Dialógico

A Copa do Mundo é nossa?

Copa 2014 em Porto Alegre: Para que e para quem?

Jornalistas, blogueiros e comunicadores populares ligados a movimentos sociais realizam no dia 20 de janeiro (quinta-feira), às 18h, no auditório do CPERS Sindicato (Av. Alberto Bins, 480), um debate sobre as mudanças e os impactos das obras da Copa do Mundo de 2014 em Porto Alegre (RS). O objetivo é informar as alterações que ocorrerão na Capital gaúcha para o evento mundial e analisar os seus desdobramentos, assuntos pouco abordados pela grande imprensa gaúcha até o momento.

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Comentário de: PAULO CESAR BASTOS | 20 de janeiro de 2011 | 20:05

A COPA DO PROGRESSO É NOSSA

Paulo Cesar Bastos *

Lembrando a ampla mobilização patriótica durante a Copa do Mundo de 2010 e os preparativos para sediar no Brasil a Copa de 2014, vale refletir que o país que precisamos e queremos deve ser o que compete para vencer e não apenas para participar no cenário global.
A hora do Brasil é, justamente, agora. Não podemos perder o expresso progressista da história. O Brasil precisa ser cada vez mais o país do presente, aprimorando a estratégia desenvolvimentista com a interiorização do progresso e redução dos desníveis regionais. Inovar é preciso e empreender é fundamental.
Com características positivas, o Brasil não poderá ser o país da oportunidade perdida. Consolidada a democracia como valor nacional, uma economia robusta e em franco crescimento, além de um contexto global que nos favorece , torna-se imprescindível, para a busca do almejado desenvolvimento sustentável, uma dose do nacionalismo moderno e saudável.
Encarar e enfrentar esse desafio não é uma missão, apenas, das esferas de governo. Participar é preciso. Assim, é válido fomentar, conscientizar e disseminar na sociedade um saudável e moderno sentimento nacionalista sem as xenofobias ultrapassadas. Precisamos utilizar a nossa força, o patriotismo e a nossa espontânea e intensa mobilização esportiva como exemplo.

Precisamos construir para progredir. Escapar ao círculo vicioso do “não pode” e gerar o circulo virtuoso do “como pode” é o rumo para liberar o potencial desenvolvimentista e orientar o traçado da estrada do sucesso brasileiro. Esse caminho vitorioso passa por ciência, tecnologia e inovação a serviço da população. Preservar, mas sempre produzir, com a valorização da nossa tecnologia e dos experientes e competentes profissionais.
Escapar da mesmice colonial de industrialização somente no litoral. Expandir o desenvolvimento do Oiapoque ao Chuí, do sertão até as fronteiras no Pantanal. Novas entradas e modernas bandeiras com a estratégia de inserir o Brasil num modelo global competitivo com uma melhoria crescente de qualidade de vida em todos os rincões.
Esse avanço progressista, com ampla geração de trabalho e renda, deverá ser multiprodutivo. Viver no interior não significa, apenas, viver da roça, das atividades agropecuárias. Industrializar, fomentar a construção civil e um mercado imobiliário, implantar serviços, incrementar o turismo rural e aprimorar as vocações regionais também são ações fundamentais para um processo permanente de interiorização do desenvolvimento.
Precisamos continuar com nossas bandeiras, esquentando os pandeiros e tamborins para o Brasil sempre avançar em direção ao verdadeiro gol de placa. Essa é a vontade nacional. Estamos aí para trabalhar, construir, produzir e contribuir para o progresso. O potencial desenvolvimentista do Brasil é inesgotável. Não podemos ficar na retranca e refém dos pensamentos retrógrados e negativos. Assim, vale finalizar com uma paródia de mais um (ben)dito refrão: Brasil Maravilha, nós gostamos de você.
*Paulo Cesar Bastos é engenheiro civil
paulocbastos@bol.com.br

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