez que outro que diga a verdade de maneira rude.
Parabens Roberto Siegmann.
Parabéns pela entrevista! E Siegmann ganhaste um admirador! Abriu a caixa preta e falou a verdade sobre essa imprensa esportiva nojenta!
Parabens pela entrevista!! Aprendi a admirar o carater e personalidade de Siegmann. O confliito de interesses, onde se confunde o pessoal versus iinstituicao esta inflamando aa fogueira de vaidades que ameaca enfraquecer o clube. Colhemos ainda hoje o resultado da equivocada decisao de planejar a atual temporada, amargando prejuizos financeiros que agravam a situacao do clube. Manter o Celso Roth foi um exemplo desta situacao. A situacao da reforma do Beira-Rio, as indecisoes e atrasos na tomada de decisao ilustram o que o Siegmann declarou.
Parabéns Roberto Siegmann, sempre correto e honesto colocando para fora tudo aquilo que o desagradou nessa gestão “torta”e com muitas coisas obscuras, onde o poder de alguns e o dinheiro de outros estão falando mais alto do que nossas conquisas em campo ou de nossas crianças fardadas de Inter. Ajuda, mesmo que de fora ( POR ENQUANTO ), nosso querido Inter. Muita gente ficaria com orgulho de ti e de todas, absolutamente TODAS tuas atitudes.
Se um ex-funcionario do ECInternacional entrasse com uma acao trabalhista contra o clube e o julgador fosse o juiz e dirigente colorado Roberto Siegmann. Pergunto (pois sou leigo) seria valido o julgamento…..
AbraÇos….
Parabéns Siegmann pela entrevista esclarecedora,pois, nós ” mortais apaixonados” pelo clube, necessitamos saber o que efetivamente está ocorrendo no clube!
Parabéns!… Se tivéssemos mais Robertos Siegmann o Inter estaria muito melhor!!!!!…Precisamos que sejas presidente do nosso Inter!!!
É a nossa “sifilização”, doente e hipócrita, onde não há lugar para pessoas de opinião, que tenham a ousadia de contestar ou criticar a supremacia do capital sobre toda a atividade humana. O dinheiro manipula nossas paixões! E mesmo sabendo que o futebol e a política são verdadeiras “empresas”, administradas por corruptos e corruptores que só querem faturar aceitamos toda esta nojeira letargicamente. E sempre que tem jogo… “distraimos a verdade e enganamos o coração”, torcendo irracionalmente por este Inter que sempre foi minha paixão, mas que para essa diretoria(quase eterna)… não passa de um “SIFRÃO”!
falta de civilidade e elegância, para dizer o mínimo. esse sujeito é tosco demais, até para o tosquíssimo ambiente do futebol gaúcho. já vai tarde,
Parabéns Pela Dignidade – Realmente colocou os Podres pra fora. Mas, faltou em dizer sobre a negociata de certos Dirigentes com Pseudos Jogadores, tipo Wilson Mathias, bustus etc…
Meus parabéns ao jornalista que fez a reportagem,e só burro não sabe como funciona o futebol e o inter que vergonha heimmmm
Interessante o silêncio dos jornalistas empregados na mídia das grandes redes. E o sindicato da categoria? Estão com medo do Robertão? Parecem comprometidos, com medo da verfdade vir a tona. Vasculhar a vida de jogadores, treinadores e dirigentes sabem fazer como urubus devorando a carniça, só esquecem de olhar o próprio rabo. Só a independência jornalísitica de vocês permitiu-nos conhecer esta face podre do futebol, dirigentes e jornalistas corruptos, uns compram outros vendem sua opinião.
Siegman seria meu ídolo. Mas por um fato, extremamente relevante e imperdoável, hoje eu o quero bem longe do Inter. E, por mais que eu concorde e admire muitas das suas atitudes e palavras, isso não pode ser perdoado. Não existe explicação para a não renovação com um dos melhores jogadores já revelados pelo Internacional: Rafael Sóbis. E isso, excelentissimo Siegman, NÃO tem perdão. Para trabalhar com futebol é necessário entender de futebol. E o senhor demonstraste que não domina nem o básico.
[...] meses depois, após ser afastado do cargo, fez revelações bombásticas em entrevista para o site Sul 21. “Comecei a examinar cada contrato daqueles jogadores e tomei um susto: eram jogadores [...]
[...] meses depois, após ser afastado do cargo, fez revelações bombásticas em entrevista para o site Sul 21. “Comecei a examinar cada contrato daqueles jogadores e tomei um susto: eram jogadores [...]
[...] O clube enfrentou crises internas no 1º semestre. Após a primeira decisão por pênaltis no ano, a eliminação do Inter B para o Cruzeiro-RS no 1º turno do Gauchão provocou uma reação drástica do então vice de futebol Roberto Siegmann. O dirigente, a contragosto do ex-presidente Fernando Carvalho, dissolveu toda a equipe e sua comissão técnica e, meses depois, após ser afastado do cargo, fez revelações bombásticas em entrevista para o site Sul 21. [...]
sou colorado de carterinha mais tenho uma duvida com omosso goleiro com a zaga se conprarmos um zagueiro bom e um golero com serteza seremos çanpião da america
Paz e bem!
E o que dizer od Grêmio?
Lá foi uma imensurável evolução
a chapa para o Conselho Deliberativo
que tivesse mais votos (mesmo que um)
não levar tudo.